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A defesa do ex-médico Roger Abdelmassih, 82 anos, solicitou prisão domiciliar devido a problemas de saúde. Em resposta, a Justiça ordenou que ele seja submetido a exames médicos.
A equipe jurídica alegou que ele corre risco de morrer dentro da prisão. O pedido foi feito pela esposa e advogada, Larissa Sacco Abdelmassih, em novembro do ano passado, no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
A juíza Sueli Zeraik solicitou um novo laudo médico para confirmar as condições de saúde, que será pago pelo detento ou solicitado ao Instituto Médico Social e de Criminologia de São Paulo. Ainda não há data para a realização do exame.
Os laudos apresentados indicam que Abdelmassih sofre de problemas cardíacos graves, câncer de próstata, hipertensão e outras doenças.
Abdelmassih foi condenado a 173 anos de prisão pelo estupro de várias pacientes. Ele está preso desde 2014, quando foi capturado no Paraguai após fugir do Brasil por três anos.
Em 2023, a defesa já havia pedido prisão domiciliar humanitária, mas a Justiça negou, afirmando que ele recebe os cuidados necessários no sistema prisional e, quando necessário, é atendido no Hospital Penitenciário.
Em 2017, o Supremo Tribunal Federal (STF) chegou a conceder prisão domiciliar, mas em 2019 o benefício foi revogado devido a dúvidas quanto à veracidade dos laudos médicos apresentados.
A reportagem tentou contato com a defesa de Abdelmassih, que pode se manifestar posteriormente.
Abdelmassih é um dos últimos presos do que é conhecido como “Presídio dos Famosos”. O governo de São Paulo está transferindo os detentos desse presídio para outras unidades por todo o estado, tendo realizado cinco transferências entre novembro e dezembro do ano passado.
