A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu a investigação sobre a morte do cachorro comunitário conhecido como Orelha e os maus-tratos contra o cachorro Caramelo, ocorridos em Florianópolis. A investigação identificou tanto adolescentes quanto adultos envolvidos após análise de provas técnicas, depoimentos e imagens.
As investigações foram feitas em conjunto pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (Deacle) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA), com o apoio de outras forças de segurança pública. Uma força-tarefa foi criada para agilizar as apurações.
Quatro adolescentes foram responsabilizados por maus-tratos relacionados ao caso do cachorro Caramelo. No caso da morte do Orelha, a Polícia Civil pediu à Justiça a internação de um adolescente apontado como responsável pela agressão. Três adultos também foram indiciados por pressionar testemunhas durante o inquérito.
O ataque que levou à morte de Orelha aconteceu na madrugada de 4 de janeiro, por volta das 5h30, na região da Praia Brava, no Norte da Ilha. A Polícia Científica constatou que o animal sofreu um golpe forte na cabeça, compatível com um chute ou com o uso de um objeto rígido, como madeira ou garrafa. O cachorro foi encontrado pelos moradores no dia seguinte e levado para atendimento veterinário, mas não resistiu.
Para esclarecer o caso, a polícia analisou mais de mil horas de gravações de câmeras de segurança instaladas perto do local do crime. Ao todo, 24 testemunhas foram ouvidas e oito adolescentes investigados antes de identificar o autor.
As imagens mostraram o caminho e a roupa usada pelo suspeito no momento do ataque. O uso de um software francês ajudou a mostrar que o adolescente saiu de um condomínio por volta das 5h25 e voltou às 5h58, acompanhado de uma amiga.
Essas informações contrariaram a versão inicial do adolescente, que disse ter ficado no condomínio durante todo o tempo. A polícia afirmou que ele não sabia da existência de vídeos que mostravam sua saída. A soma das evidências mostrou que ele não estava na área do condomínio na hora da agressão ao cachorro.
Com a conclusão do inquérito, o material foi enviado ao Judiciário e as investigações continuam para acompanhar o caso e garantir que os envolvidos sejam responsabilizados conforme a lei.
