Um episódio recente nas ruas de Salvador, Bahia, chamou atenção após uma discussão entre uma agente de trânsito e um motorista durante uma fiscalização de rotina. Durante a abordagem, a agente, identificada como Vera, surpreendeu ao afirmar que fazia parte de uma “facção”. A confusão começou quando Vera seguia com a autuação de um veículo estacionado irregularmente.
O motorista, ao ser notificado, iniciou a gravação da ação e pediu para que a agente informasse seu nome. A resposta da servidora foi agressiva, com palavrões, e a afirmação: “Não tenho medo de você não, eu sou da facção, porra. Eu sou da favela”.
Surpreso, o motorista insistiu para entender a que organização Vera se referia. Inicialmente, ela respondeu com ironia que era “do brega”, mas depois mudou o tom, dizendo que isso não lhe interessava e recomendando ao motorista que registrasse uma queixa na polícia.
Na sequência da conversa, a agente mencionou que seu pai é policial civil, o que levou o motorista a concluir e ironizar: “Seu pai é da polícia e você é da facção, entendi”. A agente então explicou que a “facção” era a facção Transalvador, nome da própria Superintendência de Trânsito onde trabalha, e seguiu com suas atividades.
A Transalvador afirmou estar conduzindo uma apuração interna para analisar a conduta da servidora durante o ocorrido.
