Aliados ocidentais da Ucrânia concordaram em estabelecer garantias internacionais de segurança para evitar futuras agressões de Rússia a Kiev. O plano inclui uma força multinacional europeia que será destacada após um cessar-fogo na guerra.
Durante cúpula em Paris, líderes da Europa, Canadá, Estados Unidos, União Europeia e Otan definiram as bases para proteger a Ucrânia em um cenário pós-conflito. Estiveram presentes representantes de mais de 30 países.
As garantias preveem apoio militar contínuo e possível implantação de tropas em terra, mar e ar, com um mecanismo de monitoramento liderado pelos Estados Unidos.
Emmanuel Macron, presidente da França, afirmou que a força militar deve garantir segurança logo após o cessar-fogo, dependendo da aprovação interna dos países envolvidos.
Prioridades pós-conflito
- Monitoramento do cessar-fogo;
- Apoio às forças armadas ucranianas;
- Implantação de força multinacional em terra, mar e ar;
- Planos de resposta para novas agressões russo;
- Cooperação de defesa de longo prazo com a Ucrânia.
Os países parceiros concordaram que as forças ucranianas serão a primeira linha de defesa. O Reino Unido e a França pretendem estabelecer centros militares na Ucrânia para armazenar armas e equipamentos.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, indicou possível participação alemã na força multinacional, incluindo envio de tropas para território próximo da Otan após cessar-fogo.
Apesar do compromisso político, detalhes sobre número, estrutura e financiamento da força ainda precisam ser definidos, e a implantação de tropas exige aprovação parlamentar em vários países.
Reação ucraniana e cenário político
Volodimir Zelenski, presidente da Ucrânia, considerou positivo o avanço das negociações, mas ressaltou que cada país precisa ratificar os compromissos. Ele destacou avanços na definição das lideranças para os elementos de segurança e reconstrução.
O enviado dos EUA, Steve Witkoff, declarou apoio firme às garantias, sem detalhar o suporte militar específico.
A Rússia mantém a posição de não aceitar cessar-fogo com tropas da Otan na Ucrânia, e ainda não comentou o resultado da cúpula.
Desafios e conclusão
O acordo firmado não é vinculante e depende da implementação rápida pelos aliados. Existem preocupações com aprovações políticas, detalhes pendentes e tensões transatlânticas que podem atrasar ou enfraquecer a ajuda.
Para Ucrânia, o maior risco é que a dissuasão sobre apenas o papel teórico enquanto o conflito prossegue.
A coalizão conta com a presença de 27 chefes de Estado ou governo, mas sua continuidade depende da decisão dos países sobre ampliar sua participação.
