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A cada 2,5 dias, um motorista de app é vítima de sequestro relâmpago no DF

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A cada dois dias e meio, um condutor desse tipo de serviço é assaltado no Distrito Federal. No último fim de semana, criminosos mataram dois profissionais. O enterro de um deles ocorreu nesta segunda-feira (14/10), no Cemitério de Taguatinga

Entre janeiro e junho deste ano, ocorreram 71 sequestros de motoristas de aplicativos (foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)

Os assaltos que resultaram na morte de dois motoristas de transporte por aplicativo no último fim de semana reforçaram o medo e a insegurança desses profissionais no Distrito Federal. Henrique Fabiano Dias, 25 anos, e Tiego Cavalcante, 28, foram vítimas de latrocínio enquanto trabalhavam — nesta segunda-feira (14/10), Henrique foi enterrado no Cemitério de Taguatinga. Dados da Polícia Civil, divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), mostram o aumento no número de roubos com restrição à liberdade que têm como vítima condutores do sistema de transporte por aplicativo. Segundo a pasta, entre janeiro e junho deste ano, ocorreram 71 casos desse tipo, uma média de um a cada dois dias e meio. No mesmo período do ano passado, houve 14 registros, ou seja, 57 a menos.

A SSP estuda o fenômeno e busca diálogo com a Uber e as demais empresas especializadas em transporte por aplicativos. A avaliação do governo é de que é preciso relativizar os dados antes de entender o que vem ocorrendo na capital federal. O número de motoristas e de passageiros tem crescido; por isso, a comparação crua do crescimento desse tipo de crime com outros anos pode levar a conclusões equivocadas.

Além disso, de acordo com a pasta, houve uma mudança importante na cobrança do serviço. Nos primeiros anos de funcionamento, todos os pagamentos ocorriam apenas por meio de cartão de crédito pelo aplicativo. Nova regulamentação permitiu a circulação de dinheiro entre passageiro e motorista, o que pode ter incentivado os criminosos a agirem com mais frequência. Para elaborar uma política de segurança que coíba esses crimes, será preciso analisar detalhadamente o cenário. Segundo especialistas da SSP, o trabalho precisa ser realizado em conjunto com as companhias até para que sejam adotadas novas regras de segurança.

A partir dos dados da Polícia Civil, identificou-se, ainda, os locais mais visados pelos bandidos. Samambaia aparece em primeiro lugar entre as regiões com maior incidência dos roubos com restrição à liberdade dos motoristas de aplicativos, com 32 ocorrências nos seis primeiros meses do ano. Em seguida, vêm Ceilândia, com 8; Taguatinga, com 6; e Gama, com 5.

André Luiz Ferreira, 36 anos, decidiu dirigir para uma empresa de transporte por aplicativo há oito meses, depois que o trabalho como administrador de pousada não deu certo. Ele toma algumas precauções para evitar ser assaltado. “Não atendo clientes que preferem pagar com dinheiro. Quando me aproximo do passageiro e vejo que ele vai efetuar o pagamento em cédulas, cancelo a corrida”, explicou. Para ele, esse é um método capaz de combater possíveis ataques de criminosos. “Uma vez, recebi a mensagem de um cliente perguntando se eu tinha troco para R$ 100. Na minha cabeça, ele queria saber se eu estava com dinheiro em mãos para me assaltar”, relatou.

O motorista não tem preferência de regiões para transportar os passageiros. “Instalei no carro um rastreador. O meu irmão monitora pelo celular dele. É uma medida de segurança a mais”, ressaltou. Ele sugere que, para melhorar a segurança nesse tipo de trabalho, as empresas dos aplicativos deem a opção para os condutores aceitarem ou não a forma de pagamento escolhida pelos clientes.

Karina Luasses, 30, é motorista de transporte por aplicativo há um ano e meio. Ela também administra um grupo de WhatsApp de condutores da Uber e da 99 Pop. “Criei na intenção de ajudar o próximo. A ideia é nos comunicarmos em tempo real uns com os outros para, caso alguém esteja em apuros, ajudarmos”, avaliou. Karina trabalha até as 3h. Segundo ela, uma das queixas em relação à segurança dos condutores é a falta de policiamento. “Geralmente, busco clientes em eventos e festas, mas noto que a ronda policial não é tão ostensiva. É algo que me preocupa, até pelo fato de ser mulher”, argumentou.

Para se prevenir, a condutora circula em um Mobi branco, todo enfeitado. No interior do veículo, há luzes coloridas e enfeites, como se fosse uma balada. “É um meio que tenho para chamar a atenção. Então, onde passo todos reparam, e não fico despercebida”, contou.

Situações de risco

Em nota oficial, a 99 Pop informou que acompanha os casos e lamenta o aumento da violência cometida contras os motoristas vinculados à empresa. Em relação ao caso de Tiego, uma equipe foi mobilizada para conferir a ocorrência, além de buscar contato com familiares para prestar o apoio necessário. A 99 acrescentou que a morte do motorista Henrique não ocorreu durante uma corrida da plataforma.

A 99 Pop esclareceu que, durante as corridas, o motorista pode acionar o kit de segurança, que compartilha a rota em tempo real. “Para depois das viagens, a empresa tem uma central telefônica de emergência 24h, sete dias por semana, que responde prontamente em caso de necessidade. Antes das chamadas, os motoristas também recebem informações sobre o destino, a nota do cliente e se ele é frequente, além de o app pedir ao passageiro que inclua CPF ou cartão de crédito antes da primeira corrida”, informou a nota.

A Uber também lamentou os latrocínios e permanece à disposição para colaborar com as investigações. A empresa acrescentou que passou a adotar no Brasil o recurso de machine learning, que usa a tecnologia para bloquear viagens arriscadas. “Lançamos também outro recurso de segurança para os motoristas parceiros, inclusive um botão para ligar para a polícia em situações de risco ou emergência diretamente do app”, detalhou, em nota.

A Polícia Militar orienta os motoristas que utilizem apenas o aplicativo para se comunicar com o passageiro. Segundo a corporação, é preciso observar a avaliação do usuário no aplicativo. Por fim, alerta que evitem estacionar ou parar por muito tempo em locais ermos.

Colaboraram Thaís Umbelino* e Bruna Lima

*Estagiárias sob supervisão de Guilherme Goulart

Cuidados

Confira as medidas de segurança oferecidas aos motoristas de transporte por aplicativo:
  • Ao receber chamadas, confira informações básicas, como destino, nota do passageiro e frequência
  • Os motoristas têm a opção de aceitar ou não pagamentos em dinheiro
  • É possível se inscrever em cursos presenciais com orientações sobre segurança
  • O sistema bloqueia chamadas de risco e mapeia zonas perigosas, alertando o condutor
  • É possível acionar um kit de segurança que compartilha a rota em tempo real
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Operação investiga desvio de materiais hospitalares da Saúde do DF

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Policiais da Cecor, com o apoio do MP, cumprem mandados de busca e apreensão. Um dos alvos é médico e diretor do Iges

Secretaria de Saúde do DF.

Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da Coordenação Especial de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Cecor), desencadeou, na manhã desta quarta-feira (03/06), a Operação In Rem Suam. Os policiais investigam suspeita de desvio de materiais hospitalares, incluindo respiradores, da Secretaria de Saúde do DF.

O grupo alvo da operação, que tem apoio do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), seria liderado pelo médico Fabiano Duarte Dutra, diretor de Atenção à Saúde do Instituto de Gestão Estratégica do Distrito Federal (Iges-DF). O órgão responsável por alguns hospitais e UPAs.

Fabiano Duarte Dutra é traumatologista e ortopedista e trabalhou na Medicina Cirúrgica do Hospital de Base do DF. Foi nomeado diretor do Hospital Regional de Santa Maria em março do ano passado. Antes, chegou a ser preso preventivamente por suposto envolvimento na Máfia das Próteses. Em agosto de 2017, Fabiano foi considerado inocente por falta de provas, pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Contudo, o Ministério Público apelou da absolvição e o processo continua tramitando.

As investigações desta quarta, conduzidas pela Divisão de Repressão ao Crime Organizado (Draco), da PCDF, apontam para a possível atuação do servidor no esquema de desvio de materiais em meio à pandemia de coronavírus.

Ele teria se aproveitado do período de pandemia de Covid-19 para desviar materiais, principalmente respiradores, e posteriormente revendê-los tanto a particulares quanto ao próprio Governo do Distrito Federal, por meio de empresa acusada de participar do esquema.

Ao todo, são cumpridos sete mandados de busca e apreensão no DF, com a participação de 50 policiais civis, a fim de averiguar os desvios de materiais. Os alvos são as casas do servidor, o próprio Iges-DF e a empresa investigada, uma importadora de produtos hospitalares situada no Setor de Indústrias e Abastecimento (SIA), bem como seus sócios.

O outro lado

Em nota, o Iges informou que está colaborando com as autoridades nesta quarta-feira (03/06).

“O Iges-DF reforça que a gestão é pautada pela transparência, não tolera irregularidades e todos os dados necessários serão repassados à equipe que conduz a operação. Ressalta, ainda, que não adquiriu insumos ou equipamentos com as empresas investigadas”, acrescentou o instituto.

Por outro lado, a Secretaria de Saúde informou que está colaborando com as autoridades. Mas pasta alegou que não pode revelar maiores detalhes para não atrapalhar as investigações.

Fabiano Duarte Dutra prestou depoimento na manhã desta quarta-feira. Logo em seguida, foi liberado. Segundo Cleber Lopes, advogado do médico, “não houve absolutamente nenhum desvio de conduta”.

O nome dado à operação — In Rem Suam — vem do latim e significa: “mandato em causa própria”.

 

 

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Caso Noélia: vizinho acusado de matar vendedora no DF vai a júri popular

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Almir Evaristo Ribeiro responde por feminicídio e está preso desde outubro de 2019. Data do julgamento não foi marcada.

Noélia Rodrigues foi assassinada com um tiro no rosto em uma estrada de terra em Vicente Pires, no DF — Foto: Facebook/Arquivo pessoal

O acusado de matar a vendedora Noélia Rodrigues de Oliveira, de 38 anos, vai ser submetido a um júri popular. A Justiça do Distrito Federal entendeu que existem indícios suficientes para que Almir Evaristo Ribeiro seja julgado pelos crimes de homicídio qualificado – por feminicídio e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima – e porte ilegal de arma de fogo.

A sentença de pronúncia foi publicada nesta terça-feira (2) pelo juiz Paulo Afonso Correia Lima Siqueira. Na decisão, o magistrado determinou que o acusado permaneça preso porque “a gravidade concreta do fato atribuído ao réu, naturalmente, evidencia a necessidade de se resguardar a ordem pública, a instrução criminal e garantia da lei penal”. Ainda não há data para o julgamento.

O crime ocorreu outubro de 2019. Noélia desapareceu após sair da loja onde trabalhava, em um shopping da Asa Norte. No dia seguinte, o corpo dela foi encontrado em um matagal. O vizinho foi preso na semana seguinte e, segundo a polícia, tinha um relacionamento extraconjugal com a vítima (veja mais abaixo).

Acionada pela reportagem, a defesa do acusado não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.

Decisão do juiz

Almir Evaristo era vizinho de Noélia Rodrigues e foi preso por suspeita de feminicídio, no DF — Foto: Arquivo pessoal

Almir Evaristo era vizinho de Noélia Rodrigues e foi preso por suspeita de feminicídio, no DF — Foto: Arquivo pessoal

Na denúncia, o Ministério Público disse que Almir buscou Noélia em uma parada de ônibus próximo ao local onde ela trabalhava. Segundo o documento, “o denunciado conduziu o veículo para uma estrada de terra marginal à via Estrutural e lá parou o veículo. No local, o denunciado, aproveitando a região deserta, muniu-se da arma de fogo que trazia consigo e efetuou um disparo à curta distância contra o rosto da vítima, o que causou morte de Noélia”.

Ainda de acordo com o MP, o crime ocorreu “em contexto de violência doméstica, pois o denunciado ceifou a vida da vítima prevalecendo-se da relação íntima de afeto já existente entre eles”. No entanto, o órgão afirmou que a motivação do assassinato não tinha sido totalmente esclarecida.

Em depoimento à Justiça, Almir Evaristo negou o crime. Ele disse que tinha uma amizade com a vítima e que, no dia do crime, Noélia teria pedido a ele que a buscasse no trabalho.

Aos investigadores, o acusado disse que negou o pedido da amiga mas que, em seguida, decidiu buscá-la. Ainda segundo Almir, ao chegar no local combinado, Noélia disse que a carona não era mais necessária.

Ao analisar o caso, o juiz entendeu que “estão demonstrados os indícios mínimos de autoria suficientes para autorizar a decisão de pronúncia”.

O caso

O assassinato de Noélia foi o 28º feminicídio registrado no ano passado no DF. A vítima morava em Ceilândia com a família e deixou, além do marido, três filhos – que à época do crime tinham 5, 9 e 16 anos.

A polícia chegou a Almir Evaristo por meio de registros telefônicos apresentados por parentes da vítima. O documento mostrou ligações entre o vizinho e Noélia com mais de uma hora de duração.

Mensagem enviada por suspeito a marido de Noélia Oliveira — Foto: Afonso Ferreira/G1

Mensagem enviada por suspeito a marido de Noélia Oliveira — Foto: Afonso Ferreira/G1

À época da prisão do suspeito, o marido da vendedora disse que nunca havia desconfiado da relação entre os dois. Após a confirmação da morte de Noélia, Almir chegou a enviar uma mensagem de pêsames ao viúvo (veja imagem acima).

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Corpo de homem é encontrado esquartejado dentro de mala, no DF

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Cadáver estava enterrado na região do Itapoã, em estado de decomposição. Três suspeitos foram presos; Polícia Civil investiga homicídio.

Polícia Civil faz perícia em área de mata no Itapoã, onde foi enterrada uma mala com cadáver — Foto: TV Globo/Reprodução

O corpo de um homem foi encontrado, na madrugada desta terça-feira (2), esquartejado dentro de uma mala enterrada no Itapoã, no Distrito Federal. A Polícia Civil investiga o caso como homicídio. Três suspeitos foram presos.

Ainda na madrugada, a polícia acionou o Corpo de Bombeiros para auxiliar na escavação. A mala estava em um terreno próximo ao fórum da região, localizado em uma área de vegetação. Um vaso sanitário demarcava o local onde o corpo foi enterrado.

O cadáver estava em estado de decomposição. A perícia foi chamada para identificar a vítima e investigar quando houve o crime.

A apuração inicial indica que a vítima teria sido assassinada após um desentendimento motivado por ciúmes. Entre os suspeitos presos, um deles teria matado o homem, e os outros dois seriam os responsáveis por ocultar o corpo.

Corpo é encontrado esquartejado dentro de mala enterrada na região do Itapoã, no Distrito Federal  — Foto: PCDF/Divulgação

Corpo é encontrado esquartejado dentro de mala enterrada na região do Itapoã, no Distrito Federal — Foto: PCDF/Divulgação.

O trio foi localizado em uma casa onde o homem teria sido morto. No local, a Polícia Civil encontrou uma machadinha, uma enxada e uma pá.

A 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), responsável pela investigação do caso, analisa as apreensões e interroga os detidos nesta terça.

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Presídios do DF registram 998 infectados pelo coronavírus

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Segundo boletim, 764 presos e 234 policiais penais foram infectados; vírus chegou à penitenciária feminina. Um preso e um servidor morreram.

Conselho Nacional de Justiça em visita da comissão de direitos humanos do GDF na Papuda, em Brasília — Foto: Gláucio Dettmar/Agência CNJ

Os presídios do Distrito Federal registraram 36 novos casos de coronavírus entre a última sexta-feira (29) e esta segunda (1º). Assim, chega a 998 o número de infectados no sistema penitenciário da capital, entre detentos e servidores.

Os dados foram divulgados pelas secretarias de Saúde e de Segurança Pública. São:

  • 764 presos
  • 234 policiais penais

Até esta segunda-feira, um detento e um policial penal haviam morrido por conta da Covid-19. Na última semana, o DF registrou o primeiro caso de uma detenta infectada (veja perfil dos casos abaixo). Até então, todos os contaminados nos presídios eram homens.

Além dos casos nas unidades administrados pelo governo do DF, a Penitenciária Federal de Brasília também registrou um infectado.

Casos entre detentos

Presos do Presídio da Papuda em Brasília, em imagem de arquivo. — Foto: Gláucio Dettmar/CNJ

Presos do Presídio da Papuda em Brasília, em imagem de arquivo. — Foto: Gláucio Dettmar/CNJ

De acordo com a Secretaria de Saúde, entre os detentos com coronavírus, 763 estão recuperados. Outros 84 ainda têm infecções ativas, divididas entre:

  • Casos leves: 71
  • Casos moderados: 3
  • Casos graves: 1
  • Em análise: 12

Ainda segundo a pasta, a maioria dos contaminados tem entre 20 e 29 anos, mas 131 são idosos. O boletim aponta ainda que 41 pacientes têm comorbidades – doenças que podem agravar o quadro.

Casos entre servidores

Já quanto aos servidores infectados, a Secretaria de Segurança Pública afirma que 53 policiais são casos ativos e 181 estão recuperados.

Os servidores infectados trabalham nas seguintes unidades:

  • Centro de Detenção Provisória (CDP): 40 policiais penais
  • Centro de Internamento e Reeducação (CIR): 40 policiais penais
  • Penitenciária do Distrito Federal I (PDF I): 51 policiais penais
  • Penitenciária do Distrito Federal II (PDF-II): 52 policiais penais
  • Centro de Progressão Penitenciária (CPP): 24 policiais penais
  • Diretoria Penitenciária de Operações Especiais (DPOE): 21 policiais penais
  • Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF): 1 policial
  • Área administrativa da Sesipe: 5 servidores

Medidas de contenção

Agentes da Vigilância Ambiental fazem desinfecção do CDP, no Complexo Penitenciário da Papuda — Foto: Secretaria de Segurança Pública do DF

Agentes da Vigilância Ambiental fazem desinfecção do CDP, no Complexo Penitenciário da Papuda — Foto: Secretaria de Segurança Pública do DF

Segundo a Sesipe, uma série de medidas têm sido tomadas para evitar a proliferação do coronavírus nos presídios da capital. Entre elas estão:

  • GDF anunciou que vai abrir 360 vagas para policiais penais ficarem hospedados em hotéis. A medida tem o objetivo de diminuir o risco de que os servidores transmitam o vírus aos familiares, ao dividirem a mesma casa.
  • Suspensão das visitas aos detentos até o dia 5 de junho;
  • Policiais penais participaram de videoconferência com uma infectologista, sobre estratégias de prevenção, detecção e controle do coronavírus;
  • Detentas da Penitenciária Feminina produziram20 mil máscaras que serão divididas entre a Secretaria de Saúde e a Sesipe;
  • A Sesipe passou a fazer a limpeza de celas, viaturas e prédios da administração e da parte externa dos presídios; a mesma ação havia sido realizada com apoio do Exército Brasileiro e da Vigilância Ambiental;
  • Duzentas máscaras laváveis foram doadas e serão repassadas às unidades prisionais;
  • A Secretaria de Turismo (Setur) abriu processo para selecionar hotéis para policiais penais ficarem em isolamento;
  • Sistema de drive-thru, no Complexo da Papuda, para testagem rápida de servidores da SSP e da SES que atuam em unidades prisionais;
  • Dois novos blocos dos novos CDPs, com 200 vagas cada, estão sendo utilizados para tratamento e quarentena de presos durante a pandemia, 311 internos já ocupam os blocos.
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Jovem amarrada dentro de carro é resgatada no DF; ex-cunhado é suspeito de sequestro

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Vítima pediu socorro durante abordagem da PRF, em Planaltina. Suspeito foi preso; caso é investigado pela Polícia Civil.

PRF resgata jovem amarrada dentro do carro do ex-cunhado no DF — Foto: PRF/Divulgação

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) resgatou, na madrugada deste domingo (31), uma jovem de 23 anos que estava amarrada dentro de um carro na BR-020, em Planaltina, no Distrito Federal. A Polícia Civil investiga o caso como sequestro e cárcere privado.

De acordo com as informações da PRF, o veículo – que pertenceria ao ex-cunhado da vítima – foi abordado na estrada, na altura do quilômetro 37, em uma fiscalização de rotina. Enquanto a polícia fazia perguntas ao condutor, a mulher, que estava no banco traseiro, pediu socorro.

A vítima informou à polícia que o homem estava armado. No veículo, os agentes encontraram um revólver da marca Taurus, calibre 38, com numeração raspada, além de seis munições. O suspeito foi preso e o veículo, apreendido.

PRF encontrou um revólver da marca Taurus, no calibre 38, com sequestrador — Foto: PRF/Divulgação

PRF encontrou um revólver da marca Taurus, no calibre 38, com sequestrador — Foto: PRF/Divulgação.

‘Garantia de fuga’

Segundo a PRF, a jovem contou que o ex-cunhado foi até a casa dela à procura da ex-mulher, mas que a irmã conseguiu fugir. Sendo assim, ele então resolveu levar a jovem “como garantia de fuga”, para Buritirama, na Bahia, sem detalhar os planos.

A vítima estava acompanhada do marido em casa quando foi abordada pelo suspeito. Segundo a PRF, o homem foi obrigado a amarrar a esposa e colocá-la dentro do carro. No caminho, vítima e suspeito trocaram de carro.

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Técnica de enfermagem é encontrada morta dentro de UPA no DF

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Instituto que administra unidade de saúde confirma óbito. Causa não foi divulgada.

Vista geral da UPA do Núcleo Bandeirante — Foto: Roberto Barroso / Agência Brasília

Uma técnica de enfermagem foi encontrada morta, nesta sexta-feira (29), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Núcleo Bandeirante, no Distrito Federal. A informação foi confirmada ao G1 pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF).

“A colaboradora faleceu nas dependências da UPA, na madrugada dessa sexta-feira (29)”, informou o Iges, por meio de nota.

A causa do óbito, no entanto, não foi divulgada. O Iges disse ainda que se solidariza com os familiares, amigos e colegas pela perda da profissional.

O Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do DF (Sindate-DF) recebeu informações sobre o caso e disse à reportagem que vai pedir explicações ao instituto.

“Lamentamos o ocorrido e nos preocupamos com a situação dos profissionais de saúde em meio à pandemia do novo coronavírus”, disse Newton Batista, diretor da entidade. “Esperamos que seja esclarecido o que ocorreu dentro da UPA”.

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