PRISCILA MENGUE
FOLHAPRESS
A Anac, que é a agência que controla a aviação civil no Brasil, decidiu aceitar o pedido das companhias aéreas para permitir voos no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, depois das 23h, mas isso só vale para casos especiais.
Esses casos especiais são situações extraordinárias, como quando há problemas climáticos fortes ou dificuldades operacionais que atrasam os voos.
Nos dias normais, os voos vão continuar acontecendo só das 6h às 23h, mas algumas pessoas que moram perto do aeroporto estão preocupadas porque acham que esses voos fora do horário podem acontecer com mais frequência.
Dados mostram que nos primeiros meses de 2026 já houve algumas liberações para voos depois das 23h, e no ano anterior houve mais ainda. Também, as reclamações por barulho aumentaram muito nos últimos anos.
A Associação Brasileira das Empresas Aéreas fez o pedido formal para que essas exceções sejam permitidas e está trabalhando com o controle do espaço aéreo, a empresa que administra o aeroporto e as companhias Azul, Gol e Latam para definir regras claras para esses voos excepcionais.
Essa decisão da Anac foi tomada no início de setembro por um grupo de diretores da agência, que analisaram situações como grandes eventos que afetaram milhares de passageiros. Por exemplo, em abril deste ano foi necessário evacuar o aeroporto por causa de um suspeito vazamento de gás, e em dezembro de 2025 um temporal com ventos muito fortes atrapalhou as operações.
Os técnicos que cuidam da infraestrutura dos aeroportos explicaram que essa regra vai ajudar a lidar melhor com esses casos excepcionais para evitar problemas maiores, como aviões tendo que fazer voltas extras, mudar de rota ou voltar para o portão de embarque.
