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Sistema de defesa será testado em asteroide nesta quinta-feira

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Uma rocha de até 30 metros de extensão passará a uma distância mínima de 44.000 quilômetros da Terra, sem risco de colidir com nosso planeta

Um pequeno asteroide de até 30 metros de extensão passará perto da Terranesta quinta-feira e, embora não represente nenhum perigo, será utilizado para testar um sistema de defesa planetária que está sendo desenvolvido por cientistas. Batizada de “2012 TC4”, a rocha se deslocará entre a Terra e a Lua a uma distância mínima de 44.000 quilômetros – bem longe do nosso planeta e de qualquer satélite geoestacionário de telecomunicações que o orbita.

A passagem do asteroide “não é preocupante, mas aproveitaremos para treinar”, disse Detlef Koschny, cientista da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês). No início de 2017, um pesquisador da Nasa deu uma declaração afirmando que a humanidade não estaria preparada para se defender de um “asteroide surpresa” que se aproximasse do nosso planeta sem ser detectado. Por isso, cientistas de todo o mundo vêm trabalhando em estratégias para melhorar a identificação de objetos espaciais potencialmente perigosos antes que eles se aproximem da Terra. Paralelamente a isso, táticas mais “emergenciais” também são estudadas, como sondas capazes de desviar a rota de uma rocha espacial gigante que, eventualmente, estivesse vindo em nossa direção.

O exercício a ser realizado nesta semana é coordenado pela Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, junto com a Nasa, a ESA e vários observatórios do mundo. Diversos telescópios serão apontados para o asteroide quando este se aproximar do planeta. Ele não deve ser visível a olho nu, mas com equipamentos amadores será possível observar um pequeno ponto brilhante, cuja velocidade relativa em relação à Terra será de 7,3 quilômetros por segundo.

A passagem de asteroides perto da Terra “é bastante frequente”, segundo Koschny, e poucas rochas espaciais chegam a uma distância preocupante do planeta. Quando chegam e conseguem adentrar a atmosfera, dependendo do seu tamanho, podem causar grandes estragos, como o meteorito que atingiu a cidade de Chelyabinsk, na Rússia, em 2013 e deixou mais de 1.500 feridos.

Durante a passagem, os observatórios enviarão suas informações a centros de gestão de situações de emergência. “Veremos, então, se os dados que lhes enviamos são devidamente compreendidos, se são claros ou se é necessário melhorar as coisas”, disse Koschny.

Colisão em 2079?

O asteroide 2012 TC4, que dá uma volta completa no Sol em 609 dias, foi descoberto há cinco anos e desapareceu de vista depois disso. Ele voltou a ser detectado de novo este ano pelo telescópio VLT do Observatório Europeu Austral, no Chile, permitindo que os astrônomos calculassem sua trajetória com precisão – e percebessem que sua órbita está se modificando.

Assim, na próxima passagem da rocha espacial pelo nosso planeta, em 2050, ela estará um pouquinho mais próxima da Terra – ainda que não o suficiente para provocar uma colisão. Já em 2079, os especialistas afirmam que não é impossível que o asteroide consiga entrar na atmosfera terrestre, embora não seja grande o suficiente para oferecer riscos em nível global.

De acordo com a Nasa, a probabilidade de que um asteroide realmente perigoso colida com a Terra nos próximos 100 anos é de apenas 0,01%.

(Com AFP)

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Ciência

Nasa encontra moléculas orgânicas de 3 bilhões de anos em Marte

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Descoberta é a mais forte evidência já detectada de que o vizinho da Terra pode ter abrigado vida

A Nasa anunciou nesta quinta-feira (7) que seu robô de exploração Curiosity encontrou moléculas orgânicas formadas há mais de 3 bilhões de anos em rochas de Marte, uma descoberta que pode indicar a existência de vida fora da Terra.

“Essa é uma descoberta muito emocionante, mas não podemos ainda confirmar a origem destas moléculas. Pode ser uma prova de vida, mas também pode pertencer a um meteorito ou outras fontes”, disse o diretor da divisão de Exploração do Sistema Solar da Nasa, Paul Mahaffy, no site oficial da agência especial dos Estados Unidos.

Três tipos diferentes de moléculas orgânicas foram descobertas quando a sonda cavou apenas 5 centímetros em argilito de 3,5 bilhões de anos, uma rocha sedimentária de grãos pequenos, na cratera Gale, aparentemente o local de um grande lago quando Marte era mais quente e úmido do que o planeta desolado que é hoje.

Moléculas orgânicas contém carbono e hidrogênio, e podem também incluir oxigênio, nitrogênio e outros elementos. Elas são comumente associadas com a presença de vida, mas podem também ser criadas por processos não biológicos.

Também em seu estudo, os cientistas da Nasa descobriram variações sazonais do nível de metano na atmosfera de Marte ao longo de três anos do planeta, que são quase seis anos na contagem da Terra. O metano pode ter origem biológica.

Sinal positivo

Ainda que não seja possível determinar que houve vida em Marte, as descobertas são um sinal positivo para futuras missões de exploração da superfície do planeta. “Com essas novas descobertas, Marte está nos dizendo para ficar neste caminho e continuar procurando por evidências de vida”, disse Thomas Zurbuchen, administrator associado da sede da Nasa em Washington.

Apesar de a origem das moléculas ainda não estar clara, a Nasa destacou que esse tipo de partícula pode ter sido a fonte de alimento de uma hipotética vida microbiana em Marte.

“Sabemos que na Terra os micro-organismos comem todo tipo de produtos orgânicos. É uma fonte de alimento valioso para eles”, afirmou Jennifer Eigenbrode, do Centro Espacial Goddard da Nasa.

Dessa forma, a descoberta não confirma a existência de vida no planeta, explicou a especialista, mas mostra que os organismos podem ter sobrevivido em Marte graças à presença dessas moléculas.

Eigenbrode explicou que apesar de a superfície de Marte ser inóspita atualmente, os indícios apontam que, no passado remoto, o clima marciano dava as condições propícias para a existência de água líquida, um fator essencial para a vida como conhecemos.

A missão do robô Curiosity, que em 2013 descobriu os primeiros indícios da existência de água em Marte, também determinou que a concentração de metano na atmosfera do planeta muda de acordo com as estações. Ela é mais alta perto dos equinócios (primavera e outono) e mais baixa nos solstícios (verão e inverno).

A origem do gás continua sendo desconhecida. Uma das principais teorias sustenta que ele estava armazenado em reservatórios subterrâneos, batizados como “clatratos”.

(Com Reuters, EFE e Agência Brasil)

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Ciência

Astrônomos encontram mais de 100 planetas que podem ter luas habitáveis

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Eles não são nem muito quente, nem muito frios para que exista água líquida e, potencialmente, vida

 

(Nasa/JAY FRIEDLANDER AND BRITT GRISWOLD/Divulgação)

Astrônomos dos Estados Unidos e Austrália identificaram 121 planetas fora do sistema solar, nos quais acreditam que podem existir luas habitáveis, segundo um artigo publicado na quinta-feira (31), na revista “The Astrophysical Journal”.

Os astrônomos, da Universidade da Califórnia, em Riverside (EUA) e da Universidade de Queensland (Austrália) usaram dados compilados pelo satélite Kepler da NASA desde 2009 para seu estudo.

Os pesquisadores identificaram 121 exoplanetas que têm órbitas dentro das zonas habitáveis de suas estrelas, o que significa que eles não são nem muito quente, nem muito frios para que exista água líquida e potencialmente vida.

Nestas órbitas, os astrônomos consideram que existem condições para que potenciais luas–de existência ainda não foi confirmada–forneçam um ambiente favorável à vida.

A pesquisa irá guiar o projeto de futuros telescópios, a fim de detectar essas luas e procurar sinais de vida.

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Ciência

Imagem detalhada mostra Nebulosa de Tarântula

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A imagem permite definir o formato da Tarântula, uma formação estelar que se estende por mais de 1000 anos de luz dentro da Grande Nuvem de Magalhães

Um grupo de astrônomos europeus obteve a imagem mais nítida até o momento da Nebulosa de Tarântula, uma paisagem cósmica repleta de aglomerados de estrelas, nuvens brilhantes de gás e resquício de supernova na Grande Nuvem de Magalhães, a 160 mil anos luz de distância do planeta Terra.

Segundo informou na última quarta-feira (30) em comunicado o Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), o telescópio de rastreamento VST instalado em seu observatório no Cerro Paranal, no deserto do Atacama, no Chile, conseguiu captar com detalhe a nebulosa, que representa a região estelar mais brilhante e energética das 50 galáxias mais próximas da Via Láctea, o chamado Grupo Local.

A imagem permite definir o formato da Tarântula, uma formação estelar que se estende por mais de 1000 anos de luz dentro da Grande Nuvem de Magalhães, uma das galáxias mais próximas da Via Láctea, e que tem como centro o gigantesco e jovem aglomerado estelar NGC 2070.

O astrônomo francês Nicolas Louis de Lacaille foi o primeiro a registrar o brilhante resplendor da Nebulosa de Tarântula, em 1751, da qual agora podem ser mapeados elementos como o NGC 2070, que dá nome a uma região que contém algumas das estrelas mais massivas e luminosas já detectadas até o momento.

Parte desta nebulosa é o chamado “Cavalo Marinho”, uma “gigantesca estrutura de poeira escura” com uma extensão de aproximadamente 20 anos luz e que os astrônomos preveem que desaparecerá no próximo milhão de anos como consequência da luz e dos ventos emitidos por estrelas em formação.

O telescópio conseguiu mapear também o antigo aglomerado de estrelas Hodge 301, onde calcula-se que pelo menos 40 estrelas explodiram como supernovas, liberando grande quantidade de gás na região.

Outros elementos captados na imagem são a superbolha SNR N157B, um remanescente de supernova, e a famosa SN 1987A, a primeira supernova captada com telescópios modernos (em 1987) e uma das mais brilhantes desde a supernova observada por Johannes Kepler em 1604, ao brilhar com a potência de 100 milhões de sóis durante vários meses.

A captação desta imagem tão nítida foi possível através do uso da câmera de 256 megapixels OmegaCAM e de seus filtros, entre eles um projetado com o objetivo de isolar o brilho vermelho do hidrogênio ionizado.

Veja as imagens captadas pelos astrônomos do ESO.

 

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