Um estudo recente do Instituto Pet Brasil (IPB), em colaboração com a Abinpet, revelou que aproximadamente 4,8 milhões de cães e gatos no Brasil enfrentam condições de vulnerabilidade, acompanhando famílias que vivem abaixo da linha da pobreza. Destes, 60% são cães e 40% são gatos.
Esses animais pertencem a lares com dificuldades financeiras ou são cuidados por pessoas sem moradia fixa, que ainda assim garantem sua sobrevivência e bem-estar. Embora o abandono seja um problema crescente, somente 4,2% desses animais são acolhidos por ONGs e colocados para adoção, destacando a necessidade urgente de ações mais abrangentes.
A posse responsável é essencial para mudar essa realidade. Cuidar de um pet requer planejamento, incluindo alimentação adequada, assistência veterinária e um ambiente seguro para garantir sua qualidade de vida.
A maioria desses animais não está abandonada nas ruas. Segundo a pesquisa, apenas cerca de 201 mil encontram-se em situação de rua, representando 4,2% do total. Os demais permanecem com suas famílias, mesmo em condições precárias, onde os tutores fazem o possível para suprir suas necessidades básicas, apesar da falta de recursos.
Distribuição e cuidados regionais
O IPB aponta que 60% dos animais vulneráveis são cães e 40% gatos, concentrados principalmente nas regiões mais populosas do país. As ONGs e abrigos que atuam na defesa desses animais estão majoritariamente no Sudeste (46%), seguidos pelo Sul (18%) e Nordeste (17%).
Esses animais vivem com famílias de baixa renda, mas que oferecem algum nível de cuidado, seja por tutores fixos ou comunidades que se organizam para alimentá-los informalmente.
O papel das ONGs
Atualmente, cerca de 400 ONGs brasileiras cuidam de mais de 200 mil cães e gatos resgatados. Muitas dependem exclusivamente de doações e enfrentam desafios para atender a demanda crescente, operando frequentemente no limite de sua capacidade.
Um exemplo é a ONG Patinhas Unidas, formada por pessoas apaixonadas pelos animais. A ONG realiza resgate, reabilitação e adoção de cães e gatos abandonados. Mais de 800 animais já encontraram novos lares graças ao esforço conjunto da equipe e da comunidade.
A Patinhas Unidas também destaca a prevenção, promovendo campanhas de castração, educação sobre posse responsável, e arrecadação de alimentos, medicamentos e insumos essenciais, visando diminuir o abandono no futuro.
Sustentada por doações e voluntariado, a ONG tem ampla presença digital, compartilhando histórias de resgate, campanhas e eventos de adoção, fomentando o engajamento da população na causa animal.
Como ajudar os animais vulneráveis
Apesar do grande número de pets em situação precária, existem maneiras práticas de auxiliar e evitar que a situação se agrave:
- Adote com responsabilidade: Tome a decisão de adotar após avaliar se você pode oferecer os cuidados necessários, para evitar devoluções que pioram o problema.
- Doe alimentos e itens de saúde animal: Ração, vermífugos, antipulgas, produtos de higiene e medicamentos são sempre bem-vindos. Muitas ONGs aceitam doações presenciais ou via PIX.
- Seja voluntário(a): Ajude com cuidados diários, apoio em eventos, divulgação, campanhas e organização administrativa.
- Compartilhe informações úteis: Divulgue sobre castrações gratuitas, atendimento veterinário acessível e doações em sua comunidade e redes sociais.
- Fortaleça redes de apoio: Apoie projetos comunitários, participe de ações locais e cobre das autoridades atenção à causa animal.
Pequenos gestos podem transformar a realidade de muitos animais e suas famílias, construindo uma sociedade mais empática e cuidadosa com todos os seres vivos.
