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Antes tarde do que nunca: Bolsonaro vai à Argentina

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A visita do presidente brasileiro acontece poucos meses antes das eleições argentinas, em outubro, quando seu aliado Mauricio Macri buscará a reeleição

BOLSONARO E MACRI, EM BRASÍLIA: o governo brasileiro apoia a reeleição de Macri, e ambos concordam em pontos como ter um Mercosul mais enxuto / Marcelo Camargo/Agência Brasil (/)

Tornou-se tradição que um presidente brasileiro visite, em sua primeira viagem internacional, a Argentina, vizinha na América do Sul e terceiro maior parceiro comercial do Brasil (atrás de China e Estados Unidos). Ao assumir em janeiro, o presidente Jair Bolsonaro decidiu ir primeiro ao Chile. Depois aos Estados Unidos (duas vezes), depois a Israel. Mas a tão aguardada viagem à Argentina acontece finalmente nesta quinta-feira, 6, cinco meses depois da posse.

Bolsonaro deve chegar ao país por volta das 10 horas e se reunir com o presidente argentino, Mauricio Macri. Também haverá uma reunião entre ministros argentinos e seus pares brasileiros, como o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, da Economia, Paulo Guedes e da Agricultura, Tereza Cristina, entre outros. O presidente brasileiro deve enfrentar protestos contra suas declarações simpáticas à ditadura, condenada por esquerda e direita argentinas.

A visita de Bolsonaro acontece em um momento crucial para o governo Macri, com a Argentina a poucos meses de suas eleições, em 27 de outubro. Se a economia brasileira não vai bem, a da Argentina consegue estar pior: a inflação no país acumula alta de mais de 50% nos últimos 12 meses, com aumento da pobreza e o Banco Mundial projetando queda de 1,2% no PIB para 2019.

Eleito com discurso liberal e com a promessa de reformas que melhorassem a economia, Macri enfrenta queda na popularidade e frequentes greves-gerais. Na busca pela reeleição, não ajudou o fato de que sua maior adversária, a ex-presidente Cristina Kirchner (2007-15), de esquerda, anunciou em maio que não concorreria mais como presidente, mas como vice. A cabeça de chapa passou a ser de Alberto Fernández, que é visto como mais moderado e pode ter rejeição menor — ainda que, por enquanto, as pesquisas não tenham mudado muito, com a chapa Fernández-Kirchner ou empatada com Macri, na casa dos 30% cada, ou com alguns pontos percentuais na liderança.

Em Buenos Aires, Bolsonaro deve reforçar uma característica peculiar de seu mandato. Ele não vê problemas em tomar partido em eleições alheias. Nos Estados Unidos, é 100% pró-Trump, em Israel, onde esteve uma semana antes das eleições, foi peça de campanha de Benjamin Netanyahu. Agora, apoia escancaradamente a reeleição de Macri. Chegou a dizer que, se Kirchner for eleita, a Argentina pode “virar a Venezuela”.

Independentemente de quem seja o próximo presidente, o fato é que a crise argentina atingiu em cheio as exportações brasileiras, com as vendas para o país vizinho caindo 41% entre janeiro e maio. O Brasil vende 15 bilhões de dólares em produtos para os argentinos, sobretudo manufaturados, como automóveis, tendo quase 4 bilhões em superávit em 2018. O Brasil, mais do que ninguém, precisa que a Argentina volte a crescer.

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Biden diz ter mínimo de delegados para indicação democrata

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Biden, de 77 anos, alcançou marca no momento em que os EUA se encontram mergulhados em uma onda de mobilizações pela morte do afroamericano George Floyd

Joe Biden: “Este é um momento difícil na história dos Estados Unidos. E a política agressiva e divisiva de Donald Trump não é uma resposta” (Brendan McDermid/File Photo/Reuters)

Joe Biden anunciou, na sexta-feira (6), ter garantido os delegados necessários para obter a indicação democrata e enfrentar Donald Trump nas eleições presidenciais de novembro nos Estados Unidos.

“Amigos, hoje à noite garantimos os 1.991 delegados necessários para vencer a indicação democrata”, disse o ex-vice-presidente no Twitter.

“Vou me dedicar todos os dias a lutar para conquistar seu voto, para que, juntos, possamos vencer a batalha pela alma desta nação”, completou.

Ele já era considerado o virtual candidato democrata desde abril, quando o senador Bernie Sanders, de Vermont, desistiu da disputa e endossou sua candidatura à Casa Branca.

Joe Biden, de 77 anos, alcançou esta marca no momento em que os Estados Unidos se encontram mergulhados em uma onda de mobilizações pela morte do afroamericano George Floyd, nas mãos de um policial branco.

A morte de Floyd reacendeu a raiva acumulada ao longo dos anos por assassinatos policiais de cidadãos negros e desencadeou um movimento nacional de protestos civis sem precedentes no país desde o assassinato de Martin Luther King Jr., em 1968.

“Este é um momento difícil na história dos Estados Unidos. E a política agressiva e divisiva de Donald Trump não é uma resposta”, escreveu Biden em um post na plataforma digital Medium.

“O país está pedindo liderança. Liderança que pode nos unir”, acrescentou.

Em seu primeiro discurso público importante desde que entrou em confinamento em casa em meados de março, devido à pandemia de coronavírus, Biden chamou a morte de Floyd de “um alerta para nossa nação” e acusou Trump de transformar os Estados Unidos em um “campo de batalha dividido por velhos ressentimentos e novos medos”.

Vice-presidente nos oito anos de governo do primeiro presidente negro dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama, Biden prometeu abordar o “racismo sistêmico”, se eleito para a Casa Branca.

Esta semana, o democrata já havia acusado o presidente Donald Trump de pensar apenas na reeleição. Sua resposta aos protestos contrasta fortemente com a do rival republicano, que ameaçou enviar o Exército contra manifestantes.

Durante um breve discurso, na segunda-feira (1o), Trump anunciou a mobilização de “milhares e milhares de soldados fortemente armados” e policiais em Washington para impedir “os distúrbios, os saques, o vandalismo, os ataques e a destruição gratuita de propriedade”.

E ameaçou as várias cidades que registram protestos: se as autoridades locais não tomarem medidas para detê-los, Trump disse que enviará o Exército para “resolver o problema rapidamente”.

Enquanto falava no Jardim das Rosas da Casa Branca, a polícia dispersava manifestantes reunidos do lado de fora da residência presidencial com gás lacrimogêne

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Episódios de racismo minam objetivo dos EUA de ganhar influência na África

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Africanos repreenderam os EUA pelo fracasso em combater o racismo, observações que contrastam com o tom diplomático usado nas interações entre os países

Protestos nos Estados Unidos: (John Sibley/Reuters)

O assassinato de George Floyd, um afro-americano desarmado por um policial de Minneapolis, e a revolta civil resultante desse fato complicam os esforços dos Estados Unidos para fortalecer sua tênue relação com a África e combater a crescente influência da China.

Moussa Faki Mahamat, presidente da Comissão da União Africana, assim como autoridades da Nigéria, África do Sul e Gana condenaram a morte de George Floyd. Eles repreenderam os EUA pelo fracasso em combater a discriminação racial, observações que contrastam muito com o tom diplomático normalmente usado em interações com a maior economia do mundo.

“As relações EUA-África já estavam em baixa”, disse Kissy Agyeman-Togobo, sócia-gerente da Songhai Advisory, em entrevista por telefone de Acra, capital de Gana. “Agora, com o assassinato injustificável de George Floyd, a dor, a repulsa e a indignação são palpáveis.”

A África sempre ficou para trás na lista de prioridades das relações exteriores dos EUA – o continente mais pobre do mundo responde por menos de 2% do comércio bilateral total. A influência dos EUA tem sido corroída constantemente pela China, cujo comércio com a região é quase quatro vezes maior e que alimenta laços oferecendo empréstimos e investimentos com poucas restrições.

A estratégia do governo Trump para a África, apresentada no final de 2018, propôs acordos comerciais bilaterais, uma revisão da ajuda externa e novas iniciativas antiterrorismo para recuperar a influência perdida.

A pandemia de coronavírus proporcionou a oportunidade para fazer exatamente isso. Autoridades do Departamento de Estado destacaram a contribuição de mais de US$ 400 milhões dos EUA para ajudar a África a combater o impacto da doença, mais do que qualquer outra nação. Mas o dano causado à reputação dos EUA pelo assassinato de Floyd e a forma de lidar com os protestos indicam que o momento pode ter sido desperdiçado.

“Os EUA são tradicionalmente vistos como o farol da democracia segundo o qual você precisa tratar manifestantes com decência e defender os direitos”, disse Adewunmi Emoruwa, estrategista líder da Gatefield, uma consultoria com sede em Abuja, capital da Nigéria. “Agora vemos saques, incêndios criminosos, a quase anarquia nos EUA e a resposta brutal da polícia. A África está dizendo que talvez os EUA não sejam tudo o que pensávamos que eram.”

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“Não acabou”: casos de covid-19 aumentam em países saindo de isolamento

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O epicentro da pandemia está em nações das Américas Central, do Sul e do Norte, especialmente os Estados Unidos, disse a porta-voz da OMS, Margaret Harris

Coronavírus: países começaram a relaxar o isolamento nas últimas semanas (Gleb Garanich/Reuters)

Alguns países registraram aumentos de casos de covid-19 depois de amenizarem isolamentos, e as populações precisam se proteger do coronavírus enquanto as autoridades continuam fazendo exames, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira.

Atualmente, o epicentro da pandemia está em nações das Américas Central, do Sul e do Norte, especialmente os Estados Unidos, disse a porta-voz da OMS, Margaret Harris.

“Quanto aos aumentos (de casos), sim, vimos em países de todo o mundo –não estou falando especificamente sobre a Europa– quando os isolamentos diminuem, quando as medidas de distanciamento social diminuem, às vezes as pessoas interpretam isso como “tudo bem, acabou’”, disse Harris em uma coletiva de imprensa da Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra.

“Não acabou. Não acabou até não haver mais nenhum vírus em qualquer lugar do mundo.”

Referindo-se às manifestações nos EUA desde o assassinato de George Floyd 10 dias atrás, Harris disse que os manifestantes precisam se precaver.

“Certamente vimos muita intensidade nesta semana, vimos pessoas que sentiram a necessidade de sair e expressar seus sentimentos”, acrescentou. “Pedimos a ela que se lembrem de continuar protegendo a si mesmas e aos outros.”

Para evitar infecções, a OMS aconselha as pessoas a manterem uma distância de ao menos um metro, lavar as mãos com frequência e evitar tocar a boa, o nariz e os olhos, disse Harris.

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Papa lamenta depredação do planeta e pede um mundo “humano”

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Na abertura da Jornada Mundial do Meio Ambiente, o papa Francisco lamentou a “depredação” e a “violência” que destrói o planeta

Papa: “Não podemos permanecer calados diante dos custos da destruição do ecossistema” (Remo Casilli/Reuters)

O papa Francisco lamentou a “depredação” e a “violência” com a qual se destrói o planeta e fez um apelo para construir um mundo “mais habitável” e “humano”, nesta sexta-feira (05) na Jornada Mundial do Meio Ambiente celebrada na Colômbia.

“Não podemos permanecer calados diante do clamor quando observamos os altíssimos custos da destruição e exploração do ecossistema”, escreveu o papa argentino em uma carta enviada ao presidente da Colômbia, Iván Duque, e divulgada pelo Vaticano.

“Não é hora de continuar olhando indiferente para o outro lado diante dos sinais de um planeta depredado e violado, pela ganância do lucro e em nome —muitas vezes— do progresso”, alertou o pontífice aos presentes na jornada, todos virtualmente por conta da pandemia de coronavírus.

A jornada, na qual participam personalidades e defensores da ecologia, será dedicada entre outras coisas à biodiversidade e à conservação do patrimônio natural

“Está em nós a possibilidade de investir na caminhada e apostar em um mundo melhor, mais saudável, para deixá-lo de herança para as gerações futuras. Tudo depende de nós; se realmente desejarmos isso”, advertiu o papa, autor há cinco anos do “Laudato Si”, a primeira encíclica sobre o assunto.

“As feridas causadas à nossa mãe natureza são feridas que também sangram em nós. O cuidado dos ecossistemas precisa olhar para o futuro, não pode tratar apenas do imediato”, reiterou na carta o chefe da igreja católica.

“Desejo que suas deliberações e conclusões sejam sempre a favor da construção de um mundo cada vez mais habitável e de uma sociedade mais humana”, pediu Francisco.

Foram organizados seis fóruns com especialistas mundiais, entre eles um sobre a conservação da Amazônia, uma questão prioritária para o papa argentino, que manifestou recentemente sua preocupação pelos povos indígenas da região devido à pandemia de COVID-19.

O papa convidou também os católicos a “refletir” sobre os apelos de sua encíclica, que pede uma “maior conscientização do cuidado e proteção de nossa Casa Comum, assim como de nossos irmãos e irmãs mais frágeis e excluídos da sociedade”.

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França declara controlada pandemia de coronavírus no país

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O presidente do conselho científico da França afirmou que o coronavírus continua circulando em certas regiões, mas em baixa velocidade

Coronavírus: a França registrou 29.065 mortes e 189.441 casos de contágio (Adrienne Surprenant/Bloomberg)

A França declarou nesta sexta-feira (5) que a pandemia de covid-19 está “controlada” em seu território, enquanto no outro lado do Atlântico, o Brasil se tornou o terceiro país do mundo em número de mortes pela doença.

O novo coronavírus causou mais de 390.000 mortes em todo mundo, com mais de 6,6 milhões de casos de contágio confirmados, de acordo com o balanço estabelecido pela AFP com base em fontes oficiais nesta sexta-feira às 8h.

Na França, “o vírus continua circulando em certas regiões (…), mas circula em baixa velocidade”, declarou François Delfraissy, presidente do conselho científico francês que assessora o governo na gestão da pandemia.

O conselho científico publicou uma nova recomendação, na quinta-feira (4), para que o país se prepare para “quatro cenários prováveis” para os próximos meses: de uma “epidemia sob controle” até uma “degradação crítica”.

“Achamos que o cenário número um, ou seja, o controle da epidemia, é o mais provável”, disse Delfraissy.

Um dos países mais afetados pela pandemia, a França registrou 29.065 mortes e 189.441 casos de contágio, de acordo com o último balanço da AFP divulgado na quinta-feira à noite.

A pandemia mostra sinais de estabilização na Europa, onde as medidas de confinamento têm sido flexibilizadas há algumas semanas.

Já na América Latina, a crise está-se intensificando, com quase 1,2 milhão de infecções e 60.000 mortes já declaradas oficialmente.

 

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Minneapolis proíbe policiais de fazer estrangulamentos

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Cidade foi palco, na última semana, da morte de George Floyd; o homem, que era negro, foi assassinado por um policial branco, que o asfixiou

Protesto em Minneapolis após assassinato de George Floyd (Carlos Barria/Reuters)

A Câmara Municipal da cidade de Minneapolis, nos Estados Unidos, proibiu que as forças policiais locais usem estrangulamentos para deter suspeitos durante os próximos dez dias, enquanto o Departamento de Polícia local está sob investigação.

A cidade foi palco, na última semana, da morte de George Floyd. O homem, que era negro, foi assassinado por um policial branco, que o asfixiou. Desde a morte de Floyd, protestos contra o racismo dentro das forças policiais americanas tomaram os Estados Unidos.

Em nota divulgada no site da prefeitura, o governo de Minneapolis afirma que os conselheiros (como são chamados os vereadores no país) da cidade aprovaram uma ordem do Departamento de Direitos Humanos de Minnesota, estado cuja cidade é capital, que instaura mudanças na polícia como parte da investigação que apura desrespeito aos direitos civis.

O Departamento de Direitos Humanos de Minnesota iniciou a investigação depois de registrar uma acusação de direitos civis relacionada à morte de George Floyd.

Além da proibição de estrangulamentos, foram implementadas outras mudanças:

  • O uso de força não autorizada por algum policial deve ser denunciado pelos colegas;
  • policiais que presenciarem colegas efetuando ações violentas e não interromperem poderão ser considerados igualmente culpados;
  • somente o chefe de polícia ou seu designado no posto de vice-chefe ou acima pode autorizar o uso de armas de controle de multidões durante protestos.

A investigação sobre procedimentos policiais dos últimos dez anos pretende determinar se a polícia local adotou práticas discriminatórias sistemáticas em relação a negros, para garantir que as práticas sejam interrompidas.

Caso George Floyd

O funeral de George Floyd começou nesta quinta-feira. Nesta sexta, os Estados Unidos tiveram seu 11º dia de protesto contra o racismo. Além de manifestações, marcas e celebridades se posicionaram contra a violência policial que atinge negros, assim como os ex-presidentes George W. Bush e Barack Obama.

Todos os quatro policiais envolvidos no assassinato de George Floyd em 25 de maio enfrentarão acusações criminais.

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