24.5 C
Brasília
sexta-feira, 29/08/2025

5 pontos para entender a ação contra o PCC na economia

Brasília
céu limpo
24.5 ° C
26.1 °
24.5 °
38 %
5.1kmh
0 %
sex
28 °
sáb
29 °
dom
29 °
seg
30 °
ter
29 °

Em Brasília

FOLHAPRESS
SÃO PAULO, SP

A Polícia Federal e o Ministério Público de São Paulo realizaram na quinta-feira (28) ações para combater a entrada do PCC (Primeiro Comando da Capital) em setores importantes como combustíveis e finanças.

A operação aconteceu em dez estados e envolveu cerca de 350 suspeitos, entre pessoas e empresas, por várias acusações, incluindo crimes econômicos e ambientais.

Confira aqui os cinco pontos principais sobre essas ações.

Megaoperação contra o PCC

Na quinta, foram lançadas as operações Carbono Oculto, Quasar e Tank, lideradas por autoridades em São Paulo e pela Receita Federal, com o objetivo de desmantelar o crime organizado na economia oficial.

Essa foi a maior ação conjunta do país contra o crime organizado, com 1.400 agentes trabalhando em estados como São Paulo, Bahia, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Maranhão, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins, mirou mais de 350 suspeitos.

Os negócios investigados movimentaram cerca de R$ 30 bilhões, e foram bloqueados R$ 1,4 bilhão.

Controle do setor de combustíveis

O PCC dominava quase toda a cadeia dos combustíveis, desde o porto até os postos e lojas, usando metanol, nafta, gasolina, diesel e etanol.

Mais de 300 postos foram encontrados com problemas, onde consumidores pagavam por menos combustível ou combustível adulterado.

Empresas legítimas do setor apoiaram a operação, enfatizando a importância de um mercado justo e transparente.

Envolvimento das fintechs

Para lavar dinheiro, o PCC criou uma rede financeira complexa, usando corretoras, fundos de investimento e fintechs.

O BK Bank, uma fintech em Barueri (SP), foi um dos focos principais, movimentando R$ 46 bilhões do crime entre 2020 e 2024, sendo chamado de “banco paralelo” do PCC.

Parte desse dinheiro vinha da venda ilegal de metanol, disfarçado em transações financeiras complexas típicas das fintechs.

Outras empresas financeiras também foram investigadas, como a Reag Investimentos e a Trustee DTVM, que colaboram com as autoridades.

O Banco Genial, citado nas investigações, suspendeu serviços relacionados até que o caso seja esclarecido.

Medidas do governo

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que a Receita Federal vai tratar as fintechs como bancos, exigindo mais fiscalização e regras rigorosas para evitar crimes financeiros.

Uma nova norma será lançada para detalhar essas mudanças.

Robinson Barreirinhas, secretário da Receita, explicou que a fiscalização será reforçada para impedir que o crime organizado use o sistema financeiro ilegalmente.

A Receita afirma que as fintechs terão que fornecer dados detalhados sobre suas operações.

Desentendimentos entre autoridades

Embora as operações tenham sido coordenadas, houve disputa pela liderança das investigações entre a Polícia Federal e o Ministério Público de São Paulo.

Ambas realizaram entrevistas no mesmo dia, e a PF suspeita de vazamento que dificultou as prisões.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, disse que investigará a possibilidade de vazamento, possivelmente junto ao Ministério Público.

O ministro Fernando Haddad pediu que diferenças internas sejam deixadas de lado para focar no combate ao crime.

Veja Também