Uma tragédia ocorreu no sul da Espanha neste domingo (19/1), quando dois trens de alta velocidade colidiram, resultando em pelo menos 39 mortos e 123 feridos, entre os quais cinco estão em estado muito grave e 24 em estado grave, conforme informado pelo Ministério do Interior.
O ministro espanhol dos Transportes, Óscar Puente, alertou que o número de vítimas pode aumentar à medida que as operações de resgate continuam.
O acidente se deu quando um trem da empresa privada Iryo, que seguia de Málaga para Madri, descarrilou próximo a Adamuz e invadiu a linha oposta, colidindo com um trem da estatal Renfe que vinha de Madri para Huelva. Ambas as composições descarrilaram com o impacto.
A Iryo comunicou que o trem envolvido carregava 289 passageiros, 4 tripulantes e 1 maquinista, tendo sido fabricado em 2022 e passado por inspeção recente em 15 de janeiro.
As primeiras análises indicam que o trem da Iryo descarrilou primeiro, e o trem da Renfe colidiu com os vagões desviados. A força da colisão foi tamanha que os dois primeiros vagões do trem da Renfe foram arremessados para fora dos trilhos.
Testemunhas relataram cenas de caos e dificuldade para resgatar vítimas devido aos vagões retorcidos, que mantinham pessoas presas sob o metal deformado. Francisco Carmona, chefe dos bombeiros de Córdoba, destacou a complexidade dos trabalhos de salvamento.
Passageiros presentes descreveram o impacto como um terremoto e usaram martelos de emergência para quebrar vidros e escapar dos vagões.
Os serviços de trem de alta velocidade entre Madri e as principais cidades da Andaluzia foram suspensos temporariamente para investigação e segurança.
A Espanha conta com a maior rede de trens de alta velocidade da Europa, conectando diversas metrópoles do país.
