YURI EIRAS
FOLHAPRESS
O advogado Ângelo Máximo que defende Vitor Hugo Oliveira Simonin, acusado de envolvimento em um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, declarou na quarta-feira (4) que seu cliente não participou do crime e é inocente.
Vitor Hugo é filho de José Costa Simonin, ex-subsecretário que foi exonerado nesta quarta do governo do Cláudio Castro (PL).
Vitor Hugo foi preso após se apresentar voluntariamente na 12ª DP (Copacabana) e permaneceu em silêncio na delegacia. Segundo o advogado, apesar de seu cliente não negar que estava no apartamento, ele afirma não ter tomado parte no crime, dizendo apenas: “doutor, não participei de nada”.
Ângelo Máximo comentou que passou a defender Vitor Hugo na terça e ainda não discutiu os detalhes do caso com ele. Em entrevista fora da delegacia, o advogado mencionou que pode ter ocorrido consentimento, mesmo que a vítima tenha relatado o contrário durante o depoimento.
O defensor não soube informar a posição de Vitor Hugo sobre outra denúncia de suposto estupro registrada na terça-feira, a qual teria ocorrido em outubro de 2025 durante uma festa, e onde a vítima teria mencionado apenas Vitor Hugo.
Ângelo disse: “Vitor poderia ter se manifestado antes da prisão preventiva, mas a autoridade policial não lhe concedeu essa chance”.
Vitor Hugo é o terceiro detido sob suspeita de envolvimento no estupro coletivo. Na terça, Matheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho se apresentaram à polícia. O quarto suspeito, Bruno Felipe Alegretti, foi preso no 54º DP (Belford Roxo) no início da tarde.
Também há um adolescente de 17 anos investigado por atrair a vítima. Ele foi formalmente apontado, mas ainda não foi apreendido.
O crime teria ocorrido na noite de 31 de janeiro, em um apartamento em Copacabana, Rio de Janeiro. Câmeras de segurança registraram a entrada dos suspeitos e da vítima por volta das 19h e a saída de todos após as 20h.
A adolescente denunciou o ocorrido a amigos e familiares cerca de uma hora depois e foi à delegacia ainda naquela noite.
O delegado responsável informou que sua equipe chegou a ir ao apartamento, mas o local estava vazio.
A defesa de João Gabriel Xavier Bertho declarou, em nota, que ele se entregou respeitando a decisão judicial. “João Gabriel e sua defesa confiam que a Justiça apurará os fatos com imparcialidade e decidirá pela improcedência da acusação. João Gabriel nega participação no estupro e não teve a oportunidade de prestar depoimento à polícia.”

