Cláudio Dias Lourenço, advogado que foi expulso da Polícia Militar do Distrito Federal há 17 anos, enfrenta diversas acusações sérias, incluindo nove denúncias de estupro. O ex-soldado da PMDF teve sua expulsão oficializada em 2009, decisão tomada pelo Conselho de Disciplina em 2008, motivada por infrações graves ao Estatuto da Polícia Militar.
Ao longo dos anos, Cláudio acumulou um histórico criminal extenso, com 14 inquéritos policiais, nove Termos Circunstanciados e duas condenações, dentre elas uma por estupro. Ele é acusado, entre outras ações chocantes, de atos degradantes contra vítimas, como uma garota de programa.
Segundo a defesa, embora existam registros antigos que tenderiam a desqualificar as vítimas, eles não validam os abusos cometidos nem a violência praticada contra o advogado durante sua prisão.
O envolvimento de Cláudio em crimes tem início em 2001, época em que ainda servia à PMDF. Ele foi levado à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher após um episódio grave envolvendo sequestro e abuso. Em 2002, uma garota de programa o denunciou, destacando uma série de ações abusivas, como aprisionamento e humilhação das vítimas.
O processo criminal do advogado ainda inclui acusações por furto, falsidade ideológica, estelionato, ameaças e violência psicológica. Em 2020, foi efetuada uma prisão com base em evidências como reconhecimento, imagens de câmeras e documentos que ligavam Cláudio ao crime.
Recentemente, em 2022 e 2025, surgiram registros de ameaças e denúncias relacionadas à Lei Maria da Penha, envolvendo perseguição, intimidação e cárcere privado, encerrado somente após intervenção policial.
A Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil declarou que, no caso ocorrido na 26ª DP, defendeu as prerrogativas profissionais e denunciou a autoridade competente para apuração de eventuais abusos. Informou ainda que, embora as informações antigas tenham sido apresentadas na inscrição do advogado, as informações atuais estão sendo avaliadas com sigilo e garantia de defesa da parte envolvida.
A defesa de Cláudio Dias Lourenço ressaltou que não há suspensão ou cassação de sua inscrição profissional, garantindo sua presunção de idoneidade conforme a lei, e repudiou quaisquer abusos praticados contra ele durante sua detenção.
