FOLHAPRESS
As ações de empresas aéreas asiáticas caíram significativamente neste domingo (1º, manhã de segunda, 2, na Ásia) após ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã durante o fim de semana. Essa situação aumentou a tensão na região do Oriente Médio, afetando os voos e elevando o preço do combustível para aviões.
As ações de companhias como Cathay Pacific, Qantas Airways, Singapore Airlines e Japan Airlines tiveram perdas superiores a 5% na bolsa. O setor foi impactado tanto pela redução nos voos quanto pelo aumento dos custos de combustível. Os mercados em cidades como Tóquio, Hong Kong e Austrália registraram queda média de 1% no início das negociações.
O transporte aéreo global foi muito afetado. A guerra no Irã fez com que importantes aeroportos do Oriente Médio, como em Dubai e Doha, ficarem fechados pelo terceiro dia consecutivo, causando atrasos para dezenas de milhares de passageiros e o cancelamento de milhares de voos.
Por outro lado, empresas do setor de defesa na China, como Avic Shanyang Aircraft Company, que fabrica aviões furtivos, tiveram aumento nas ações, subindo 5,3%. O índice de defesa CSI teve alta de 3,4%.
O preço do petróleo subiu cerca de 8%, chegando ao maior valor dos últimos meses, devido à intensificação dos ataques entre Irã e Israel. Danos a navios petroleiros e interrupções no transporte do combustível elevaram ainda mais os custos para as companhias aéreas.
Na Austrália, a Qantas registrou queda de até 10,4% na abertura do mercado, atingindo o menor valor dos últimos dez meses, mas depois conseguiu reduzir as perdas para cerca de 6%.
Os mercados asiáticos de ações apresentaram quedas fortes em grandes cidades como Tóquio, Hong Kong, Singapura, Mumbai, Bangkok, Wellington e Taipei. Os índices futuros dos Estados Unidos também recuaram mais de 1%. Em contraste, Xangai teve leve alta e Sydney ficou estável.
Em Londres, a bolsa caiu 1%, enquanto Frankfurt e Paris tiveram quedas maiores, acima de 2%.
Outras companhias aéreas asiáticas, como ANA Holdings, Air China, China Southern Airlines, China Eastern Airlines, AirAsia X, China Airlines e EVA Airways, também sofreram quedas significativas, com perdas de pelo menos 4%.
O banco Goldman Sachs divulgou relatório apontando que Turquia e China são os países emergentes mais expostos à alta do petróleo. A China é o maior comprador de petróleo do mundo.
A Qantas afirmou que seus voos não foram afetados diretamente, pois não operam em aeroportos do Oriente Médio. Ainda assim, oferece remarcação gratuita para clientes que precisem mudar seus planos de viagem por causa do conflito.
A companhia australiana mantém voos para a Europa a partir da Austrália e Singapura e tem parceria com a Emirates, cujo principal aeroporto em Dubai está fechado.
A Cathay Pacific cancelou todos os voos para a região do Oriente Médio, incluindo operações para Dubai e Riad, por tempo indeterminado. A Singapore Airlines suspendeu voos de e para Dubai até 7 de março, enquanto a Japan Airlines interrompeu temporariamente a rota entre Tóquio e Doha.
De acordo com a empresa de dados VariFlight, companhias aéreas chinesas cancelaram 26,5% dos voos de e para o Oriente Médio entre 2 e 8 de março.
Segundo a VariFlight, apesar do impacto forte no curto prazo, as companhias evitam grandes mudanças na programação semanal enquanto acompanham o desenvolvimento da situação.
