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quinta-feira, 08/01/2026

Aliados concordam com força multinacional para a Ucrânia após trégua

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Aliados ocidentais da Ucrânia concordaram com um conjunto de garantias internacionais de segurança para prevenir futuras agressões russas em Kiev. Essas garantias, discutidas em Paris, incluem a criação de uma força multinacional europeia e um mecanismo de monitoramento liderado pelos Estados Unidos, que seriam implementados após um cessar-fogo na guerra com a Rússia.

Mais de 30 países participaram da cúpula, incluindo líderes da Europa, Canadá, Estados Unidos, União Europeia e OTAN. Foram estabelecidas cinco prioridades para o período pós-conflito: monitorar o cessar-fogo, apoiar o exército ucraniano, implantar a força multinacional em terra, mar e ar, definir respostas a eventuais ataques russos, e estabelecer cooperação de defesa a longo prazo com a Ucrânia.

O presidente francês, Emmanuel Macron, destacou que essa força representaria uma garantia imediata após o cessar-fogo, embora sua efetivação dependa da aprovação nos países envolvidos. Keir Starmer, primeiro-ministro britânico, anunciou que o Reino Unido e a França irão estabelecer centros militares na Ucrânia para apoiar a defesa do país.

Friedrich Merz, chanceler alemão, indicou que a Alemanha pode participar dessa força multinacional, com tropas possivelmente destacadas em território próximo da OTAN, além de continuar com contribuições políticas, financeiras e militares à Ucrânia.

Embora os detalhes sobre tamanho, estrutura e financiamento das forças de apoio ainda precisem ser definidos, o grupo se compromete a monitorar eventuais cessar-fogos sob liderança americana. A participação efetiva exigirá aprovação parlamentar nos países envolvidos, por isso a implantação imediata das tropas não foi anunciada.

Volodimir Zelenski, presidente ucraniano, reconheceu avanços nas negociações, ressaltando que os compromissos necessitam de ratificação para implementação. Ele ressaltou que nem todos os países estão preparados para envio de tropas, e que o apoio pode também ser fornecido via armamentos, inteligência e tecnologia.

A Rússia rejeita um cessar-fogo que inclua tropas da OTAN em solo ucraniano, e até o momento não comentou os resultados da cúpula em Paris. Para a Ucrânia, o desafio é garantir que as promessas se tornem realidade efetiva, já que a guerra continua e a dissuasão deve ser mais do que apenas teórica.

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