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Turbinando a fotossíntese

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Ao modificarem geneticamente o processo de alimentação das plantas, cientistas americanos se aproximam de uma nova revolução

EM CAMPO – Pesquisador afere a plantação de tabaco: aumento de 40% (Claire Benjamin/RIPE Project/.)

Como o planeta conseguirá alimentar seus 9,8 bilhões de habitantes em 2050? A pergunta, que se refere ao futuro da humanidade, começou a ser respondida na semana passada, quando a revista Science publicou um artigo que mostrava o possível início de uma revolução — um aumento significativo da produtividade das futuras colheitas. Para que se ponha comida na boca de todos daqui a três décadas, a capacidade mundial de produzir alimentos terá de aumentar 60%. É um desafio e tanto. Considerando-se o ritmo atual de crescimento da produtividade agrícola, o planeta não obterá os 60% necessários até 2050. A saída é ampliar ainda mais a produtividade, e a pesquisa publicada na Science pode apontar o caminho revolucionário.

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, conseguiu modificar geneticamente um dos processos mais básicos da vida vegetal — a fotossíntese.

Como se aprende nas aulas de biologia, as plantas produzem o próprio alimento através da reação química entre luz, água e gás carbônico que ocorre dentro de suas células. Nesse movimento contínuo de produção de energia, as plantas liberam no meio ambiente oxigênio, essencial para a respiração dos animais. O que poucos lembram é que a fotossíntese é composta de várias etapas, uma das quais se chama fotorrespiração — que, em linhas gerais, regula a temperatura da planta. Algumas espécies apresentam adaptações de metabolismo que praticamente a eliminam, como o milho e a cana-de-açúcar.

No experimento, os cientistas isolaram os genes de espécies de algas, abóboras e da bactéria Escherichia coli e os inseriram em plantas de tabaco, cujo ciclo de vida é mais acelerado e que, por isso, poderiam produzir resultados mais rapidamente. A ideia era que, reduzindo o metabolismo fotorrespiratório, as plantas de tabaco pudessem usar parte da energia para se desenvolver. Depois de duas colheitas, os pesquisadores confirmaram essa hipótese. As plantas de tabaco geneticamente modificadas apresentaram até 40% mais biomassa. Ou seja: cresceram mais que as plantas de tabaco sem modificações genéticas.

“É um avanço significativo”, garante o professor de genética de plantas Carlos Alberto Labate, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo. “O próximo passo será aferir se essa ideia se converterá em aumento de produtividade de grãos”, completa. No processo de fotorrespiração, o tabaco se assemelha a plantas essenciais para a alimentação humana, como a soja, o arroz e o trigo. Se os cientistas conseguirem aplicar a mesma técnica na produção de grãos, isso significará que tais plantas poderão vicejar em áreas de clima mais quente e com menos tecnologia, como o uso de defensivos agrícolas. “Por isso a Revolução Verde não ajudou os fazendeiros africanos”, diz uma das autoras da pesquisa, Amanda Cavanagh. A África tem um quarto dos terrenos aráveis do planeta — em contrapartida, a agricultura representa apenas 15% do PIB da região. A nova técnica seria uma vantagem e tanto na busca da resposta à pergunta sobre como alimentar quase 10 bilhões.

Fonte: Portal Veja

 

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Ciência

Terceira e última superlua de 2019 poderá ser vista nesta quarta

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Lua estará cheia às 22h43. Neste ano, já ocorreram outras duas superluas: em 21 de janeiro e em 19 de fevereiro.

Superlua se ergue sobre as margens do rio Loire, em Lavau-sur-Loire, oeste da França, em 19 de fevereiro — Foto: Loic Venance/AFP

De tempos em tempos, a Lua parece maior. Ela atinge o perigeu: ponto da órbita mais próximo da Terra. A tudo isso chamamos de “superlua”. A terceira e última do ano ocorre nesta quarta-feira (20) – junto com a chegada do outono.

  • A Lua estará cheia às 22h43;
  • O outono começa às 18h58;
  • Distância da Lua da Terra: cerca de 360 mil quilômetros.

O termo “superlua” surgiu em 1979 e não é o que poderíamos chamar de um “conceito astronômico”. Ele é usado fora do meio acadêmico para fazer referência à união do perigeu com a Lua cheia. Não é uma situação rara de apreciar, mas é uma excelente oportunidade para quem quer começar a observar o céu.

Neste ano, já ocorreram duas superluas: uma em 21 de janeiro e outra em 19 de fevereiro.

Entenda os fenômenos da Superlua e Microlua — Foto: Juliane Souza/G1Entenda os fenômenos da Superlua e Microlua — Foto: Juliane Souza/G1

Entenda os fenômenos da Superlua e Microlua — Foto: Juliane Souza/G1

Detalhes importantes:

  • A órbita da Lua ao redor da Terra tem forma elíptica – uma forma oval que aproxima e distancia o satélite do nosso planeta;
  • O ponto mais distante dessa elipse é chamado apogeu. É quando acontece a Microlua;
  • O ponto mais próximo é o perigeu;
  • Quando a Lua está cheia e em seu perigeu (Superlua), ela pode parecer até 14% maior e 30% mais brilhante ao ser vista da Terra do que no momento do apogeu, segundo a Nasa.

Fonte G1

 

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Ciência

Aranha descoberta na Colômbia recebe nome de vilões de Star Wars

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As aranhas de patas calvas, consideradas as mais enigmáticas da ordem das migalomorfas, constituem uma família de apenas 11 espécies

Aranha “Stormtropis”: nome vem dos stormtroopers, os soldados do Império da saga “Star Wars” (Edgar Su/Reuters)

Washington – Uma equipe de cientistas encontrou um novo gênero de aranha na Colômbia e o batizou de “Stormtropis”, em homenagem aos stormtroopers, os soldados do Império da saga “Star Wars”, segundo informou um estudo publicado na revista científica “ZooKeys” nesta quinta-feira (14).

Apesar de existir nas regiões norte e central da América do Sul, a presença das aranhas de patas calvas na Colômbia nunca tinha sido confirmada até a pesquisa de Carlos Perafán e Fernando Pérez-Miles, da Universidade da República do Uruguai, e de William Galvis, da Universidade Nacional da Colômbia, que encontraram seis espécies não conhecidas no país.

Quatro delas não se encaixam em nenhum gênero existente e os especialistas decidiram então chamá-lo de “Stormtropis”.

As aranhas de patas calvas, consideradas as mais enigmáticas da ordem das migalomorfas, constituem uma família de apenas 11 espécies, todas elas parecidas e de tamanhos entre pequeno e médio, cuja classificação tinha sido tema de debate durante muito tempo.

Por serem muito semelhantes entre si e pela capacidade de camuflagem, os cientistas escolheram homenagear os soldados do Império da saga “Star Wars”.

Uma das caraterísticas mais importantes destas aranhas (da família Paratropididae) é a sua capacidade de aderir partículas de terra à pele, o que faz com que ela se confunda com o ambiente.

“Os stormtroppers são soldados da maior força terrestre do Império galáctico. Estes soldados são muito parecidos uns com os outros, com alguma capacidade de camuflagem, mas com movimentos poucos habilidosos, como este novo grupo de aranhas”, argumentaram os pesquisadores no artigo.

Uma das novas espécies, a Stormtropis muisca, tem os maiores registros de altitude para esta família, já que foi detectada a uma altura de pelo menos 3.400 metros nos Andes centrais.

Uma das descobertas mais interessantes a respeito desta aranha é que em vários casos elas se escondem nas paredes de barrancos e na terra, um tipo de comportamento que até agora não tinha sido notado e que sugere uma adaptação secundária na intenção destes animais em explorar outro tipo de habitat.

De acordo com os especialistas, as aranhas de patas calvas estão presentes não apenas na Colômbia, mas tendem a ser bastante comuns também em outros países.

Fonte Exame

 

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Ciência

Brasil fecha acordo para atividades americanas na base de Alcântara

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Plano, será assinado durante visita do presidente Jair Bolsonaro aos EUA, entre 17 e 19 de março

Base de Alcântara, no Maranhão (VEJA.com/Divulgação)

Os governos do Brasil e dos Estados Unidos concluíram um novo acordo para uso comercial pelos americanos da base de Alcântara, a ser assinado durante a visita oficial do presidente Jair Bolsonaro, entre os dias 17 e 19 deste mês, disseram fontes do Itamaraty.

O novo Acordo de Salvaguardas Tecnológicas permitirá que os americanos usem a base -considerada uma das melhores localizações do mundo para lançamento de foguetes – para seu programa espacial, em troca de pagamento pelo uso. O Brasil, no entanto, não terá direito de acesso à tecnologia usada pelos Estados Unidos em mísseis, foguetes, artefatos e satélites, como o governo brasileiro chegou a requerer.

No entanto, o novo acordo retira a segregação de uma área da base, como estava prevista no texto inicial, negociado em 2000, em que apenas os norte-americanos teriam acesso. A nova proposta delimita uma área de acesso restrito, mas não impede a entrada de brasileiros.

Localizada na altura do Equador, a base de Alcântara, pela sua posição geográfica, queima 30 por cento menos combustível nos lançamentos e os foguetes podem carregar mais peso.

Essa não é a primeira tentativa do governo brasileiro usar a base para captar recursos ou tecnologia. A primeira tentativa foi feita em 2000, mas o acordo assinado pelo governo de Fernando Henrique Cardoso foi rejeitado pelo Congresso por dar controle total de uma área da base aos americanos.

Durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva um acordo de operação conjunta e transferência de tecnologia foi assinado com a Ucrânia, em que o país europeu desenvolveria o veículo lançador de satélite que o Brasil ajudaria a financiar.

O acordo foi denunciado – um jargão diplomático que significa rompimento unilateral – pelo Brasil em 2012, depois de o governo brasileiro já ter investido mais de 400 milhões de reais sem que a Ucrânia tivesse colocado sua parte e nem desenvolvido os foguetes. A disputa entre os dois países ainda continua, já que a Ucrânia não aceitou o rompimento do acordo.

Fonte Veja

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