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ANS encerra amanhã consulta sobre boas práticas em parto

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Sociedade pode colaborar com sugestões

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) encerra amanhã (23) consulta pública sobre boas práticas em parto adequado no Brasil. A sociedade pode colaborar com sugestões para alteração da Resolução Normativa 440 da agência, que instituiu o Programa de Certificação de Boas Práticas em Atenção à Saúde.

Estão sendo propostas as inclusões de dois anexos à resolução: o manual de certificação e o glossário de boas práticas em parto adequado. Além disso, está sendo colocada em discussão uma nota técnica sobre o impacto regulatório da certificação de boas práticas em atenção ao parto e nascimento.

A certificação é uma proposta do Movimento Parto Adequado, que prevê um selo de qualidade, a participação das mulheres e audiências públicas, além da divulgação de informações. A ideia é aumentar a qualidade da atenção à mãe e ao bebê oferecida pelas operadoras de planos de saúde.

As contribuições poderão ser enviadas até esta sexta-feira (23) pelo site da ANS.

 

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Saúde

Dia Mundial de Luta contra a Aids: Rodoviária de Brasília recebe exposição ‘Indetectável’

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Mostra fica no hall da estação Central do Metrô, até sexta-feira (4). São fotos, relatos e histórias de 13 pessoas que estão com vírus HIV indetectável no organismo.

Dia Mundial de Luta contra a Aids; símbolo da campanha de conscientização — Foto: Divulgação

A Rodoviária do Plano Piloto, em Brasília recebe, nesta terça-feira (1º), a partir das 8h, a exposição “Indetectável – o efeito de estar indetectável em cada uma dessas vidas é detectável: basta olhar nos olhos delas para ver”. A ação ocorre no Dia Mundial de Luta contra Aids, celebrado com o objetivo de conscientizar sobre as medidas preventivas e o tratamento da doença.

A mostra ficará no hall da estação Central do Metrô, até a próxima sexta-feira (4). A ação abre a campanha Dezembro Vermelho no DF. Quem passar pelo local verá fotos, relatos e histórias de 13 pessoas que estão com vírus HIV indetectável no organismo.

De acordo com o Governo do DF, são registros sensíveis, partilhados voluntariamente, que contam sobre o tratamento da doença e a luta contra o estigma, medos e angústias, as conquistas e motivações.

O Núcleo de Testagem e Aconselhamento (NTA) também vai distribuir autotestes de HIV, preservativos e dar orientações sobre prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Para evitar aglomeração, os testes distribuídos, não vão ser realizados no local.

A ação é uma parceria da Secretaria de Saúde com a Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF) e o Ministério da Saúde.

O que é estar indetectável?

Segundo a Secretaria de Saúde, estar indetectável significa estar com a doença controlada, sem sinal de adoecimento e sem transmissão do vírus através do sexo. Isso é possível, graças ao uso regular de medicamentos antirretrovirais, o que permite a recuperação do sistema imunológico.

Outras ações

Núcleo de Testagem e Aconselhamento da Rodoviária do Plano Piloto realiza testes de sangue para detectar HIV, sífilis, hepatites B e C e outras infecções sexualmente transmissíveis — Foto: Breno Esaki/Agência Saúde

Núcleo de Testagem e Aconselhamento da Rodoviária do Plano Piloto realiza testes de sangue para detectar HIV, sífilis, hepatites B e C e outras infecções sexualmente transmissíveis — Foto: Breno Esaki/Agência Saúde.

Durante o Dia Mundial da Luta Contra a Aids, trabalhadores e frequentadores da Feira Permanente do Riacho Fundo I vão receber orientações sobre prevenção, assistência e proteção contra o HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis. Uma equipe de Saúde da Família da UBS 1 será responsável pelos trabalhos, das 10h às 14h.

“Os casos positivos detectados durante as ações receberão direcionamento para tratamento específico em um Serviço de Atendimento Especializado em HIV/Aids”, disse a Secretaria de Saúde.

Conforme o governo, nos Serviços de Atendimento Especializados (SAEs) são feitos outros exames complementares para averiguar a situação de saúde e o estágio da infecção. A partir disso, a rede pública estabelece o tratamento adequado com os antirretrovirais e outros medicamentos indicados, quando necessário (veja endereços dos SAEs abaixo).

Aids e HIV

 

Com 130 nanômetros, o HIV é cerca de 60 vezes menor que um glóbulo vermelho. Os avanços na microscopia crioeletrônica (à esquerda) e na modelagem molecular (à direita) tornaram possível ver o vírus em detalhes sem precedentes. Usando essas técnicas, a equipe visualizou cada um dos 240 minúsculos 'blocos' de proteína que se encaixam para formar a casca externa em forma de cone. — Foto: Owen Pornillos, Barbie Ganser-Pornillos

Com 130 nanômetros, o HIV é cerca de 60 vezes menor que um glóbulo vermelho. Os avanços na microscopia crioeletrônica (à esquerda) e na modelagem molecular (à direita) tornaram possível ver o vírus em detalhes sem precedentes. Usando essas técnicas, a equipe visualizou cada um dos 240 minúsculos ‘blocos’ de proteína que se encaixam para formar a casca externa em forma de cone. — Foto: Owen Pornillos, Barbie Ganser-Pornillos

A Aids é a manifestação sintomática do Vírus da Imunodeficiência Adquirida (HIV) e, portanto, só aparece quando ele não é controlado. O que ocorre é uma queda no sistema imunológico, que fica vulnerável a doenças oportunistas, como pneumonia e tuberculose.

Até os anos 1990, casos de infecção pelo vírus eram descobertos somente quando as pessoas já haviam atingido o estágio da Aids. Naquela época, o Brasil ainda estava em fase de descoberta do vírus e desenvolvia as primeiras formas de tratamento. Ataulmente, com a detecção precoce do HIV, o número de casos de Aids tende a ser cada vez menor.

Outro ponto importante é que a principal forma de transmissão do HIV é o sexo sem preservativo. Qualquer relação sexual desprotegida, seja homossexual ou heterossexual, está suscetível à contaminação pelo vírus.

Outra forma de infecção é o contato com o sangue infectado. A gestante com HIV também pode transmitir a doença para o filho durante a gravidez, no parto ou na amamentação com o leite materno infectado (transmissão vertical).

Como prevenir

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Saúde

Moderna anuncia eficácia em vacina e pedirá uso emergencial nos EUA e Europa

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O estudo da farmacêutica envolveu 30 mil participantes, dos quais 196 indivíduos desenvolveram o coronavírus com sintomas, de acordo com a companhia

(crédito: Andrew Caballero/AFP)

A farmacêutica americana Moderna anunciou que pedirá, nesta segunda-feira (30/11), autorização para uso emergencial de sua vacina para a covid-19 nos Estados Unidos e na Europa. De acordo com a empresa, o imunizante se mostrou 94,1% eficaz nos resultados finais da fase 3 dos testes clínicos.
Em 16 de novembro, a Moderna já havia anunciado os resultados preliminares dos estudos, com eficácia de 94,5%.
O estudo da farmacêutica envolveu 30 mil participantes, dos quais 196 indivíduos desenvolveram o coronavírus com sintomas, de acordo com a companhia.
Destes, 185 haviam tomado placebo, enquanto 11 haviam recebido a vacina.
Segundo a Moderna, o imunizante também aparentou ser seguro, ainda que alguns participantes tenham experimentado dores de cabeça e outras reação leves a moderadas.
“Acreditamos que nossa vacina fornecerá uma ferramenta nova e poderosa que pode mudar o curso desta pandemia e ajudar a prevenir doenças graves, hospitalizações e mortes”, disse o CEO da Moderna, Stéphane Bancel.
“Vamos solicitar hoje uma autorização de uso de emergência da FDA e continuar avançando com as revisões contínuas que já foram iniciadas com várias agências regulatórias em todo o mundo”, acrescentou Bancel, fazendo referência à Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.
A farmacêutica também apresentará nesta segunda-feira um pedido de uso emergencial da vacina à Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês).
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Saúde

Dosagem 90% eficaz de vacina de Oxford foi erro; AstraZeneca admite

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Administração de meia dose inicial foi erro, segundo farmacêutica; forma de administração da vacina gerou dúvidas entre analistas e na comunidade científica

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Instituto Estáter: estratégia de isolamento é ineficaz contra covid

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Com equipe dedicada à coleta e organização de dados globais, Pércio de Souza diz ser urgente apostar em campanhas de conscientização

Coronavírus: como aposta de médio e longo prazo, isolamento não resolve e tem efeito perverso, para instituto (Getty Images/Getty Images)

O estranho ano de 2020 está perto de terminar e tudo indica que a covid-19 será a 3ª doença mais letal no Brasil. Deve representar 13% das mortes. Nesse momento, são 170 mil mortos pelo vírus. Nessa triste estatística, as doenças cardiovasculares são as mais mortais, com 388 mil óbitos, seguidas do câncer, que já provocou o falecimento de 245 mil pessoas até agora. Sempre que os dados sobre a covid-19 mostram piora no contágio, aumenta a perspectiva da quarentena, do lockdown. Ficou consolidado na cabeça das pessoas — não só aqui, mundo afora — que essa é a forma de combate ao vírus.

Só que quem olha os dados de perto tem tranquilidade em afirmar que o isolamento e a redução forçada da mobilidade da população não são e não deveriam ser encaradas como uma saída definitiva contra a pandemia. Muito menos, a única. Ao contrário, os dados mostram que pode provocar o efeito pêndulo que tem levado países poupados inicialmente pela infecção, fruto de um lockdown precoce, a serem assolados no momento da flexibilização.

“A politização e interferência de debates ideológicos têm impedido uma avaliação pragmática da melhor forma de enfrentar a infecção. Esta radicalização tem levado a análises simplistas onde se isola a variável ‘lockdown contra SARS-CoV-2’ e se despreza as outras variáveis da equação”, comenta Pércio de Souza, empresário, sócio-fundador da boutique de fusões e aquisições Estáter e presidente do Instituto Estáter, que tem uma equipe dedicada ao assunto desde março deste ano.

O pior de tudo, para ele, é que esse contexto impede uma análise crítica em busca da resposta para a pergunta: isso está mesmo funcionando? “Isso para não destacar que estão quase que impedidas as considerações sobre o impacto nas outras áreas da saúde, nas crianças vulneráveis que perderam escola, efeitos psicológicos e as consequências na economia real.”

Sem conseguir perceber se a estratégia é ou não eficaz, governos e sociedade civil, de forma geral, não trabalham naquilo que, para Pércio, deveria ser a grande questão: campanhas de informação e conscientização. Não se trata, pura e simplesmente, de evitar o lockdown, mas de abordar suas falhas e atacar os problemas.

A análise dos dados da evolução pandêmica, tanto no Brasil como no exterior, demonstra que países e regiões que foram bem-sucedidos pelo lockdown precoce no início do ano estão agora entre os que mais têm sofrido neste segundo semestre. “A falsa sensação de dever cumprido pelo isolamento é seguida de um relaxamento crescente que leva a descuidos e a intensificação da infecção. Estudos recentes mostram que a conscientização e informação são mais importantes para a prevenção do que o isolamento. E isto está faltando”.

O lockdown foi adotado inicialmente como ferramenta para controle da velocidade de disseminação da doença, com objetivo de evitar sobrecarga do sistema de saúde, lembra Pércio. Mas, com o transcorrer do tempo, passou a ser encarado como “única alternativa”, quando na verdade não tem provado ser.

Sem conseguir perceber se a estratégia é ou não eficaz, governos e sociedade civil, de forma geral, não trabalham naquilo que, para Pércio, deveria ser a grande questão: campanhas de informação e conscientização. Não se trata, pura e simplesmente, de evitar o lockdown, mas de abordar suas falhas e atacar os problemas.

A análise dos dados da evolução pandêmica, tanto no Brasil como no exterior, demonstra que países e regiões que foram bem-sucedidos pelo lockdown precoce no início do ano estão agora entre os que mais têm sofrido neste segundo semestre. “A falsa sensação de dever cumprido pelo isolamento é seguida de um relaxamento crescente que leva a descuidos e a intensificação da infecção. Estudos recentes mostram que a conscientização e informação são mais importantes para a prevenção do que o isolamento. E isto está faltando”.

O lockdown foi adotado inicialmente como ferramenta para controle da velocidade de disseminação da doença, com objetivo de evitar sobrecarga do sistema de saúde, lembra Pércio. Mas, com o transcorrer do tempo, passou a ser encarado como “única alternativa”, quando na verdade não tem provado ser.

Neste trabalho, comparou-se as regiões mais e menos afetadas em diversos países no 1º semestre com a situação atual. Com isso, a dinâmica do atraso na curva do contágio fica evidente na comparação entre países e também dentro deles, com dados detalhados. Na Itália, por exemplo, onde a situação foi dramática na região Norte em abril (como Lombardia e Emilia Romana), os óbitos por semana nesse momento estão em patamar equivalente a 45% do pico. Já no Sul, nas localidades menos afetadas no primeiro semestre, os falecimentos semanais estão em 230% do seu pico no 1º semestre. Na Espanha, onde a curva já está arrefecendo, essa fotografia se repete. Nas províncias de Madri e Catalunha que lideraram as infecções no início do ano, o pico dos óbitos semanais ficaram por volta de 30% do pico anterior.

“O que se vê em todos os países é que as regiões que foram menos afetadas no início do ano, protegidas pela estratégia do lockdown, agora estão passando por disseminação mais intensa do vírus pela abertura e liberação das atividades”.

É possível ver isso na Europa, mas há exemplos vizinhos também. Na Argentina, que fez um lockdown severo no início do ano, em 6 de julho o número de óbitos acumulados por milhão de habitantes estava em 35, enquanto o Brasil estava em 313. Agora, o país de origem do craque Messi passou o Brasil nesse indicador: está até dia 23 de novembro com 840 mortos por milhão de habitantes, enquanto o Brasil aparece com 810.

Na Europa, a República Tcheca também foi objeto de lockdown rígido e o retrato traz a mesma informação. Em julho, enquanto o consolidado europeu era de 440 falecimentos a cada milhão de habitantes, o do país sustentou um acumulado de 30 a cada milhão de pessoas. O que houve a partir do 2º semestre? O número disparou e agora está acima da média europeia que subiu para 660 até 23 de novembro. Padrão semelhante aconteceu nos estados americanos como Texas, Florida, Califórnia, entre outros, que viram os números crescerem substancialmente após o relaxamento no final de junho.

Estes exemplos são o que Pércio chama de efeito pêndulo. Ele defende uma campanha constante de conscientização como arma para controle da pandemia. Além de mais barata, na opinião dele, teria mais chances de evitar os picos e ser a estratégia mais adequada para o achatamento da curva — e ainda tende a ter efeitos colaterais muito menores do que o lockdown. “Esta campanha é urgente, porque seguindo o padrão do que está ocorrendo lá foram deveremos ver uma intensificação da contaminação também no Brasil”, diz ele.

Quando questionado se o que defende é a imunidade de rebanho, Pércio é enfático. “Não se trata disso.” Para ele, a grande questão é que o controle da curva gerado pelo lockdown acabou perdido — restaram apenas os efeitos colaterais. Quando a situação finalmente é colocada sob controle, pela falta de campanhas de conscientização que levam a uma conduta despreocupada da população, a consequência do isolamento é perversa.

Raiz do problema

O Instituto Estáter tem liderado campanhas, principalmente de informação e acompanhamento de grupos de risco na população vulnerável, desde o início da pandemia. Pércio aponta que embora os protocolos hospitalares e tratamento tenham evoluído substancialmente, ainda há um problema que se mantém: mortes pela hipóxia silenciosa que levam pacientes a óbitos sem sequer passarem pelas UTIs. Na Espanha e Itália onde consegue-se acompanhar nível de hospitalizações e óbitos semanalmente, pouco se evoluiu neste quesito — seguem acima de 80%.

O problema é também complexo no Brasil pelo grande peso das populações vulneráveis que têm mais dificuldade de atendimento nos hospitais. O Instituto, em conjunto com a Sociedade Brasileira de Infectologistas (SBI), promoveu a campanha Alert(ar) que apoia a atenção básica de municípios brasileiros em um programa para conscientizar esses grupos de riscos da população vulnerável e organizar a oximetria proativa para evitar mortes sem assistência decorrentes da hipóxia. O trabalho tem mostrado resultados  nas regiões nas quais tem sido aplicado. A SBI está realizando os primeiros estudos sobre esse desempenho.

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Saúde

Covid-19 pode causar problema pulmonar grave, diz estudo brasileiro

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A fibrose pulmonar é uma doença respiratória crônica que torna os tecidos pulmonares espessos e rígidos, como se eles fossem cobertos por cicatrizes

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Rússia diz que vacina contra covid-19 teve eficácia de 95% após 2º dose

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Os dados da vacina Sputnik V ainda são preliminares e não foram publicados em revista científica

A Rússia também informou que vai cobrar menos por sua vacina Sputnik V do que suas rivais (Tatyana Makeyeva/Reuters)

A Rússia afirmou nesta terça-feira, 24, que sua vacina Sputnik V contra a covid-19, desenvolvida pelo Centro de Pesquisas Gamaleya de Moscou, tem eficácia de 95%.’

Estes são resultados preliminares obtidos com voluntários 42 dias após a aplicação da primeira dose, indicam em um comunicado conjunto o centro Gamaleya, o ministério russo da Saúde e o Fundo Soberano russo envolvido no desenvolvimento da vacina. A pesquisa não foi publicada em nenhuma revista científica.

O comunicado, porém, não explica quantos casos foram usados nos cálculos.

“O preço de uma dose da Sputnik V no mercado internacional será inferior a 10 dólares”, anunciou em um comunicado separado o Fundo Soberano russo, enquanto para os cidadãos russos a vacina será gratuita.

A Sputnik V está atualmente na fase 3 de testes clínicos randomizados com duplo-cego, com quase 40.000 voluntários.

Elogiada pelo presidente Vladimir Putin, a Rússia pouco explicou a documentação científica para a vacina, mas seus criadores reiteraram nesta terça-feira que os dados da pesquisa serão publicados em breve “em uma das principais revistas médicas do mundo e revisados por seus pares”.

Trata-se de uma vacina de “vetor viral”, que utiliza duas injeções de dois adenovírus (um tipo de vírus muito comum, que provoca resfriados, por exemplo) modificados com uma parte do vírus responsável pela covid-19.

Quando o adenovírus modificado penetra nas células das pessoas vacinadas, estas produzem uma proteína típica do SARS-CoV-2, o que permite ao sistema imunológico reconhecer o vírus e combatê-lo, de acordo com o centro Gamaleya.

A concorrência é intensa para desenvolver uma vacina que freie a pandemia de coronavírus que afeta o mundo desde o início do ano.

O grupo farmacêutico britânico AstraZeneca e a Universidade de Oxford publicaram na segunda-feira que sua vacina tem eficácia média de 70%.

A vacina desenvolvida pela americana Pfizer e alemã BioNTech tem eficácia de 95%, segundo os resultados completos do teste clínico em larga escala, anunciados na semana passada. A empresa americana Moderna anunciou resultados similares (94,5% de eficácia).

A Rússia está disposta a lutar pela liderança na corrida pela vacina e, já em agosto (antes mesmo dos testes clínicos em larga escala), anunciou que a Sputnik V era muito eficaz, o que provocou dúvidas da comunidade científica internacional.

Quão eficaz uma vacina precisa ser?

Segundo uma pesquisa publicada no jornal científico American Journal of Preventive Medicine uma vacina precisa ter 80% de eficácia para colocar um ponto final à pandemia. Para evitar que outras aconteçam, a prevenção precisa ser 70% eficaz.

Uma vacina com uma taxa de eficácia menor, de 60% a 80% pode, inclusive, reduzir a necessidade por outras medidas para evitar a transmissão do vírus, como o distanciamento social. Mas não é tão simples assim.

Isso porque a eficácia de uma vacina é diretamente proporcional à quantidade de pessoas que a tomam, ou seja, se 75% da população for vacinada, a proteção precisa ser 70% capaz de prevenir uma infecção para evitar futuras pandemias e 80% eficaz para acabar com o surto de uma doença.

As perspectivas mudam se apenas 60% das pessoas receberem a vacinação, e a eficácia precisa ser de 100% para conseguir acabar com uma pandemia que já estiver acontecendo — como a da covid-19.

Isso indica que a vida pode não voltar ao “normal” assim que, finalmente, uma vacina passar por todas as fases de testes clínicos e for aprovada e pode demorar até que 75% da população mundial esteja vacinada.

 

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terça-feira, 1 de dezembro de 2020

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