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sexta-feira, 20/02/2026

5 milhões de cães e gatos vivem na pobreza; veja como ajudar

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Um estudo realizado em novembro de 2024 pelo Instituto Pet Brasil (IPB), em parceria com a Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação), trouxe à luz uma situação preocupante: cerca de 4,8 milhões de cães e gatos vivem em condições vulneráveis no Brasil, acompanhando famílias que enfrentam pobreza.

Esses animais fazem parte de lares pobres ou são cuidados por pessoas sem moradia fixa, que se esforçam para garantir sua alimentação e bem-estar. Desses, 60% são cães e 40% gatos.

Apesar do aumento do abandono, somente 4,2% dos pets entram em ONGs para adoção, mostrando a necessidade urgente de ações mais amplas. A posse responsável é essencial para transformar essa realidade. Ter um pet demanda planejamento: alimentação adequada, atendimento veterinário e ambiente seguro são fundamentais para o bem-estar dos animais.

Nem todos esses animais estão abandonados. A pesquisa aponta que apenas 4,2% acabam em situação de rua, aproximadamente 201 mil pets. A maioria permanece com suas famílias, mesmo em condições difíceis. Frequentemente, os tutores fazem o possível para garantir cuidados mínimos, mesmo sem recursos básicos como alimento e assistência veterinária.

Onde estão esses animais?

Conforme o IPB, 60% são cães (cerca de 2,88 milhões) e 40% gatos (1,92 milhão). A maior concentração está nas regiões mais populosas do Brasil. A maioria das ONGs e abrigos de proteção animal está na Região Sudeste (46%), seguida pelo Sul (18%) e Nordeste (17%).

O estudo inclui animais domiciliados em famílias de baixa renda que ainda recebem algum cuidado, seja por tutores fixos ou por comunidades organizadas que os alimentam informalmente.

O papel das ONGs

No Brasil, aproximadamente 400 ONGs cuidam de mais de 200 mil cães e gatos resgatados. Muitas dependem de doações e enfrentam dificuldades para atender à crescente demanda, operando no limite. Isso evidencia a importância de políticas públicas e ações preventivas para evitar o abandono.

Um exemplo é a ONG Patinhas Unidas, fundada por um grupo de pessoas dedicadas ao bem-estar animal. Ela atua no resgate, reabilitação e adoção responsável de cães e gatos abandonados. Desde sua criação, mais de 800 animais já ganharam um lar graças ao esforço conjunto da equipe e da comunidade.

A atuação da ONG vai além das adoções. Sabendo que a prevenção é crucial, a Patinhas Unidas promove campanhas de castração e educação sobre posse responsável, além de arrecadar alimentos, medicamentos e outros insumos essenciais. Essa abordagem integrada busca cuidar dos animais atualmente e diminuir o ciclo de abandono futuramente.

Com apoio de doações e voluntários, a ONG se destaca por sua presença digital, compartilhando histórias de resgate e promovendo campanhas e feiras de adoção, ampliando a rede de apoio e fortalecendo a solidariedade pela causa animal.

Como ajudar os animais em situação vulnerável

Embora o número de animais em vulnerabilidade seja elevado, existem maneiras práticas de colaborar para melhorar essa realidade:

  1. Adote com consciência: Adoção é um ato transformador, mas requer reflexão para garantir cuidados adequados e evitar devoluções.
  2. Doe alimentos e produtos de saúde animal: ONGs e protetores independentes precisam de ração seca ou úmida, vermífugos, antipulgas, produtos de higiene e medicamentos veterinários. Muitas aceitam doações presenciais ou via PIX.
  3. Seja voluntário(a): Contribua com cuidados diários, apoio em eventos de adoção, divulgação nas redes sociais, campanhas de arrecadação e atividades administrativas.
  4. Compartilhe informações úteis: Espalhe notícias sobre castrações gratuitas, atendimento veterinário acessível e doações em grupos locais e redes sociais para beneficiar pets e tutores.
  5. Fortaleça redes de apoio: Apoie projetos comunitários, participe de ações locais e cobre das autoridades mais atenção para a causa animal.

Pequenas atitudes podem construir uma sociedade mais solidária e cuidadosa com quem não pode pedir ajuda.

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