Os aumentos nas mensalidades escolares ajudaram a impulsionar a inflação no varejo, medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) em janeiro, conforme divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira, 6.
Os principais aumentos vieram do ensino fundamental (6,03%), gasolina (1,69%), ensino superior (4,81%), tarifa de ônibus urbano (4,04%) e do tomate (19,40%). Em contrapartida, houve redução nos preços da passagem aérea (-11,49%), eletricidade residencial (-2,84%), leite longa vida (-3,09%), ovos (-6,21%) e tarifa de táxi (-5,60%).
Matheus Dias, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), explicou que “o resultado do IGP-DI em janeiro foi influenciado principalmente pelo IPC, que registrou alta de 0,59%, acelerando 0,31 ponto percentual em relação a dezembro. Esse aumento refletiu o reajuste nas tarifas de ônibus urbano, nas taxas de água e esgoto residencial e os aumentos sazonais nos preços do ensino formal”.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI) subiu de 0,28% em dezembro para 0,59% em janeiro.
Cinco das oito categorias de gasto apresentaram aceleração na variação: Transportes (de 0,38% para 1,18%), Alimentação (de 0,13% para 0,70%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,07% para 0,46%), Despesas Diversas (de 0,08% para 0,23%) e Habitação (de 0,20% para 0,23%). Em contrapartida, Vestuário (de 0,27% para -0,62%), Comunicação (de 0,02% para 0,00%) e Educação, Leitura e Recreação (de 1,17% para 1,16%) apresentaram desaceleração ou estabilidade.
O núcleo do IPC-DI, que exclui itens mais voláteis, teve alta de 0,52% em janeiro, contra 0,33% em dezembro. Dos 85 itens que compõem o IPC, 41 foram removidos do cálculo do núcleo. O índice de difusão, que indica a proporção de itens com preços em alta, passou de 61,29% para 71,29% no mesmo período.
