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domingo, 30/11/2025

Alcolumbre critica atuação do governo Lula e apoia rapidez na sabatina de Messias

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RAQUEL LOPES
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), expressou neste domingo (30) sua insatisfação com a interferência do governo federal no processo de aprovação de Jorge Messias como novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ele defendeu que o prazo para a sabatina do indicado do presidente Lula (PT), marcada para 10 de dezembro, seja mantido.

Alcolumbre destacou que, após a nomeação pelo presidente e a publicação no “Diário Oficial” da União, é surpreendente que o Senado ainda não tenha recebido a documentação necessária para iniciar o processo.

Segundo ele, o governo Lula estaria tentando influenciar o cronograma estabelecido exclusivamente pelo Senado Federal.

Até o momento, o governo não enviou os documentos requisitados para a realização da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que incluem o histórico profissional e certidões negativas relacionadas a impostos e processos judiciais.

A sabatina agendada para 10 de dezembro só poderá ocorrer após a entrega completa desses documentos.

Alcolumbre ressaltou que o prazo estipulado é alinhado com a maioria das indicações anteriores e possibilita que a nomeação seja concluída ainda em 2025, evitando atrasos que antes foram criticados.

Ele também comentou que há uma tentativa do Executivo de passar à sociedade uma falsa impressão de que divergências entre os Poderes são resolvidas por troca de favores, como cargos e emendas.

Na visão do presidente do Senado, esse é um método antigo para desacreditar expressões diferentes de opinião ou interesses momentâneos.

Alcolumbre afirmou que nenhum Poder está acima do outro e que ninguém tem o monopólio da verdade. Destacou que não se deve aceitar tentativas de desmerecer um Poder para beneficiar outro com justificativas que não refletem a realidade.

Ele enfatizou que, assim como o presidente da República tem a prerrogativa de indicar ministros ao STF, o Senado tem o direito de aprovar ou rejeitar o nome indicado. E que é fundamental que os Poderes se respeitem e atuem conforme as normas constitucionais e regimentais durante esse processo.

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