A Polícia Civil de Santa Catarina confirmou que um dos quatro adolescentes investigados pela morte do cão chamado Orelha não está mais sendo considerado suspeito. A investigação mostrou que esse jovem não estava presente na Praia Brava, em Florianópolis, quando o crime ocorreu.
A família do adolescente apresentou provas que confirmam sua ausência do local, o que foi confirmado pelas imagens analisadas pela polícia. Desta forma, o adolescente deixou de ser suspeito e agora é uma testemunha no caso. Outras pessoas ainda serão ouvidas, mas seus nomes, idades e locais onde se encontram não foram divulgados.
Dois dos adolescentes que estavam na viagem escolar aos Estados Unidos, com destino à Disney, tiveram seus celulares e roupas apreendidos pela polícia no Aeroporto Internacional de Florianópolis. As buscas foram feitas pela Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei e pela Delegacia de Proteção Animal, com mandados expedidos após a antecipação do voo de retorno ao Brasil ser descoberta pelas polícias Civil e Federal.
A defesa informou que a volta desses jovens foi feita em acordo com a polícia, e que os aparelhos e pertences foram entregues em uma sala restrita no aeroporto. Os adolescentes também foram chamados para prestar depoimentos.
Entenda o caso
O cão Orelha morreu recentemente, supostamente após agressões por um grupo de adolescentes. No momento da investigação, dois dos suspeitos estavam nos Estados Unidos, e a polícia abriu inquérito para apurar a morte do animal e possíveis crimes relacionados, inclusive coação. Três familiares dos adolescentes foram indiciados por tentarem coagir testemunhas.
No dia 28, os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte obtiveram na Justiça uma liminar que proibiu redes sociais como Instagram, Facebook, WhatsApp e TikTok de divulgar informações pessoais sobre os investigados. Segundo a defesa, tais publicações violam as regras do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Estadão Conteúdo
