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Brasil

Alcolumbre vai analisar situação de Flávio Bolsonaro que votou dos EUA

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que irá verificar a questão levantada sobre o senador Flávio Bolsonaro, que marcou presença e votou em uma sessão mesmo estando nos Estados Unidos.

Durante uma sessão, Alcolumbre disse que recebeu o pedido de análise, mas ainda não tem uma decisão final sobre o assunto.

Ele explicou que vai consultar assessores para entender o que o regimento do Senado permite diante dessa situação.

O senador Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso, questionou oficialmente se Flávio Bolsonaro comunicou sua viagem ao exterior, como exige as regras internas, e pediu a anulação do voto do senador na aprovação da PEC da Segurança Pública.

Flávio Bolsonaro viajou para os Estados Unidos após a derrota nas eleições presidenciais e não entregou seus passaportes à polícia, conforme ordem de um ministro do Supremo Tribunal Federal.

Antes da viagem, a polícia alertou o Supremo sobre risco de fuga de Flávio. Ele é investigado em dois processos no STF e questionou o resultado das eleições, dizendo que atuaria como líder da oposição, embora tenha negado intenção de deixar o país.

Nos Estados Unidos, Flávio divulgou uma carta se chamando “líder do Brasil” e levantando acusações de fraude eleitoral, defendidas apenas por seus aliados mais radicais.

Na mesma sessão, Alcolumbre comentou sobre a contestação dos resultados eleitorais e disse que a urna eletrônica funcionou bem no primeiro turno, mas questionou sua validade no segundo turno.

Ele também lembrou que no primeiro turno o senador Flávio Bolsonaro teve mais votos do que o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e que o Partido Liberal elegeu as maiores bancadas na Câmara e no Senado.

Alcolumbre comentou que vários candidatos foram eleitos com discursos agressivos contra instituições e que muitos usaram a oposição ao Judiciário e à Presidência do Senado como estratégia política.

Durante sua gestão, o presidente do Senado recebeu críticas de grupos bolsonaristas por não colocar em pauta pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal, sendo que aliados do clã Bolsonaro usaram essa questão durante campanhas eleitorais.

Além disso, o Partido Liberal anunciou a candidatura do senador Rogério Marinho para a presidência do Senado.

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