O aumento dos casos de sarampo nos Estados Unidos, México e Canadá, países que vão sediar jogos da Copa do Mundo de 2026, acendeu um alerta importante para os brasileiros que planejam viajar para esses locais. A infectologista Natalie Del Vecchio, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, Criança e Adolescente Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (IFF/Fiocruz), reforça a necessidade de manter as vacinas em dia.
De acordo com a médica, o risco de contrair a doença é maior para quem não está completamente vacinado. A baixa taxa de vacinação nesses países e também no Brasil preocupa, pois pode haver retorno do vírus ao país. Natalie destacou que o Brasil foi re-certificado como livre do sarampo pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em novembro de 2024, após ter perdido esse status por causa da reintrodução do vírus em 2018.
Os números mostram um aumento da doença nas Américas. No Canadá, foram 5.062 casos em 2025 e 124 confirmados em 2026. No México, passaram de sete casos em 2024 para 6.152 em 2025, com 1.190 casos em janeiro de 2026. Nos Estados Unidos, houve 2.144 casos em 2025 e 721 em janeiro deste ano. Juntos, esses três países respondem por 70% dos casos nas Américas.
No Brasil, foram registrados 38 casos em 2025, todos vindos de países vizinhos. Em janeiro de 2026, dois casos foram notificados: uma mulher de 22 anos no Rio de Janeiro e um bebê de seis meses em São Paulo, ambos sem vacinação.
Diante disso, o Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional para orientar quem vai viajar durante a Copa do Mundo para Estados Unidos, México e Canadá. A recomendação é que crianças de seis a 11 meses tomem a dose zero da vacina pelo menos 15 dias antes da viagem; pessoas de 12 meses a 29 anos devem ter duas doses; e adultos de 30 a 59 anos precisam ter recebido ao menos uma dose na vida. A vacina Tríplice Viral está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) e deve ser aplicada com pelo menos 15 dias de antecedência.
O sarampo se espalha pelo ar através da tosse, fala ou respiração e pode ser transmitido mesmo antes dos sintomas aparecerem. Os sintomas comuns incluem febre alta, tosse persistente, coriza, olhos irritados e manchas vermelhas no corpo. A doença pode causar problemas sérios, como pneumonia, inflamação do cérebro, parto prematuro e até a morte.
Com informações da Agência Brasil
