FOLHAPRESS
A Agência Internacional de Energia (AIE) informou que os 32 países membros aprovaram a liberação de 400 milhões de barris de petróleo, a maior ação do tipo realizada pela organização até agora. Essa decisão foi divulgada nesta quarta-feira (11) com o objetivo de reduzir o aumento do preço do petróleo frente ao conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irã.
A aprovação foi unânime, e cada país definirá o cronograma de liberação conforme sua capacidade. O Brasil não faz parte dos membros da AIE.
Segundo fontes da agência Reuters, a liberação será feita de forma gradual durante pelo menos dois meses, enquanto a ministra de Energia da Espanha afirmou que os países terão até 90 dias para liberar esse volume. Estimativas do jornal The New York Times indicam que 400 milhões de barris representam quatro dias da demanda global.
Em 2022, a AIE liberou 182,7 milhões de barris em dois meses, o maior volume até então, em meio à invasão da Ucrânia pela Rússia.
Sara Aagesen, ministra de Energia da Espanha, comentou: “Eu diria que essa é a maior iniciativa da história da Agência Internacional de Energia”.
Os governos do Japão e da Alemanha anunciaram que irão liberar 40 milhões e 19,5 milhões de barris, respectivamente.
Doug Burgum, secretário de Interior dos EUA, declarou que essa ação acontece em momento oportuno. “Não enfrentamos escassez energética global, mas sim um problema temporário no transporte marítimo. Por isso, é uma boa hora para liberar essas reservas”, afirmou em entrevista à Fox News.
Fatih Birol, diretor executivo da AIE, destacou que a medida é importante, mas a preocupação só será resolvida com a normalização do tráfego no Estreito de Hormuz, responsável por 20% da produção mundial de petróleo e gás. “O mais importante para que haja estabilidade no fornecimento é a retomada do trânsito pelo Estreito de Hormuz”, afirmou.
O presidente francês, Emmanuel Macron, comentou que a liberação será organizada nos próximos dias e que a França deve liberar 14,7 milhões de barris, necessitando de algumas semanas para planejar o transporte.
A AIE coordena os estoques estratégicos dos 32 países-membros, que juntos possuem uma reserva estimada em 1,2 bilhão de barris de petróleo.
Ministros de Finanças do G7 apoiam medidas para lidar com a situação, inclusive o uso de reservas estratégicas. Embora não haja escassez física de petróleo, os preços estão subindo rapidamente, e não agir não é uma opção.
O governo canadense afirmou que pedirá às empresas petrolíferas do país que liberem parte de suas reservas para apoiar a iniciativa da AIE. O ministro de Energia, Tim Hodgson, afirmou que o país está fazendo sua parte, mas pode aumentar a produção por períodos curtos se necessário.
