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terça-feira, 24/02/2026

95 ações para combater a violência contra mulheres

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A Comissão Externa sobre feminicídios no Rio Grande do Sul aprovou na terça-feira (24) um relatório detalhado, após 43 encontros e mais de 300 depoimentos. O documento apresenta 95 medidas voltadas para o estado e para a formulação de uma política nacional contra a violência contra as mulheres.

A coordenadora da comissão, deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS), afirmou que a mobilização segue, com o objetivo de levar essas propostas aos órgãos responsáveis e garantir ações concretas.

“Este relatório não é o fim do trabalho da comissão, mas sim um ponto intermediário para que, de fevereiro até o final do ano, e até janeiro de 2027, possamos acompanhar a implementação das medidas”, destacou.

Dentre as recomendações da deputada Maria do Rosário (PT-RS), estão: ampliação dos serviços de apoio às mulheres, especialmente em municípios pequenos e áreas rurais do estado e na região do litoral norte, onde não existem delegacias especializadas; extensão de medidas eficazes como o uso de tornozeleiras eletrônicas em agressores; garantia de mais recursos federais para combater o feminicídio nos estados através da aprovação de leis; além do incentivo a ações educativas e campanhas de comunicação para transformar a cultura de violência.

“Não buscamos apenas contabilizar tragédias, mas humanizar as vítimas, ressaltando que cada mulher tinha uma história, sonhos e papéis importantes na sociedade. Queremos que se fale de suas vidas, como a de Roseli, que foi professora, mãe e vereadora”, explicou Melchionna.

Roseli Albuquerque, ex-vereadora de Nova Prata, foi encontrada morta em 22 de fevereiro. O principal suspeito, seu ex-marido, também foi encontrado morto no mesmo local. Eles estavam em processo de separação.

Em 2025, no Rio Grande do Sul, foram registrados 80 feminicídios consumados e 264 tentativas. O cenário ainda preocupa em 2026, pois até 24 de fevereiro já ocorreram 19 feminicídios no estado.

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