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Anticoagulante pode diminuir tempo de internação por covid-19

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Rivaroxabana, remédio usado no tratamento da trombose, será testado em 600 pacientes em 40 hospitais no Brasil

Covid-19: coágulos e trombos podem complicar situação dos infectados (MR.Cole_Photographer/Getty Images)

Em maio deste ano, um  estudo observacional feito por especialistas do Hospital Mount Sinai, de Nova York (EUA), apontou que o uso de anticoagulantes no tratamento do novo coronavírus poderia melhorar o tempo de sobrevivência de pacientes graves infectados pela doença. A pesquisa foi realizada com 2.773 pacientes internados por covid-19. Destes, 28% (786) tiveram um tratamento com doses completas de anticoagulantes, uma dose maior do que é geralmente administrada em casos de coágulos sanguíneos. Foi observado, então, que o uso dos medicamentos melhorou as chances de sobrevivência dos doentes dentro e fora da UTI.

A formação de coágulos (ou trombos) é um dos principais agravantes da covid-19. Eles impedem que o sangue dos infectados circule e podem surgir em diversas partes do corpo, como os pulmões, nas pernas e no cérebro. Em muitos casos, os pacientes fatais do vírus passam pela formação de coágulos. É ai que os anticoagulantes entram: como uma opção de afinar o sangue e melhorar a circulação, evitando, assim, que um estado pró-trombótico se instaure e o infectado desenvolva um quadro mais grave.

Recentemente a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em uma pesquisa feita em parceria com pesquisadores da Inglaterra e da Itália, testaram o anticoagulante heparina em casos de SARS-CoV-2. Os testes em laboratório se mostraram promissores e o remédio foi capaz de reduzir em 70% a infecção de células pelo novo coronavírus.

Agora se iniciam os testes clínicos de um novo anticoagulante em doses maiores. A rivaroxabana, medicamento oral usado para o tratamento de trombose venosa profunda, pode ser mais uma das opções no mercado para reduzir o tempo de internação dos pacientes por coronavírus.

A ideia do grupo brasileiro Coalizão é testar a eficácia da rivaroxabana em dose plena versus a da heparina (intravenosa) em doses menores e identificar se o primeiro será responsável por diminuir ainda mais a formação de coágulos. “A gente já conhece a eficácia e a segurança dessa droga. Mas agora queremos dar uma resposta muito importante que o mundo precisa hoje: será que se eu usar uma droga mais potente para diminuir a criação de trombos e coágulos isso pode melhorar a sobrevida dos doentes e o tempo de internação do hospital?”, questiona o doutor Renato Lopes, professor da Divisão de Cardiologia da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, e líder da pesquisa no Brasil.

O objetivo é testar a droga em até 600 pacientes em 40 hospitais ao redor do Brasil e chegar a uma conclusão positiva em até quatro meses. Até o momento, 10 voluntários estão participando da testagem com a rivaroxabana. “Estamos muito no começo para garantir algo”, explica Lopes.

Para garantir a eficácia da pesquisa e evitar riscos (como o aumento de sangramento nos pacientes), um comitê internacional analisará todo o processo. Se algo não estiver certo na avaliação deste, o estudo será pausado.

Mas Lopes ressalta que o uso de anticoagulantes não é a cura para o novo coronavírus. “Isso é um tratamento para uma das complicações mais graves que os pacientes da covid-19 têm, que são as tromboses — que matam e deixam sequelas. Esse medicamento pode vir a salvar vidas. A gente não sabe ainda, por isso estamos estudando”, diz.

O grupo Coalização é formado pelas instituições Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet). O projeto conta com o apoio da farmacêutica EMS fornecendo os medicamentos hidroxicloroquina e azitromicina, da fabricante Aché fornecendo dexametasona e da gigante na área medicinal Bayer fornecendo a rivaroxabana.

Nenhum medicamento ou vacina contra a covid-19 foi aprovado até o momento para uso regular, de modo que todos os tratamentos são considerados experimentais.

De acordo com o relatório A Corrida pela Vida, produzido pela Exame Research, unidade de análises de investimentos e pesquisas da Exame, as pesquisas para o desenvolvimento de uma vacina já contam com o financiamento de pelo menos 20 bilhões de dólares no mundo. Desse valor, 10 bilhões foram liberados por um programa do Congresso dos Estados Unidos. Mais de 200 vacinas estão sendo desenvolvidas atualmente.

Segundo o monitoramento em tempo real da universidade Johns Hopkins, mais de 10 milhões de pessoas estão infectadas pelo vírus no mundo e 509.474 morreram, segundo o monitoramento em tempo real da universidade americana Johns Hopkins. Os Estados Unidos são o epicentro da doença, com mais de 2,5 milhões de doentes e mais de 129 mil mortes. Em segundo lugar no ranking está o Brasil, com 1.368.195 de infectados e 58.314 óbitos.

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EUA autoriza vacina da Pfizer para crianças entre 12 e 15 anos

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A agência reguladora dos EUA autorizou que a vacina da Pfizer e da BioNTech seja aplicada em adolescentes. Empresas já fazem testes também em crianças menores

Vacina contra o coronavírus: vacinação em crianças causa polêmica em meio à falta de doses no mundo (Catherine Falls Commercial/Getty Images)

A FDA, agência reguladora de medicamentos dosEstados Unidos, aprovou nesta segunda-feira a vacina contra o coronavírus da americana Pfizer com a alemã BioNTech para uso em crianças a partir de 12 anos, ampliando o programa de vacinação do país.

Até agora, a vacina estava disponível de forma emergencial para pessoas acima de 16 anos. Os EUA têm o maior programa de vacinação do mundo, com mais de 260 milhões de doses aplicadas.

O país, onde vivem cerca de 330 milhões de habitantes, tem 46% da população vacinada com a primeira dose e 35% com a segunda.

A vacina da Pfizer foi a primeira a ser testada e aprovada para crianças. Foram feitos testes com 2.300 adolescentes entre 12 e 15 anos, com metade recebendo as mesmas duas doses aplicadas nos adultos e a outra parte como placebo, isto é, sem ser vacinada. Foram registrados 16 casos de covid-19, todos no grupo que não recebeu a vacina.

A Pfizer já começa também a testar o imunizante em crianças ainda mais jovens, entre 5 e 11 anos.

Um dos objetivos dos EUA com a ampliação da vacinação para os mais jovens é garantir um retorno mais seguro às aulas. No entanto, a vacinação de adolescentes também levanta críticas mundo afora, sobretudo devido ao baixo risco da covid-19 nesta faixa etária.

Das mais de 581.000 mortes por covid-19 nos EUA até o momento, só cerca de 300 foram em pessoas com menos de 18 anos.

Especialistas do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC), órgão do governo americano, se reúnem também nesta quarta-feira, 12, para recomendar como a vacina deve ser aplicada nos mais jovens. A vacinação dos adolescentes deve começar assim que houver este protocolo.

Testes em crianças

A aprovação para a Pfizer deve abrir caminho para a ampliação de testes de outras vacinas. Diversos fabricantes já anunciaram que começaram a testar seus fármacos nos mais jovens. Em março, a farmacêutica Moderna começou estudos para aferir a eficácia em crianças entre 6 meses e 11 anos, nos Estados Unidos e Canadá. Em fevereiro, a Universidade de Oxford, que colaborou no desenvolvimento da vacina da AstraZeneca, também disse que iria começar testes semelhantes.

Apesar disso, com parcela grande do mundo precisando de imunização e com o baixo risco de letalidade da doença para crianças, esse é um debate que intriga cientistas e líderes políticos.

Apesar da alta oferta de vacinas disponível, as taxas de vacinação nos EUA têm diminuído nas últimas semanas em meio à desconfiança da população, e alguns estados já contam com “sobra” de vacinas. Pesquisa do jornal Washington Post mostrou que metade dos americanos que ainda não se vacinaram não pretende fazê-lo.

Os EUA também têm sido pressionados a compartilhar suas vacinas excedentes com outros países de modo a acelerar a vacinação global.

A título de comparação, o Brasil, com 210 milhões de habitantes, vacinou o equivalente a 17% da população com a primeira dose e 8% com a segunda, de acordo com o consórcio de imprensa.

 

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Anvisa recomenda suspender uso de vacina da AstraZeneca em grávidas

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De acordo com a agência reguladora, a orientação é resultado do monitoramento de efeitos adversos da vacina

Vacinação contra covid em Seychelles (RASSIN VANNIER/Getty Images)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) orientou na noite de segunda-feira a suspensão da aplicação da vacina contra Covid-19 da AstraZeneca em grávidas, informou o órgão regulador em nota.

A orientação da Anvisa é que a indicação da bula da vacina AstraZeneca seja seguida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI). A orientação é resultado do monitoramento de eventos adversos feito de forma constante sobre as vacinas Covid em uso no país”, afirmou a Anvisa.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o Ministério da Saúde disse ao jornal em nota que investiga o caso de uma gestante do Rio de Janeiro que morreu depois de tomar a vacina da AstraZeneca.

Uma fonte ligada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que está envasando e distribuindo doses da vacina da AstraZeneca ao Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde, confirmou o óbito de uma gestante, mas alertou que a recomendação da suspensão da aplicação por precaução é padrão nesses casos.

Procurados, o Ministério da Saúde, a Fiocruz e a AstraZeneca não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

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Segunda etapa da campanha de vacinação contra gripe começa hoje

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Cerca de 33 milhões de pessoas devem ser imunizadas nesta fase

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Estados suspendem vacinação em gestantes após recomendação da Anvisa

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Agência orientou que uso do imunizante da Astrazeneca nesse grupo seja suspenso imediatamente. Veja a situação pelo país

Vacinação: a orientação da Anvisa é para que seja seguida a bula atual do medicamento da AstraZeneca, na qual não consta o uso em gestantes (Yves Herman/Reuters)

O governo de São Paulo suspendeu em todo o Estado a vacinação contra a covid-19 de gestantes com comorbidades, que estava prevista para iniciar nesta terça-feira, 11. A vacinação de puérperas (até 45 dias depois do parto) está mantida. Na segunda-feira (11) à noite, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um comunicado recomendando a suspensão da aplicação da vacina de Oxford/AstraZeneca em grávidas.

A gestão Doria disse que novas informações sobre a imunização do grupo serão divulgadas depois que o Programa Nacional de Imunicação (PNI) do Ministério da Saúde e a Anvisa emitirem pareceres técnicos acerca do tema.

No estado do Rio de Janeiro, houve suspensão total da vacinação de grávidas e também de puérperas  com qualquer vacina (Astrazeneca, Coronavac ou Pfizer, as três disponíveis no Brasil).

A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre também se manifestou sobre o assunto. O município disse que, em virtude de nota divulgada pela Anvisa, decidiu suspender a imunização de gestantes com esta vacina até segunda ordem. A pasta orienta que “as gestantes devem procurar as unidades de Saúde Modelo, IAPI, Santa Marta e Santa Cecília”, onde serão imunizadas com a vacina da Pfizer. O governo do Rio Grande do Sul ainda não se manifestou sobre o assunto.

A orientação da Anvisa é para que seja seguida a bula atual do medicamento da AstraZeneca, na qual não consta o uso em gestantes. De acordo com a nota, a decisão é fundamentada no “monitoramento constante de eventos adversos possivelmente causados pelas vacinas em uso no País.” Alguns Estados já tinham iniciado a vacinação de grávidas com comorbidades.

O uso “off label” de vacinas, ou seja, em situações não previstas na bula, fica restrito aos casos em que haja recomendação médica, mediante avaliação individual, por um profissional de saúde que pondere os riscos e benefícios para a paciente.

Com informações do Estadão Conteúdo.

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Anvisa entrega ao STF lista de documentos que faltam em análise da Sputnik

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A agência atendeu, assim, decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do STF, que também na segunda deu prazo de 48 horas para o órgão regulador informar quais documentos faltavam para a análise

Sputnik V: o órgão regulador também disse que comunicou ao governo do Maranhão, comandado por Flávio Dino (PCdoB) (Tatyana Makeyeva/Reuters)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária anunciou na noite de segunda-feira que entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a lista dos documentos que faltam para que possa fazer uma análise do pedido feito pelo Estado do Maranhão para importar doses da vacina contra a Covid-19 Sputnik V.

A agência atendeu, assim, decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do STF, que também na segunda deu prazo de 48 horas para o órgão regulador informar quais documentos faltavam para a análise.

“Além disso, a agência informou ao STF que disponibilizou ao Estado do Maranhão amplo acesso aos autos do processo administrativo que tramita na agência”, informou a Anvisa em nota.

No comunicado, o órgão regulador também disse que comunicou ao governo do Maranhão, comandado por Flávio Dino (PCdoB), que os documentos apresentados não cumpriam as exigências necessárias para que se fizesse uma análise da vacina.

Na última sexta-feira, a Anvisa comunicou formalmente ao Estado do Maranhão que os novos documentos apresentados, porém, não cumpriam a exigência da apresentação do relatório técnico de análise da autoridade sanitária estrangeira”, disse a Anvisa.

“Por esse motivo, o processo segue em diligência na Anvisa até o cumprimento do requisito legal.”

No dia 26 de abril, a Anvisa rejeitou pedido de importação da Sputnik V feito por governos estaduais da Região Nordeste alegando, na ocasião, falta de informações suficientes para garantir a segurança, a qualidade e a eficácia do imunizante.

Desde então, a Anvisa e os desenvolvedores da vacina russa têm travado uma batalha pública a respeito das informações que embasaram a rejeição do imunizante pelo órgão regulador.

Na decisão de abril, uma questão crucial apontada pela Anvisa foi o risco de outros vírus usados na vacina para induzir uma resposta imune se reproduzirem nos pacientes, o que a agência classificou de um defeito grave.

Em reação, os desenvolvedores da Sputnik V anunciaram posteriormente que iriam processar a Anvisa por difamação, acusando o órgão regulador de deliberadamente disseminar informações falsas.

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Média de mortes diárias por covid-19 cai 28% em um mês no país

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Em 14 dias, a média móvel de mortes caiu 15,8%, já que, em 25 de abril, o número de óbitos diários estava em 2.495

(crédito: REUTERS/Phil Noble)

O número de mortes diárias por covid-19 no Brasil recuou 28,3% em um mês, de acordo com a média móvel de sete dias, divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Os dados mostram que ontem (9) a média diária estava em 2.100 óbitos, abaixo dos 2.930 de 9 de abril.

Em 14 dias, a média móvel de mortes caiu 15,8%, já que, em 25 de abril, o número de óbitos diários estava em 2.495.

O ápice de mortes foi registrado em 12 de abril (3.124). Desde então, os registros têm apresentado uma trajetória de queda, com algumas altas pontuais.

A média de móvel de sete dias, divulgada pela Fiocruz, é calculada somando-se os registros do dia com os seis dias anteriores e dividindo o resultado da soma por sete. O número é diferente daquele divulgado pelo Ministério da Saúde, que mostra apenas as ocorrências de um dia específico.

 

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quinta-feira, 13 de maio de 2021

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