Erica Priscilla da Cruz Vitorino, indiciada pela Polícia Federal (PF), é apontada como facilitadora da comunicação entre membros do Bonde do Maluco (BDM) e seu líder Jackson Antônio de Jesus Costa, preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília (DF), e responsável pela morte do policial federal Lucas Caribé.
Ex-mulher de policial e advogada inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Erica é companheira de Marlos Araújo Souza, conhecido como “Bolão”, outro líder da facção. Ela possui antecedentes policiais por tráfico de drogas e comércio ilegal de armas.
Em outubro de 2024, Erica Priscilla foi detida em Serrinha (BA) por facilitar a comunicação entre líderes da facção e membros soltos. Atualmente, ela responde por organização criminosa em liberdade.
O relatório da PF revelou seu envolvimento em diversas ações criminosas, usando a profissão para acessar presídios e influenciar a facção.
Mensagem via WhatsApp mostrou Erica operando como “gerente do tráfico” na Bahia, promovendo comércio ilegal de drogas e armas, usando o perfil “Deus de Israel” para disfarçar sua identidade.
Em setembro de 2024, uma mensagem para Luzinete Rosa confirmou o uso de audiências virtuais na Papuda para facilitar a comunicação interna da facção.
A PF também encontrou evidências de contatos entre Erica e outros advogados réus por organização criminosa, muitos no Distrito Federal, apesar dela residir na Bahia.
Conforme o inquérito, videochamadas feitas por meio desses advogados permitiam que detentos mantivessem controle das atividades ilícitas fora dos presídios.
Jackson Antônio financiava chamadas para detentos manterem contato com familiares e patrocinava alimentos e assistência jurídica para fortalecer sua posição.
A investigação concluiu que Erica mantém a liderança do tráfico em Serrinha por meio de seu namorado Bolão, mesmo com ele preso.
Indiciada por organização criminosa em 2024, Erica pode ser condenada a três a oito anos de prisão.
Além dela, outras oito pessoas, incluindo advogados que facilitavam a comunicação, respondem ao processo, que corre em sigilo no Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT).
