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domingo, 01/02/2026

Adolescente suspeito vira testemunha em caso do cão orelha

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Rio de Janeiro, RJ (Folhapress)

A Polícia Civil informou neste sábado (31) que um dos adolescentes, cuja foto foi divulgada como suspeito no caso de maus-tratos ao cão Orelha em Santa Catarina, agora é considerado testemunha.

O jovem, que agora testemunha, não aparece nas imagens analisadas pela polícia, reforçando a versão da família. Os parentes apresentaram provas que mostram que ele não estava na Praia Brava no dia do incidente e o próprio negou qualquer envolvimento.

Os agentes ainda aguardam o depoimento de outro adolescente suspeito. Os nomes das pessoas envolvidas não foram divulgados. Não foi possível contatar as defesas e a polícia não informou os advogados que os representam.

As provas e depoimentos até agora indicam que a polícia descarta, por enquanto, a tentativa de afogar outro cão na praia. Caramelo, como é chamado, ficava perto do Orelha, sobreviveu e foi adotado.

Até o momento, a investigação não encontrou ligação entre os ataques ao cão Orelha e desafios promovidos para crianças e jovens em redes sociais, apesar de essa hipótese ter sido levantada por publicações sobre o caso.

Na quinta-feira (29), a polícia apreendeu os celulares de dois adolescentes que estavam fora do Brasil em viagem de formatura na Disney, nos Estados Unidos.

Orelha era um cão comunitário que vivia próximo à Praia Brava, região norte de Florianópolis. De acordo com as investigações, os adolescentes atacaram o animal com pauladas.

Moradores encontraram o cão ferido e o levaram ao veterinário, mas devido à gravidade dos ferimentos, o animal foi submetido à eutanásia. O caso ocorreu em 4 de janeiro e foi denunciado à polícia em 16 de janeiro.

O caso chamou a atenção nacionalmente, com manifestações nas redes sociais, protestos e posicionamentos de celebridades, influenciadores e ativistas da causa animal pedindo justiça para o Orelha e punição aos responsáveis.

Além dos adolescentes, três homens adultos foram indiciados por coação de testemunha. Os indiciados, um advogado e dois empresários, são familiares dos adolescentes, sendo dois pais e um tio.

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