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terça-feira, 07/04/2026

Acordo entre Goiás e EUA sobre minerais enfrenta ação na PGR

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Em Brasília

A deputada Dandara Tonantzin (PT-MG) solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue possíveis irregularidades no memorando de entendimento firmado entre os Estados Unidos e o Governo de Goiás sobre minerais e terras raras.

Segundo a parlamentar, o acordo ultrapassa as competências de um estado. Especialistas ouvidos explicam que, embora Goiás tenha firmado o memorando, a gestão de recursos minerais estratégicos cabe à União, conforme a Constituição Federal.

Conflito sobre competência estadual

Dandara Tonantzin destaca que estados não têm autoridade para fazer acordos internacionais, tarefa exclusiva da União. Ela pediu investigação sobre improbidade administrativa e usurpação de função no acordo.

Consultor em infraestrutura, Victor Hugo Brandão esclarece que o memorando não cria obrigações vinculativas, mas abre uma área cinzenta. O Tratado toca em assuntos que são de competência federal, como o minério, que é propriedade da União.

O governo de Goiás defende que o acordo está dentro das suas competências e que promove o desenvolvimento econômico regional. Além disso, afirma que o tratado envolve apenas os governos de Goiás e dos EUA, com cláusulas de confidencialidade.

Visão geral do acordo

  • O contrato visa posicionar Goiás como um polo estratégico para minerais críticos e terras raras.
  • A assinatura do memorando gerou uma ação na PGR alegando que Goiás extrapolou sua competência.
  • Especialistas indicam que a legislação permite memorandos de entendimento, que não têm poder de lei, mas apontam um alerta para o governo federal.
  • O interesse dos EUA está ligado à disputa estratégica pelo controle desses minerais essenciais para tecnologia e defesa.

Interesse dos Estados Unidos

O memorando é uma fase preliminar e não tem força de lei, mas atrai atenção do governo federal e revela a ambição americana em ampliar acesso aos minerais, hoje dominados pela China.

Goiás detém a única mineradora em funcionamento no Brasil para terras raras, e recentemente recebeu um empréstimo de US$ 565 milhões da Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA para expandir essa atividade.

Detalhes do memorando

O documento firmado entre Goiás e os EUA envolve cinco áreas principais:

  • Levantamento do potencial mineral com pesquisas conjuntas e troca de tecnologia.
  • Construção de um mercado transparente para minerais críticos, atraindo investimentos e intercâmbio de boas práticas.
  • Apoio ao ambiente regulatório para aumentar a competitividade das políticas minerais brasileiras.
  • Capacitação e colaboração entre governos, universidades e empresas para avanços tecnológicos.
  • Incentivo à instalação de unidades de processamento e fabricação de produtos de maior valor agregado em Goiás.

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