A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) enviou uma notificação para a Portela e para a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) depois que a escola usou um drone em sua apresentação na Marquês de Sapucaí. Durante a primeira noite dos desfiles do Grupo Especial, um membro da equipe de frente da Portela sobrevoou a avenida em um drone grande, surpreendendo o público presente.
A Anac explicou que é proibido transportar pessoas, animais ou objetos perigosos com drones. De acordo com a norma RBAC-E nº 94, além dessa proibição, o operador deve manter uma distância mínima de 30 metros do público, e o piloto do drone não pode colocar vidas em risco em nenhuma situação.
“Essa distância de 30 metros pode ser dispensada apenas se houver uma proteção mecânica forte para separar e proteger as pessoas que não estejam envolvidas no voo. Porém, isso não ocorreu na Marquês de Sapucaí”, afirmou a Anac.
Por isso, a agência oficializou um pedido tanto para a escola quanto para a Liesa, solicitando que reforcem as orientações contra o uso de drones tripulados. A Anac também pediu que a Portela informe o modelo do drone, o número de série, o registro do equipamento na agência e os dados do piloto responsável. A escola tem um prazo de dez dias para fornecer essas informações.
Carnavalesco deixa a Portela após polêmica
Além da questão do drone, a apresentação da Portela em 2026 gerou outra polêmica. O carnavalesco André Rodrigues anunciou em 16 de fevereiro, pelas redes sociais, sua saída da escola. Ele explicou que a decisão foi causada por dificuldades enfrentadas com o carro alegórico que levava a Velha Guarda da escola durante o desfile.
Estadão Conteúdo
