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Reunião do governo espanhol pode decidir futuro da Catalunha

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O premiê Mariano Rajoy interpretou o discurso de Carles Puigdemont como uma declaração oficial de independência

O governo da Espanha vai realizar na manhã desta quarta-feira (11) uma reunião de emergência para decidir os “próximos passos” a serem tomados após a declaração do presidente regional da Catalunha, Carles Puigdemont, nesta terça. O conselho extraordinário de ministros será presidido pelo premiê Mariano Rajoy.

A convocação da reunião foi anunciada pela vice-primeira-ministra, Soraya Sáenz de Santamaría, poucas horas depois de Puigdemont anunciar a independência da Catalunha no Parlamento, mas logo suspender seus efeitos para uma tentativa de diálogo com Madri. A fala de Puigdemont gerou dúvidas e avaliações diversas sobre o significado do pronunciamento

De acordo com Soraya Sáenz, o governo espanhol não tem ânimo de dialogar com o líder separatista. “Ele não sabe onde está, para onde vai e nem para onde quer ir”, atacou.

O discurso de Puigdemont no Parlamento foi prontamente compreendido como a aguardada declaração de separação da região. Mas logo em seguida, Puigdemont fez um adendo. “Peço ao Parlamento que suspenda a declaração de independência para iniciar um diálogo nas próximas semanas”.

Ainda assim, segundo o jornal El Pais, fontes do governo central consideraram a fala do presidente catalão como uma declaração oficial de independência e informaram que Mariano Rajoy deve tomar medidas imediatas para impedir a separação. As próximas ações já devem ser anunciadas após a reunião desta quarta.

Especialistas e legisladores espanhóis especulam que o governo espanhol poderia ativar o Artigo 155 da Constituição, que outorga a intervenção pontual em alguns aspectos da autonomia regional. Ou seja, a administração central poderia legalmente intervir na Catalunha e adotar medidas para impedir a declaração de independência ou até acabar com os últimos recursos do movimento separatista.

Rajoy também poderia convocar eleições regionais, para renovar a liderança catalã e tentar deter todos os esforços independentistas. Entretanto, nenhuma dessas possibilidades foi anunciada oficialmente pela administração espanhola.

Madri considera ilegal e inconstitucional todas as ações tomadas pelo governo regional da Catalunha para se separar da Espanha. A lei de transição aprovada pelo Parlamento local foi suspensa pelo Tribunal Constitucional espanhol e o referendo de 1º de outubro considerado totalmente inválido. Ainda assim, as autoridades catalãs desejam usar seu resultado para declarar a independência.

Reações

O discurso de Puigdemont obteve reações diversas do governo da Espanha. Membros do partido pró-independência CUP expressaram descontentamentocom a decisão da administração regional de suspender os efeitos da declaração de independência por algumas semanas.

Anna Gabriel, porta-voz da agremiação, disse que hoje “uma oportunidade foi perdida”. A representante assinou um documento de declaração de independência da Catalunha, mas, como o partido frisou em postagem no Twitter, “sem qualquer suspensão, tal como pedimos”. O atestado, contudo, não tem validade jurídica.

Já a líder da oposição no Parlamento da Catalunha, Ines Arrimadas, do partido Ciudadanos, criticou duramente o discurso do presidente de Puigdemont, e afirmou que o processo de independência catalão é um “golpe de Estado” que “nunca contou com uma maioria para declarar a independência”.

A Casa Branca indicou que tem a mesma posição sobre a Catalunha expressada há duas semanas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disse que a Espanha é “um grande país” que “deveria permanecer unido”, e evitou se pronunciar sobre se deve haver diálogo entre as partes ou mediação internacional.

Sarah Huckabee Sanders, porta-voz da Casa Branca, afirmou que os americanos estão dispostos a manter “conversas” com o governo de Rajoy, mas não esclareceu em que consistiriam esses contatos e tampouco contemplou a possibilidade de uma mediação internacional ou um maior diálogo entre as partes.

Já o secretário de Relações Exteriores do México, Luis Videgaray, afirmou que seu país não reconhecerá a Catalunha como um Estado independente se a região declarar sua independência de forma unilateral. Videgaray disse que seu país acompanhou com cuidado os recentes eventos na região espanhola e lamentou os incidentes de violência registrados durante o referendo do último dia 1º de outubro.

(Com agências internacionais)

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Israel bombardeia Hamas após Gaza lançar balões incendiários

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Exército israelense disse que atingiu infraestrutura que pertence à organização islamita no sul da região

Jerusalém.- A aviação israelense bombardeou nesta segunda-feira uma posição do movimento islamita Hamas, que controla a Faixa de Gaza, após o lançamento de globos incendiários do enclave em direção ao território israelense.

“Um avião do exército atingiu uma infraestrutura que pertence à organização terrorista Hamas no sul da Faixa de Gaza, depois que um grupo de terroristas lançou balões incendiários perto do território israelense”, segundo um comunicado militar.

O ministro da Defesa israelense, Avigdor Liberman, advertiu hoje que Israel não permitirá que Gaza continue lançando artefatos incendiários, que nos últimos meses causaram centenas de incêndios em Israel.

“Se alguém pensa que será possível continuar com as pipas e os incêndios diários, está errado”, declarou Liberman.

O exército tinha lançado nas últimas semanas disparos de advertência perto dos grupos que preparam pipas e balões com artefatos e objetos incendiários, e destruiu com um bombardeio o carro de um palestino considerado líder deste movimento.

“Nos últimos dias, o exército advertiu em inúmeras ocasiões contra esses lançamentos. São atos terroristas que põem em perigo os residentes do sul de Israel”, apontou.

Hoje um palestino de 13 anos morreu por conta dos ferimentos causados por fogo israelense no protesto de 8 de junho em Gaza, e outro palestino morreu em uma explosão no muro de separação com Israel quando um grupo se aproximou da fronteira.

Segundo o exército, este grupo de cinco palestinos, aos quais qualificou de “terroristas”, tentou sabotar uma estrutura de segurança no muro na região norte de Gaza.

Além disso, nesta madrugada Israel disparou contra nove posições do Hamas no norte como resposta ao primeiro ataque com projéteis lançado desde a Faixa em mais de duas semanas, que rompe o cessar-fogo implícito alcançado em 29 de maio, quando as milícias lançaram quase mais de 20 de bombas contra Israel.

Desde o início dos protestos da denominada Grande Marcha do Retorno, em 30 de março, 130 palestinos morreram por fogo de soldados israelenses nas mobilizações e incidentes violentos na fronteira e foram lançados centenas de artefatos incendiários, que causaram graves danos em território israelense.

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Jeff Sessions vincula fim das separações de famílias à construção do muro

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O procurador-geral dos EUA defendeu a construção do muro na fronteira com o México para evitar a separação de famílias que entram no país de forma ilegal

Washington – O procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, vinculou nesta segunda-feira o fim da política de separações de crianças dos seus pais após entrar como imigrantes ilegais pela fronteira sul à construção do muro defendido pelo presidente americano, Donald Trump.

“Não queremos separar os pais dos seus filhos. Se construirmos o muro, se aprovarmos uma legislação para acabar com a ilegalidade, não enfrentaremos estas opções terríveis”, afirmou o procurador-geral sobre a chamada política de “tolerância zero” do seu departamento na fronteira com o México.

Sessions considerou que, com esses requisitos, os EUA garantiriam “um sistema onde quem tenta solicitar asilo possa fazê-lo e quem quer vir ao país o solicite de forma legal”, explicou durante um discurso em Nova Orleans (Luisiana).

O titular da pasta de Justiça, que há poucos dias citou a Bíblia para justificar estas separações, explicou que os EUA debatem entre ser “um país de lei ou ser um país que não quer fronteiras”.

“É uma das razões pelas quais os americanos elegeram o presidente Trump, para acabar com a ilegalidade na nossa fronteira sul”, argumentou Sessions, que insinuou que os migrantes que chegam ao país utilizam as crianças como mecanismo para não serem processados criminalmente.

As declarações do procurador-geral chegam em um contexto no qual os EUA iniciaram nos últimos meses uma política de “tolerância zero” que faz com que quem cruza a fronteira de forma ilegal seja processado pela via criminal, e quem o faz com menores acaba sendo separado destes.

Na semana passada, as autoridades informaram à Agência Efe que separaram das suas famílias cerca de 2 mil menores imigrantes na fronteira com o México em um prazo de seis semanas, no marco destas políticas contra a imigração ilegal impulsionada por Trump.

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Trump eleva o tom e reafirma polêmicas medidas contra migrantes

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O presidente americano defendeu a polêmica política que separa famílias de migrantes que tentam entrar nos Estados Unidos de forma ilegal

Washington – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou nesta segunda-feira as controvertidas medidas contra famílias de migrantes na fronteira, apesar do crescente escândalo causado pelos milhares de casos de separação familiar.

“Os Estados Unidos não serão um campo de imigrantes, e não serão um complexo para manter refugiados”, enfatizou, voltando a responsabilizar os congressistas democratas por uma legislação que considera “horrível”.

Ele chegou a mencionar a crise política migratória na Europa para justificar suas criticadas medidas internas de tolerância zero.

Segundo ele, entre os migrantes que tentam entrar no país, há pessoas “que podem ser assassinos, ladrões e muitas coisas mais. Queremos um país seguro e isso começa na fronteira. E assim será”.

Em apenas seis semanas, entre abril e final de maio, quase 2.000 crianças e menores de idade foram separados de suas famílias ao entrar clandestinamente no país, em uma medida que desatou uma onda de indignação generalizada no país.

A controvérsia é tamanha que Trump se referiu ao tema durante uma cerimônia na Casa Branca dedicada ao programa espacial americano.

Em seu discurso, Trump disse que “se olharmos o que acontece na Espanha, o que acontece em outros lugares… não podemos permitir que isso aconteça nos Estados Unidos. Não sob meu comando”.

Pouco antes, em uma série de postagens no Twitter, Trump destacou o “grande erro cometido em toda a Europa ao permitir a entrada de milhões de pessoas que mudaram sua cultura de forma tão forte e violenta”.

Sem desculpas

A secretária de Segurança Interna, Kirstjen Nielsen, afirmou nesta segunda-feira que osEstados Unidos não pedirão desculpas ou cederão por estar fazendo o trabalho que o povo americano espera do governo.

“Não se confundam: nossa fronteira (sul) está em crise. Está sendo explorada por criminosos e milhares de pessoas que não têm respeito por nossas leis”, afirmou.

De acordo com a funcionária, o governo não tem outra opção a não ser separar as crianças das famílias imigrantes.

“Não podemos deter os menores com seus pais. Devemos liberar os pais e as crianças ou devemos separá-los para poder processar os adultos”, justificou.

Por sua parte, o secretário da Justiça, Jeff Sessions, também assegurou que o governo não deseja continuar com a criticada separação das crianças, mas também concorda na falta de opção.

“Não queremos separar as crianças de seus pais (…) E não queremos trazer crianças para este país de forma clandestina, colocando-as em risco”, acrescentou.

No entanto, Sessions reforçou que “esta é uma das razões pelas quais os americanos elegeram Trump”. “Para por fim da ilegalidade na fronteira sul”, destacou.

No entanto, Trump voltou a insistir que a responsabilidade por esta situação é dos legisladores do Partido Democrata, que se negama negociar uma lei migratória.

“Se os democratas decidirem negociar invés de criar obstáculos, poderíamos fazer algo muito rapidamente, algo de bom para as crianças, para o país e para o mundo. Isso poderá acontecer rapidamente”, afirmou.

A insistência de Trump na polêmica lei que separa as famílias se apoia em uma legislação aprovada durante o governo de Barack Obama e já foi questionada por políticos democratas e republicanos.

Crítica rara

A medida de separação de crianças de suas famílias já provocou iradas reações não apenas em solo americano como também no âmbito das Nações Unidas.

Em uma rara crítica ao governo dos Estados Unidos, o chefe da ONU, Antonio Guterres, afirmou que as crianças imigrantes não devem ser separadas de suas famílias na fronteira entre os Estados Unidos e o México.

“As crianças não podem ser traumatizadas sendo separadas de seus pais”, afirmou.

“É preciso preservar a unidade familiar”, afirmou o porta-voz de Guterres, Stephane Dujarric.

“Como regra geral, o secretário-geral acredita que os refugiados e migrantes devem ser tratados com respeito e dignidade”, acrescentou.

O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeiz Ra’ad Al Hussein, destacou que a media é inadmissível e cruel.

“Pensar que um Estado busca dissuadir os pais, infligindo tal abuso às crianças, é inadmissível”, afirmou Al Hussein na abertura de uma sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra.

Em uma nota, a líder do bloco democrata na Câmara Representantes, Nancy Pelosi, foi dura em relação à medida adotada pelo governo Trump.

“Esta política bárbara viola nossas leis de asilo e os direitos constitucionais dos pais”, assegurou.

O coro de indignados também teve a voz de Laura Bush, esposa do ex-presidente George W. Bush, para quem “esta política de tolerância zero é cruel”. “É imoral e faz doer meu coração”, acrescentou.

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