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A Ucrânia não entregará uma polegada de terra à Rússia – o Ocidente deve entender isso

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Kiev sabe que concessões não trarão segurança: pelo contrário, provocarão uma nova ofensiva russa

Fotografia: Fadel Senna/AFP/Getty Images

Os analistas orientais estão tentando desenvolver diferentes cenários para as ações da Rússia na Ucrânia. O “menu” é amplo: um conflito prolongado com uma transição gradual para hostilidades de baixa intensidade; um desastre nuclear; o uso de armas químicas ou biológicas para trazer vitória nas operações terrestres; compromisso político do lado da Ucrânia e de outros.

O único cenário que não é discutido é a restauração total da integridade territorial da Ucrânia. Em todos os lugares há alguns “mas”, como se a necessidade de “sacrificar” algo à Rússia fosse considerada inevitável.

É impossível para a Ucrânia aceitar qualquer ultimato da Rússia . Nem o reconhecimento das chamadas “repúblicas” dentro das fronteiras dos oblasts de Luhansk e Donetsk, nem a anexação da Crimeia, nem a desmilitarização da Ucrânia.

Kiev entende que essas concessões não trarão nenhuma segurança e de forma alguma garantirão a retirada das tropas russas. Além disso, esses “compromissos” não impedirão um novo ataque russo. Ao contrário, eles só podem provocar uma nova ofensiva russa contra a Ucrânia.

A única questão que pode ser debatida entre o Ocidente e a Ucrânia são as garantias de segurança na forma de um tratado, se a Ucrânia não aderir à Otan em um futuro próximo. Qualquer acordo teria que incluir termos sobre como o apoio militar será fornecido no caso de uma nova invasão. Esse apoio militar deve incluir formas concretas de resposta coletiva, incluindo o uso de tropas. No entanto, os parceiros ocidentais podem considerar essa garantia muito arriscada.

Um cessar-fogo não é suficiente, pois apenas corrigiria as posições dos militares onde eles estão. Depois disso, seria possível forçar os russos a sair apenas em troca de uma rendição política completa.

A Rússia usaria um cessar-fogo para fortalecer e rearmar suas tropas enquanto exigia que o Ocidente reduzisse a assistência militar à Ucrânia. Os parceiros da Ucrânia estariam muito mais inclinados a um compromisso político – leia-se: entregando parte dos interesses e até territórios da Ucrânia. A vontade dos ucranianos também é forte demais para aceitar este curso de ação.

Além disso, quaisquer pedidos de “desarmamento” e “desmilitarização” das tropas ucranianas por parte da Rússia e/ou do Ocidente são impossíveis em um país onde o exército ganha claramente as operações terrestres e rejeita fortemente as forças aéreas russas. As filas nos escritórios de registro e alistamento militar não desapareceriam.

O resto da população está envolvida no apoio logístico do exército. Em Kiev, a defesa territorial já tem cerca de 100.000 pessoas com armas nas mãos. Nas cidades ocupadas, milhares de pessoas saem todos os dias para protestar contra as forças de ocupação . É impossível parar essa resistência, não importa o quanto alguém queira.

Vladimir Putin não está pronto para recuar, mas não pode vencer no terreno. Isso significa que a Rússia continuará a aumentar o terror contra a população civil, e as cidades serão varridas da face da Terra por ataques aéreos e de mísseis. O uso de armas estritamente proibidas, nomeadamente biológicas, químicas e até nucleares, é cada vez mais provável.

Para a Ucrânia, ao contrário, o objetivo estratégico é a retirada das tropas russas de seu território. No entanto, parece impossível alcançá-lo diplomaticamente. Independentemente de quão desconfortável o ocidente possa estar com isso, esse objetivo só pode ser alcançado por meios militares. E o exército ucraniano é absolutamente capaz disso.

A Ucrânia deve empurrar ativamente as tropas russas para a fronteira. Isso pode ser alcançado tanto fisicamente, pelas forças armadas da Ucrânia, quanto diplomática e economicamente, com o apoio de sanções e isolamento lançados por nossos parceiros ocidentais.

Precisamos urgentemente de armas, incluindo sistemas de defesa aérea e sistemas antimísseis. Precisamos de sanções, especialmente a recusa dos estados da UE em comprar gás e petróleo russos e a desconexão de todos os bancos russos da Swift. Precisamos do apoio ocidental para a independência de toda a Ucrânia.

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Colômbia vai às urnas no domingo com liderança inédita da esquerda

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O senador Gustavo Petro é favorito para chegar ao segundo turno nas eleições na Colômbia neste domingo, 29. Mas seu oponente ainda é uma incógnita

(Getty Images/Nathalia Angarita)

A Colômbia vive neste fim de semana uma eleição presidencial que caminha para ser diferente de todas as anteriores. O país de 51 milhões de habitantes vai às urnas para o primeiro turno neste domingo, 29, com a liderança nas pesquisas do senador de esquerda Gustavo Petro e uma segunda vaga ainda em disputa.

Aos 62 anos e ex-prefeito da capital Bogotá, Petro vem liderando as sondagens desde o começo da campanha. O candidato tem entre pouco mais de 35% e 40% das intenções de voto, a depender da pesquisa. Apesar de sua rejeição em alguns setores do eleitorado, Petro é visto como quase confirmado no segundo turno.

A incógnita está em qual será seu oponente. O segundo colocado é hoje Federico “Fico” Gutiérrez, candidato de direita e ex-prefeito de Medellín, que tem entre 20% e 25% dos votos.

Ele é seguido de perto pelo magnata da construção civil Rodolfo Hernández, que hoje alcança 19% das intenções de voto. Outros candidatos de direita e centro-direita correm por fora.

Ainda há entre 10% e 15% de indecisos. Além disso, a expectativa é que somente cerca de 50% ou 60% dos eleitores votem, o que também dificulta parte das projeções.

Elogiado por sua gestão em Medellín, visto como nome de renovação aos 47 anos e candidato favorito de parte do empresariado, Gutierrez tem o desafio de popularizar sua imagem entre os mais pobres. Também tem sofrido para desvincular sua candidatura do grupo político do atual presidente, Iván Duque, altamente impopular após protestos que sacudiram a Colômbia nos últimos anos, embora não seja do mesmo partido de Duque.

Já Hernández, aos 77 anos, foi o candidato que mais cresceu nas últimas semanas. O empresário foi prefeito da cidade de Bucaramanga e tem posições de direita radical, já tendo dito publicamente que admirava o ditador alemão Adolf Hitler e dado um soco em um vereador. Sem estar vinculado a um partido, ele afirma que seu objetivo é fortalecer o combate à corrupção, à violência e à imigração na Colômbia, e tem feito sucesso na internet – virando um fenômeno no TikTok – como candidato antissistema.

Hernández (ao centro), ao lado de Fico Gutiérrez (à esq.) em debate: magnata tem feito sucesso nas redes sociais (Ivan Valencia/Bloomberg/Getty Images)

Como em outras eleições latino-americanas recentes, o pleito na Colômbia será marcado por ampla desconfiança dos eleitores com os políticos tradicionais. A confiança dos colombianos na democracia também é uma das piores na região. Os três favoritos para ir ao segundo turno são políticos que não estiveram amplamente no governo nacional nos últimos anos e se vendem como algum tipo de renovação.

Colômbia pós-Uribe?

As eleições deste ano se tornam mais imprevisíveis por serem as primeiras em duas décadas que não contarão com um candidato oficial do grupo do ex-presidente de direita Álvaro Uribe. Uribe governou a Colômbia de 2002 a 2010 e fez dois sucessores: Juan Manuel Santos (com quem romperia depois por um acordo de paz com os guerrilheiros das Farc), e o atual presidente, Iván Duque.

Duque não pode se reeleger pelas leis eleitorais. Além disso, o grupo de Uribe e Duque perdeu popularidade em meio a protestos da chamada “primavera colombiana” em 2019 e, mais recentemente, em 2021. A última onda de protestos veio após uma reforma tributária proposta pelo governo, que aumentaria impostos para a classe média. Duque também foi criticado também pela violência policial nos protestos, com mais de 60 mortos em todo o país, a maioria civis.

Passadas as eleições deste domingo, o segundo turno, em 19 de junho, tende a ser acirrado. Tanto Hernández quanto Fico Gutiérrez se aproximam de Petro nas pesquisas, e tendem a aglutinar votos dos que rejeitam a esquerda.

Petro, por sua vez, tenta surfar a onda de rejeição à direita tradicional na Colômbia e o momento favorável à esquerda na América Latina, com pautas como redução da dependência de carvão e combustíveis fósseis, maior tributação aos mais ricos e ampliação do Estado. O grupo de Petro foi o grande vitorioso das eleições legislativas da Colômbia realizadas neste ano. A aliança Pacto Histórico, liderada por ele, empatou com os conservadores e liberais em força no Senado e na Câmara, um resultado sem precedentes na história recente.

Se eleito, Petro seria o primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia.

As propostas do senador – que no passado foi guerrilheiro e hoje moderou parte do discurso – vão em linha com nomes da nova esquerda local, como o presidente do Chile, Gabriel Boric. Petro visitou Boric na posse do novo chileno neste ano, e o mandatário do Chile disse que espera poder colaborar com Petro se o colombiano for eleito.

O ex-presidente brasileiro Lula também citou Petro em sua entrevista à revista Time e elogiou o colombiano, mas disse discordar de sua proposta de caminhar para eliminar o uso de petróleo, afirmando que isso ainda não é possível no Brasil.

Enquanto isso, segue o risco de que a tensão aumente na Colômbia, marcado por violência política histórica. Petro tem sofrido ameaças de morte, ao mesmo tempo em que causou polêmica nas últimas semanas a fala de um empresário que ameaçou demitir seus funcionários caso votassem no senador. Da votação neste domingo até a decisão final dos colombianos em junho, o cenário político no país seguirá conturbado.

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Primeira parada da China em viagem pelo Pacífico Sul, Ilhas Salomão reafirmam parceria com Pequim

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Segundo especialistas chineses, Ilhas Salomão mostraram grande coragem em fortalecer os laços com a China apesar da crescente pressão dos EUA e da Austrália.

© AFP 2022 / STR

As Ilhas Salomão mostraram grande coragem em fortalecer os laços com a China para realmente servirem seu próprio interesse nacional, apesar da crescente pressão dos EUA e da Austrália, afirmaram especialistas ao Global Times.
Nesta quinta-feira (26), o conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, chegou às Ilhas Salomão para iniciar sua importante viagem pelas nações insulares do Pacífico Sul.
Primeira parada da comitiva chinesa, as Ilhas Salomão mostraram grande coragem em fortalecer os laços com Pequim para realmente servir seu próprio interesse nacional.
De acordo com o site do Ministério das Relações Exteriores da China, as Ilhas Salomão e a China se comprometeram em aumentar ainda mais sua cooperação mútua para fortalecer a confiança entre a China e os países insulares do Pacífico (PICs, na sigla em inglês).
Depois de estabelecer laços diplomáticos com a China em 2019, Honiara estava determinada a desenvolver uma agenda de cooperação em segurança com a China, mas tem enfrentando pressão do Ocidente, especialmente da Austrália, para que as negociações não avancem.
O primeiro-ministro das Ilhas Salomão, Manasseh Sogavare, e o conselheiro de Estado chinês e ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, manifestaram nesta quinta-feira a disposição de forjar laços “revestidos de ferro” e aprofundar a cooperação entre os dois países, segundo a agência de notícias Xinhua.
Sogavare disse que a China se tornou o maior parceiro cooperativo das Ilhas Salomão em infraestrutura básica e agradeceu à China por fornecer suprimentos de combate à pandemia de COVID-19, como equipamentos de teste rápido, e o envio de equipes médicas para o país.
Ele também agradeceu a Pequim pelo envio de material policial e conselheiros policiais para ajudar a manter a ordem social nas Ilhas Salomão após os distúrbios de 2021 em Honiara.
Depois da visita às Ilhas Salomão, a autoridade chinesa seguirá até o Kiribati, Samoa, Fiji, Tonga, Vanuatu e Papua-Nova Guiné, além de Timor-Leste.
Depois que o acordo de cooperação em segurança com a China foi severamente contestado pelos EUA e pela Austrália, o primeiro-ministro das Ilhas Salomão, Sogavare, disse em março que a reação contra as negociações de segurança de seu país com a China foi “muito insultante”.
Em um discurso ao parlamento, Sogavare expressou críticas a países maiores que, segundo ele, não se importam se as ilhas do Pacífico ficam submersas por causa das mudanças climáticas e consideram a região “o quintal das grandes potências ocidentais”, informou a mídia.
O presidente da Associação Chinesa de Estudos Australianos e diretor do Centro de Estudos Australianos da Universidade Normal da China Oriental, Chen Hong, afirmou que as Ilhas Salomão, assim como outros PICs, são países soberanos independentes e, se países ocidentais como os EUA e a Austrália ainda os tratarem de maneira condescendente, sua política não funcionará e as Ilhas Salomão não serão as últimas a se levantar e se opor a eles.
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EUA e aliados podem iniciar ações unilaterais contra Coreia do Norte, diz enviado

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Na quinta-feira (26), o Conselho de Segurança da ONU falhou em chegar a um consenso sobre a imposição de novas sanções contra a Coreia do Norte.

© AFP 2022 / JOHN MINCHILLO

A votação do Conselho de Segurança da ONU, liderada pela embaixadora norte-americana Linda Thomas-Greenfield, foi realizada um dia depois de a Coreia do Norte conduzir um teste de lançamento de seu maior míssil balístico intercontinental e de outros dois.
A embaixadora americana definiu os testes norte-coreanos como “uma ameaça a toda a comunidade internacional”, como se as ações dos EUA fossem diferentes.

Contudo, a China e a Rússia vetaram as novas sanções contra os norte-coreanos por motivos humanitários.
Os dois países apontaram a desumanidade das ações pretendidas pelos EUA e seus aliados enquanto a Coreia do Norte luta para conter a pandemia da COVID-19.
“Não acreditamos que sanções adicionais serão úteis para responder à situação atual. Elas apenas podem tornar as coisas ainda piores”, afirmou o embaixador chinês para ONU, Zhang Jun.
Por sua vez, o representante russo, Vasily Nebenzya, afirmou que a aplicação de novas sanções contra a Coreia do Norte “é um beco sem saída”.
“Enfatizamos a falácia, ineficiência e desumanidade da pressão das sanções contra Pyongyang”, destacou o russo.
Contrariados com o veto, os EUA e seus aliados podem vir a tomar medidas unilaterais contra o país asiático, incluindo a imposição de sanções adicionais, caso o Conselho de Segurança da ONU não chegue a um acordo para lidar com os últimos testes de Pyongyang, segundo a embaixadora americana.
“Continuaremos buscando união e compromisso aqui na ONU em resposta aos avanços ilegais nas armas de destruição em massa e mísseis balísticos da Coreia do Norte e, na ausência desta união, continuaremos a ponderar ações unilaterais e outras ações coordenadas com nossos aliados e parceiros próximos, incluindo sanções”, afirmou Linda Thomas-Greenfield.
Isso mostra novamente a política americana de que apenas os EUA têm o direito de desenvolver, testar e implantar armas em torno do mundo e, quando outros países fazem o mesmo, é considerado uma “ameaça” internacional.
Além disso, mostra que os EUA agem como crianças mimadas, que, quando não conseguem o resultado esperando, começam a espernear e utilizar quaisquer métodos, mesmo que isso prejudique toda a população de um país, que não tem culpa das ações de seus governantes, mas o mais importante não é o bem-estar do povo, mas sim os objetivos da Casa Branca, e isso é válido para a própria política interna dos EUA.
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Líderes ucranianos fazem declarações contraditórias, não se entende o que Kiev quer, diz Peskov

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O porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov, afirmou que os líderes ucranianos fazem declarações contraditórias, o que torna impossível entender o que Kiev quer.

© Sputnik / Kirill Kalinnikov

“No momento, as negociações estão congeladas por decisão do lado ucraniano. Esta é a primeira coisa que está absolutamente em contraste com as declarações de Zelensky que você referiu. Em segundo lugar, a liderança ucraniana faz constantemente declarações contraditórias. Isso torna impossível compreender totalmente o que eles querem e se estão prontos para mostrar uma atitude realista e compreender a situação real”, declarou.
Anteriormente, o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, declarou que as negociações com a Rússia são necessárias para acabar com o conflito, mas que a Rússia não estava disposta a dialogar.
A representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, por sua vez, declarou que foram os próprios dirigentes ucranianos que pausaram as negociações com a Rússia e não responderam às propostas de Moscou sobre o projeto de tratado.
Peskov também comentou a ideia do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, sobre uma aliança militar com Kiev, declarando que isso não passa de boatos da mídia, mas, se assim for, é “algo interno” e compromete a posição da União Europeia.
Anteriormente, o jornal Corriere Della Sera, citando suas fontes, informou que o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, propôs a Zelensky criar uma aliança, uma cooperação europeia contra a Rússia, que além da Ucrânia, contaria com a Polônia, Estônia, Letônia e Lituânia, podendo ainda incluir a Turquia posteriormente.
“Com todo o respeito ao Corriere Della Sera, ainda assim, trataremos isso como um boato da mídia. As reportagens da mídia agora não podem ser tomadas como fontes primárias, é preciso questioná-las. Em segundo lugar, não sabemos se Boris Johnson teve ou não esta iniciativa. Neste caso, pode significar que ele propõe esta ‘discussão’ para comprometer a posição da UE, ou seja, uma posição comum da UE, que o próprio Reino Unido abandonou. Mas não sabemos o quanto esta informação é confiável, por isso vamos seguir observando”, afirmou.
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Lavrov: situação da russofobia ocidental sem precedentes durará muito tempo

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A situação da russofobia ocidental sem precedentes durará muito tempo, acredita o chefe da diplomacia russo, Sergei Lavrov.

© AP Photo / Serviço de imprensa do Ministério das Relações Exteriores da Rússia

De acordo com o diplomata, “o Ocidente declarou a nós, a todo o mundo russo, uma guerra total. Ninguém já esconde isso, chega ao absurdo, até a cultura de cancelamento da Rússia e de tudo o que está ligado ao nosso país. Clássicos estão sendo banidos: Tchaikovsky, Dostoiévski, Tolstói e Pushkin. Personalidades da cultura e arte do país que representam hoje a nossa cultura estão sendo perseguidas”, afirmou o chanceler nesta sexta-feira (27).

“Em geral, podemos dizer com certeza que esta situação ficará conosco por muito tempo, e devemos estar prontos ao fato de ela ter revelado a verdadeira atitude do Ocidente aos slogans bonitos propostos há 30 anos, após o final da Guerra Fria, sobre os valores humanos universais”, acrescentou.
Além disso, o diplomata apontou que os Estados Unidos e seus aliados estão se esforçando ainda mais para conter a Rússia.

“Vocês veem como os EUA e seus satélites duplicam, triplicam e quadriplicam os esforços de contenção do nosso país, utilizando de um amplo arsenal de sanções econômicas unilaterais até uma propaganda totalmente enganosa no espaço midiático global”, de acordo com suas palavras.

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Terremoto de 7,2 graus atinge o Peru e é sentido no Brasil

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O terremoto foi registrado às 7h02, com epicentro na cidade de Ayaviri. Os tremores foram no Brasil, na região de Porto Velho em Rondônia, no Chile, no Equador e em Sucre, a capital da Bolívia

(Reprodução/usgs)

Um terremoto de 7,2 graus de magnitude atingiu o Peru, nesta quinta-feira, 26. Segundo informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos, o temor ocorreu a uma profundidade de 212 km.

Segundo Instituto Nacional de Defesa Civil (Indeci), até o momento, não há relatos de danos ou vítimas. O terremoto foi registrado às 7h02, com epicentro na cidade de Ayaviri, próximo da fronteira com a Bolívia de Puno. Tremores foram sentidos no Brasil, na região de Porto Velho em Rondônia, no Chile, no Equador e em Sucre, a capital da Bolívia.

Segundo o Sismológico Nacional do Instituto Geofísico do Peru (IGP), o terremoto teve uma intensidade de 6,9 e alcançou uma profundidade de 240 quilômetros. Já o Centro Sismológico Mediterrâneo Europeu (EMSC) classificou o terremoto em magnitude 7 e o Instituto Geofísico do Equador reportou um tremor de magnitude 7,9 em Puerto Acosta, na Bolívia.

Autoridades peruanas anunciaram que devido à grande profundidade em que se produziu, o terremoto foi sentido nas regiões de Tacna (fronteira com Chile), Moquegua, Cusco e Arequipa.

 

Em entrevista à rádio RPP, o diretor do IGP, Hernando Tavera, disse que devido a intensidade a população poderia se assustar. “Até agora, devido ao nível de intensidade na superfície trêmula, não deve causar nenhum tipo de dano, mas sim um susto”, explicou. O Sistema de Alerta de Tsunami dos EUA disse que não havia alerta de tsunami.

O Peru fica localizado em uma área chamada Círculo de Fogo do Pacífico, onde cerca de 85% das atividades sísmicas do mundo são registradas.

Tremores sentidos em Porto Velho

Prédios públicos precisaram ser evacuados em Porto Velho, em Rondônia, após o terremoto que atingiu a região do Peru e Bolívia ser sentido na região. Segundo o Corpo de Bombeiros, o abalo sísmico atingiu o prédio do Tribunal de Justiça, Ministério Público de Rondônia, Assembleia Legislativa e o Centro Político-Administrativo do Governo de Rondônia. Segundo autoridades locais, não houve danos ou comprometimento das estruturas.

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