Catarina Scortecci e Carolina Mainardes
Familiares das vítimas do acidente fatal que ocorreu na BR-373, no Paraná, chegam a Ponta Grossa, onde cinco pessoas feridas estão recebendo atendimento médico.
O choque envolveu um caminhão e um micro-ônibus da Prefeitura de Imbituva, que levava pacientes e acompanhantes para hospitais da região da Grande Curitiba.
Os feridos foram levados a hospitais em Ponta Grossa, cidade localizada a 61 km de Imbituva, um município com cerca de 30 mil habitantes. Marilda Bertus Cabreira, esposa de Assis Cabreira, um dos sobreviventes de 62 anos, comentou emocionada: “Estamos muito abalados, mas ele é um vencedor”. Assis está internado e passou por cirurgia no Hospital Universitário Regional da UEPG.
Marilda contou que Assis estava no micro-ônibus indo para uma consulta no Hospital do Trabalhador, em Curitiba, para tratamento na coluna. Ele sofreu perfuração no baço e fratura aberta no joelho.
Ana Maria Araújo, moradora de Imbituva e amiga que acompanhou Marilda, também expressou tristeza pela tragédia: “A cidade inteira está em choque”.
Ana Maria conhecia o motorista do ônibus, falecido no acidente, e lembrou que ele era uma pessoa paciente e dedicada. Ela faz o trajeto regularmente para tratamentos médicos.
Além de Assis Cabreira, os sobreviventes são Edenilda Taymara Pereira de Medeiros, 26 anos, Luan Gabriel de Brito, 6 anos, Elio Antônio Rosa, 49 anos, e João Miguel Pereira, 22 anos.
Dentre as 23 vítimas fatais, estão 13 mulheres, 8 homens e 2 crianças, cujos corpos foram encaminhados para perícia em Ponta Grossa. Familiares estão se dirigindo ao local para os procedimentos.
O secretário estadual de Segurança Pública, coronel Hudson Teixeira, informou que a identificação dos corpos deve ser concluída até o fim do dia. A Prefeitura está organizando um velório coletivo.
Investigadores da PRF, Polícia Científica e Polícia Civil trabalham para esclarecer as causas do acidente. O impacto ocorreu por volta das 3h30, na região de Ipiranga.
Segundo relatos, o caminhão teria invadido a contramão e colidido frontalmente com o ônibus, evidenciado por marcas de frenagem no local.
O inspetor Berteli da PRF apontou forte indício de culpa do caminhoneiro, que também faleceu. Ainda está sendo investigado se o motorista adormeceu ao volante, apesar das condições climáticas favoráveis.
O caminhão pertencia a uma empresa de Erechim (RS), mas o nome não foi divulgado. O tacógrafo do veículo não funcionava corretamente e, no momento do acidente, ele estava sem carga.
