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Sérgio Moro aceita ser ministro da Justiça de Bolsonaro

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Após reunião com presidente eleito, magistrado afirmou que aceitou “honrado” o convite e promete agenda forte de combate à corrupção

O juiz Sérgio Moro aceitou nesta quinta-feira (01) assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo de Jair Bolsonaro (PSL). O magistrado toma posse, assim como o presidente eleito, em janeiro de 2019.

Após uma reunião de mais de 2 horas na casa de Bolsonaro, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, o juiz soltou uma nota afirmando que aceitou “honrado” o convite e promete “uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado”. No Twitter, Bolsonaro também confirmou a informação.


Além de falar sobre o convite, a nota do magistrado diz que “para evitar controvérsias desnecessárias, devo desde logo afastar-me de novas audiências”.

No dia 14 de novembro, o magistrado teria uma audiência para interrogar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no caso do sítio de Atibaia. O ex-presidente é acusado de ter recebido propina da Odebrecht, da OAS e do pecuarista José Carlos Bumlai em forma de obras no imóvel.

O magistrado viajou de Curitiba para o Rio nesta manhã para a reunião. Em breve entrevista durante o voo, Moro disse que entender que o país “precisa de uma agenda anticorrupção e uma agenda anticrime organizado”, e que aceitaria o cargo se ficasse clara a possibilidade de implementação dessa agenda e convergência de ideias com Bolsonaro.

De acordo com uma fonte com conhecimento do assunto, Moro já estava decidido a aceitar e só esperava a garantia formal do próprio presidente eleito com as condições pedidas por ele para assumir o cargo: o comprometimento do governo com a aprovação das 10 medidas contra a corrupção preparadas pelo Ministério Público e a ampliação dos poderes do Ministério da Justiça.

Em novembro de 2016, Moro afirmou ao Estadão que “jamais entraria na política”. Especialistas interpretam que a sua atitude pode vistar a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), em 2020, quando haverá um cargo disponível após aposentadoria do decano Celso de Mello.

A decisão de aceitar o ministério já está sendo criticada por deputados petistas como conflito de interesses, já que o juiz foi responsável pela condenação do ex-presidente Lula em julho de 2017.

A defesa pediu hoje a anulação do processo em que ele é acusado de receber um terreno da Odebrecht como pagamento de propina.

Leia a nota na íntegra

“Fui convidado pelo Sr. Presidente eleito para ser nomeado Ministro da Justiça e da Segurança Publica na próxima gestão. Apos reunião pessoal na qual foram discutidas politicas para a pasta, aceitei o honrado convite. Fiz com certo pesar pois terei que abandonar 22 anos de magistratura. No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito a Constituição, a lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão. Na pratica, significa consolidar os avanços contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior. A Operação Lava Jato seguira em Curitiba com os valorosos juízes locais. De todo modo, para evitar controvérsias desnecessárias, devo desde logo afastar-me de novas audiências. Na próxima semana, concederei entrevista coletiva com maiores detalhes”.

A nota termina com “Curitiba, 01 de novembro de 2018”, sugerindo que a decisão já estava tomada antes da viagem ao Rio.

Superministério

Na nota, o magistrado responsável pelos casos da Operação Lava Jato em Curitiba afirma que a pasta será ampliada, com a reintegração da Segurança Pública, mas não confirmou se será um superministério.

Especulações apontam que o novo desenho do Ministério da Justiça poderia contar com Secretaria da Transparência e Combate à Corrupção, da CGU (Controladoria-Geral da União) e do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

Natural de Maringá (PR), Sergio Fernando Moro, além de magistrado é escritor e professor universitário. Graduado em Direito pela Universidade Estadual de Maringá, tem mestrado e doutorado pela Universidade Federal do Paraná. É juiz federal desde 1996, com especialização em crimes financeiros.

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Chuva em BH provoca duas mortes e um desaparecimento

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Em coletiva nesta sexta, Alexandre Kalil declarou: “o prefeito é culpado; não sabem como isso dói no coração do prefeito”

Prefeitura da cidade anunciou medidas para reduzir danos de chuvas

A forte chuva que atingiu Belo Horizonte no feriado de proclamação da República, nesta quinta-feira (15), causou duas mortes e um desaparecimento, além do desabamento de parte de uma casa. Todas as ocorrências foram registradas na região de Venda Nova.

As duas vítimas fatais foram encontradas em um carro levado pela enxurrada na Avenida Vilarinho, em Venda Nova. Cristina Pereira Matos, de 40 anos, e a sua filha Sofia Pereira, de 6, não conseguiram sair de um automóvel levado pela enxurrada. A principal hipótese é que tenham morrido afogadas.

Na mesma região, Anna Luísa Fernandes de Paiva Maria, de 16 anos, está desaparecida. Ela foi sugada por uma galeria da rede pluvial na Rua Doutor Álvaro Camargo.  Também em Venda Nova, parte de uma casa desabou no Jardim dos Comerciários. Cinco pessoas de uma família estavam no local, mas não sofreram ferimentos graves.

Em coletiva de imprensa nesta sexta, o prefeito da capital mineira, Alexandre Kalil (PHS) declarou: “o prefeito é culpado por duas mortes e uma pessoa desaparecida. Vocês não sabem como isso dói no coração do prefeito”.

A Prefeitura de Belo Horizonte divulgou nota com medidas para diminuir os alagamentos em Venda Nova, com a priorização de estudos para ampliar a macrodenagem da bacia do córrego Vilarinho, que corta o distrito.

Confira a nota da prefeitura de Belo Horizonte na íntegra:
Neste momento, a Prefeitura está priorizando a contratação de estudos de alternativas para ampliação da macrodrenagem da bacia do córrego Vilarinho. Desde 2017 foram feitos diagnósticos da bacia e estão em fase de orçamento, com previsão de licitação ainda este ano, os estudos para escolha da melhor solução técnica para o problema. A seguir vem a fase de detalhamento da solução escolhida e a viabilização das obras necessárias. Este ano também já foram licitadas na região de Venda Nova obras de tratamento de fundo de vale e controle de cheias no córrego do Nado – sub-bacias dos córregos Lareira e Marimbondo. Ao regular as cheias destes córregos, reduz-se a vazão do Córrego do Nado e melhora-se a vazão do Córrego Vilarinho. Além disso, foram intensificadas as ações de limpeza e desobstrução de bueiros na avenida e limpeza dos córregos e bacias de detenção na região.

Fonte: Portal Veja

 

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Governo prorroga por 180 dias apoio da Força Nacional em ações da PF

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O ministro da Segurança Pública prorrogou o uso da Força Nacional em atividades de prevenção e repressão de delitos nas fronteiras nacionais

Soldado do Exército no Rio de Janeiro

Soldado do Exército no Rio de Janeiro

Brasília – O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, prorrogou por mais 180 dias o prazo para emprego da Força Nacional em apoio à Polícia Federal, nas atividades de prevenção e repressão aos delitos nas fronteiras nacionais, em caráter episódico e planejado.

A autorização para emprego da Força Nacional tinha sido dada no final de maio pelo mesmo prazo, que se encerraria agora no final de novembro. Com a Portaria, publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 16,, esse período fica estendido por mais 6 meses.

De acordo com a portaria, o contingente a ser disponibilizado obedecerá ao planejamento definido pelo Ministério da Segurança Pública. O prazo do apoio prestado pela Força Nacional poderá ser prorrogado, caso seja solicitado.

Fonte: Portal Exame

 

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Viaduto que cedeu na zona oeste de SP corre risco de desabar

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Segundo secretário, piorou a situação do viaduto que cedeu próximo ao Parque Villa-Lobos na madrugada de quinta-feira, 15

Viaduto cede e interdita trânsito na Marginal Pinheiros, em São Paulo Reprodução/Youtube

Viaduto cede e interdita trânsito na Marginal Pinheiros, em São Paulo. 15 de novembro de 2018 

O secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Vitor Aly, informou na manhã desta sexta-feira, 16, que piorou a situação de estabilidade do viaduto que cedeu próximo ao Parque Villa-Lobos e à Ponte do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, na madrugada de quinta-feira, 15.

De acordo com Aly, subiu o índice de criticidade da estrutura e há possibilidade de ruína. “Nós pedimos à Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para diminuir a velocidade dos trens perto do viaduto que cedeu, porque está vibrando e fazendo com que as estruturas se movimentem”, disse ele.

Segundo o secretário, o processo de escoramento será acelerado para estabilizar a estrutura – e, após isso, dar seguimento aos trabalhos de segurança e recuperação do elevado.

Fonte: Portal Exame

 

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