O Ministério da Agricultura confirmou que um terceiro caso da doença de Newcastle, uma doença viral que atinge aves, foi detectado em uma granja comercial localizada em Nova Erechim, Santa Catarina. Este foco foi identificado dentro da área de emergência sanitária definida na região, depois que o primeiro caso apareceu em Nova Itaberaba, em 18 de outubro.
Até a noite de terça-feira, 27, esse registro não estava atualizado na plataforma oficial do Ministério da Agricultura que monitora a Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves, onde ainda aparece apenas uma investigação em andamento sobre um possível caso em Nova Itaberaba.
Conforme o Ministério, a nova detecção ocorreu durante as ações intensificadas de vigilância na região afetada. O Serviço Veterinário Oficial iniciou as medidas necessárias, como investigação epidemiológica, monitoramento e contenção do problema, conforme os protocolos estabelecidos para emergências sanitárias.
A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) também confirmou a ocorrência do terceiro foco da doença em Nova Erechim. Segundo a Cidasc, as equipes de monitoramento aumentaram as ações de vigilância e identificaram o foco que envolve 9.600 aves, que até o momento não apresentam sintomas da doença.
Em Nova Itaberaba, onde o primeiro foco foi confirmado, as medidas sanitárias foram concluídas e a propriedade está em quarentena sanitária. Já em Coronel Freitas, que teve o segundo foco confirmado em 24 de outubro, o descarte sanitário das aves foi finalizado e continuam os procedimentos de limpeza e desinfecção no local.
O Ministério da Agricultura atua em conjunto com órgãos estaduais para controlar a doença e proteger a avicultura do país. Ressaltou também que o consumo de produtos avícolas inspecionados oficialmente segue seguro, sem riscos para a população.
Este é o quarto registro oficial da doença de Newcastle em granjas comerciais no Brasil. A doença é altamente contagiosa entre aves domésticas e silvestres, causando sintomas respiratórios e neurológicos. A notificação desta doença é obrigatória para a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Importante destacar que a doença não é transmitida ao consumir produtos avícolas inspecionados.


