NATHALIA GARCIA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) informou nesta quinta-feira (2) que somente dois dos 27 estados do Brasil recusaram a oferta do governo federal para ajudar no custo do diesel importado, medida tomada para enfrentar os efeitos da guerra no Irã.
Geraldo Alckmin também destacou a importância de diálogo com as maiores distribuidoras de combustíveis, que optaram por não participar da primeira fase do programa.
Segundo ele, “dos 27 estados, apenas dois até agora disseram que não vão aderir ao plano”. Outros dois ou três ainda estão estudando e devem responder até sexta-feira (3).
Essas declarações foram feitas durante um encontro com jornalistas na despedida de Alckmin do comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
Alckmin deixará o cargo próximo à data limite (4 de abril) para desincompatibilização de quem ocupa cargos públicos e quer disputar as eleições. O nome do sucessor ainda não foi divulgado, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está finalizando as conversas para decidir quem assumirá.
Um dos estados que não vai aderir à ajuda para o diesel é Rondônia. A Secretaria de Estado de Finanças de Rondônia disse que tem dúvidas sobre como a medida vai afetar o preço para o consumidor.
Rondônia afirmou que não tem espaço fiscal nem orçamento para participar da proposta, nem margem para aceitar subsídios ou desonerações fiscais sem prejudicar suas contas públicas.
O outro estado que rejeitou, de acordo com fontes próximas a Alckmin, é o Rio de Janeiro, que espera a publicação oficial da medida para analisar se vai aceitar o subsídio do diesel.
Até o momento, Acre, Amapá, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe confirmaram participação no programa.
Sobre as distribuidoras, o prazo para se inscrever e receber ajuda pelo diesel vendido em março terminou na última terça-feira (31). Entre as maiores do setor, responsáveis por metade das importações privadas de diesel, Vibra, Ipiranga e Raízen não participaram.
Alckmin comentou que algumas grandes distribuidoras ainda não concordaram com o programa, mas que o governo aposta no diálogo.
Ele explicou que as distribuidoras tinham dúvidas sobre a metodologia, pois um subsídio exige contrapartida. O governo orienta a esclarecer essas dúvidas e buscar entendimento. Algumas já aderiram, outras ainda não, e a solução é conversar.
Para o governo, a prioridade é garantir o abastecimento do combustível e reduzir os impactos da guerra no preço. Alckmin demonstrou preocupação com a inflação e o impacto no bolso do consumidor brasileiro.

