Em 2026, uma nova lei militar entrou em vigor na Alemanha com o objetivo de reforçar suas forças armadas diante das tensões na Europa Oriental causadas pelo conflito entre Rússia e Ucrânia. A legislação gerou protestos, pois levanta preocupações sobre a possível volta do serviço militar obrigatório, suspenso em 2011.
Além das questões sobre o alistamento, uma regra pouco notada estabelece que homens entre 17 e 45 anos devem obter autorização do Centro de Carreira da Bundeswehr para sair do país por períodos superiores a três meses. Isso é válido tanto para estudos quanto para trabalho ou viagens prolongadas.
Um porta-voz da Bundeswehr explicou que a medida visa permitir que as forças armadas saibam quantos homens estar fora do país em possíveis cenários de conflito. A autorização deve ser concedida sempre que não haja previsão de convocação militar específica para o período solicitado.
O Ministério da Defesa reconhece o impacto da lei e trabalha em regras para isenções dessa autorização, mas ainda não definiu quais serão as consequências para quem desrespeitar a norma.
Detalhes da nova legislação
A Lei de Modernização do Serviço Militar, vigente desde 1º de janeiro, pretende aumentar o contingente das forças armadas de 180 mil para 260 mil soldados ativos até 2035. Para isso, estabelece o preenchimento obrigatório de um questionário aos 18 anos, avaliando condições físicas e disposição para o serviço.
Ainda não há retorno do serviço obrigatório, que permanece voluntário por decisão da coalizão governamental liderada pelo chanceler federal Friedrich Merz. A partir de 2027, homens também passarão por teste físico para possíveis convocações.

