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Primeira-ministra Theresa May: meu acordo, nenhum acordo ou nenhum Brexit

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Na quarta-feira 05, Theresa May sofreu uma derrota simbólica no Parlamento Escocês, com 92 votos contra seu acordo e apenas 29 à favor

Primeira Ministra Britânica Theresa May descartou possibilidade de reformar sua proposta para o Brexit – 24/07/2018

Nesta quinta, 6, a primeira-ministra britânica Theresa May declarou que os parlamentares ingleses encaram três opções diante de sua decisão sobre o Brexit: aprovarem os termos propostos por ela, encararem uma saída da União Europeia sem acordo ou até a possibilidade de uma reversão do plebiscito de 2016.

“Há três opções: uma é deixar a União Europeia com um acordo… as outras duas são sair sem um acordo ou não ter nenhum Brexit”, disse à rádio BBC.

Segundo May, alguns membros do Parlamento estão tentando frustrar a saída, mas ela acredita que um novo referendo sobre o assunto não é o caminho a ser tomado: “Está claro que há aqueles na Casa dos Comuns que querem frustrar o Brexit e anular o voto do povo britânico, e isso não é certo”.

A primeira-ministra se esquivou das perguntas sobre um possível adiamento da votação no dia 11 de dezembro, mas deu pistas sobre possíveis concessões a respeito da polêmica fronteira da Irlanda do Norte.

O chamado “backstop”, tem o objetivo de manter a fronteira aberta entre o território do Reino Unido e Irlanda, e é uma das maiores questões rondando o acordo. A União Europeia cobrou que os britânicos incluíssem garantias de uma convivência estável entre os territórios e, para isso, o Reino Unido incluiu uma cláusula em que permaneceria na área de livre comércio da UE pelo menos até 2020, ainda respondendo às regras do grupo, o que muitos parlamentares consideram ir contra os objetivos do Brexit.

Rejeição na Escócia

Na quarta-feira 5, o acordo de May foi enfaticamente negado no Parlamento Escocês, em uma possível prévia dos resultados em Westminster na próxima semana.

Partido Trabalhista, Liberal Democrata, Partido Nacional Escocês e Partido Verde da Inglaterra demandam que “uma alternativa melhor seja levada para frente”. Apenas o Partido Conservador Escocês apoiou a proposta da primeira-ministra. A oposição os acusou de “estarem prontos para se jogar cegamente no abismo do Brexit”.

Em votação de valor simbólico, 92 membros do parlamento escocês rejeitaram o acordo, contra apenas 29 à favor. O representante do Partido Verde, Ross Greer afirmou que “o acordo é tão desagradável que os dois secretários responsáveis pelo Brexit renunciaram ao cargo para votar contra ele”, fazendo referência a David Davis e Dominic Raab.

Grande recessão

Semana passada, durante o G20, o presidente da União Europeia, Donald Tusk, antecipou as falas de Theresa May, alertando para as consequências de um possível fracasso do Brexit. Ele deixou claro que o acordo é “o único possível”, em meio às especulações de que May poderia tentar renegociar o pacote.

O Banco da Inglaterra e o Departamento do Tesouro britânico liberaram relatórios em que projetam um cenário de grande recessão se a rejeição do acordo se concretizar, com impacto devastador na renda per capita do país. Fonte: Portal Exame

 

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Não há provas de que Trump tenha obstruído justiça, diz procurador-geral

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Trump e sua equipe são investigados pelo procurador especial Robert Mueller por uma suposta atuação com a Rússia durante a campanha presidencial de 2016

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, (Tom Brenner/Getty Images)

Washington — O secretário de Justiça e procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, disse nesta quinta-feira que a investigação do procurador especial Robert Mueller não encontrou qualquer evidência de que o presidente dos EUA, Donald Trump, tenha obstruído o inquérito que apura se ele ou membros de sua campanha atuaram juntos com a Rússia durante a campanha presidencial de 2016.

“O vice-procurador-geral e eu concluímos que as provas levantadas pelo procurador especial não são suficientes para determinar que o presidente cometeu crime de obstrução de Justiça”, disse Barr em entrevista coletiva.

 

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Hostilidade contra jornalistas torna a profissão a mais perigosa no mundo

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Nos 180 países pesquisados, apenas 24% dos jornalistas se consideram em situação boa ou relativamente boa

A hostilidade contra jornalistas aumentou no último ano na América Latina (Francois LOCHON/Getty Images)

O número de países seguros para os jornalistas continua caindo no mundo, devido a uma hostilidade contra o exercício da profissão, segundo o relatório anual da ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF), que aponta que a maior deterioração ocorreu nas Américas do Norte e do Sul, com o prenúncio de um período sombrio no Brasil.

O País perdeu três posições (105 entre 180 países) no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa, e se aproxima da zona vermelha, com quatro jornalistas assassinados. A eleição de Jair Bolsonaro, após uma campanha marcada pelo “discurso de ódio, a desinformação, a violência contra os jornalistas e o desprezo aos direitos humanos, prenuncia um período sombrio para a democracia e a liberdade de imprensa”.

“A hostilidade contra os jornalistas e inclusive o ódio do qual fazem eco dirigentes políticos em muitos países, acabou provocando agressões mais graves e frequentes” contra estes profissionais, o que suscita um “clima de medo inédito em alguns lugares”, condenou nesta quinta-feira (18) a ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF).

A RSF lembra o papel primordial que o WhatsApp teve na campanha eleitoral brasileira. Pelo aplicativo circularam, por exemplo, informações falsas destinadas, sobretudo, a desacreditar o trabalho de jornalistas críticos ao candidato Bolsonaro.

No ranking dos 180 países avaliados, apenas 24% (26% em 2018) estão em situação boa ou relativamente boa.

A Noruega se mantém pelo terceiro ano consecutivo na primeira posição, seguida de Finlândia e Suécia.

Fecham a lista o Turcomenistão, antecedido da Coreia do Norte. Também na lanterna, a China perdeu uma posição (177), assim como a Rússia (149), onde o Kremlin “acentuou a pressão” sobre os meios independentes e a Internet, “com detenções, revistas arbitrárias e leis liberticidas”.

Ameaças de morte nos EUA

Os Estados Unidos (48) perderam três posições e entram na zona “problemática”. Além das declarações do presidente Donald Trump contra a mídia, “os jornalistas americanos nunca tinham sido alvo de tantas ameaças de morte”, nem recorrido de forma tal à segurança privada para sua proteção pessoal, segundo a RSF.

A ONG, sediada em Paris, destaca ainda que a perseguição de jornalistas que incomodam as autoridades “parece agora não ter limites”. Cita o assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi no consulado de seu país na Turquia, que “enviou uma mensagem assustadora aos jornalistas para além das fronteiras da Arábia Saudita “.

A Espanha subiu duas posições no ranking (29) e a França, uma (32).

O informe aponta que América do Norte e do Sul registraram a maior deterioração regional.

Desconfiança na América Latina

A melhora sutil registrada em 2018 na América Latina “foi breve”, visto que o ambiente em que trabalham os jornalistas é “cada vez mais hostil”. As eleições em países como México (144), Brasil (105), Venezuela (148) e Colômbia (129) provocou um “recrudescimento dos ataques contra jornalistas, praticados sobretudo pela classe política,funcionários públicos e cibermilitantes”.

Estes incidentes “contribuíram para reforçar um clima de desconfiança generalizada – às vezes de ódio – contra a profissão”.

A Nicarágua registrou uma das quedas mais significativas do mundo (114, perdendo 24 posições), segundo a RSF, que denuncia que os jornalistas que cobrem as manifestações contra o governo do presidente Daniel Ortega, considerados opositores, são frequentemente agredidos. “Muitos se exilaram para evitar ser acusados de terrorismo”, indica o informe.

Embora a chegada ao poder do presidente Andrés Manuel López Obrador “tenha acalmado um pouco” as relações entre o poder e a imprensa, o México continua sendo o país mais perigoso do continente para os jornalistas, com dez assassinatos em 2018.

A Venezuela perdeu cinco posições, aproximando-se da zona negra do ranking. O viés autoritário do governo de Nicolás Maduro provocou um aumento da repressão contra a imprensa independente, enquanto a RSF registrou um número recorde de prisões arbitrárias e atos de violência praticados por forças de ordem e serviços de Inteligência. Muitos jornalistas tiveram que se exilar, enquanto jornalistas estrangeiros foram detidos e, inclusive, expulsos.

Maus exemplos

Cuba se manteve como o pior colocado na região (169), apesar de subir três posições, caminho pelo qual segue a Bolívia (113, perda de três posições). Para a ONG, o presidente boliviano, Evo Morales, segue o “modelo cubano”, controlando a informação e censurando “as vozes demasiadamente críticas “.

“Alvo frequente” de ataques armados à imprensa, vítima ainda de pressões e de tentativas de intimidação de parte da classe política, El Salvador perdeu 15 posições e ficou em 81º lugar.

 

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Cúpula entre Putin e Kim Jong-un acontecerá este mês, diz governo russo

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A Rússia informou que o líder norte-coreano, Kim Jong-un, visitará a Rússia na segunda metade de abril

A data e o local da reunião ainda não foram divulgados (KCNA/Maxim Shipenkov/Reuters)

Moscou — O Kremlin confirmou nesta quinta-feira a realização de uma reunião entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, na segunda metade de abril.

“O presidente da Comissão de Assuntos Estatais da República Popular Democrática da Coreia, Kim Jong-un, visitará a Rússia na segunda quinzena de abril a convite de Vladimir Putin”, indicou o Kremlin em comunicado.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, já tinha afirmado nesta semana que a primeira reunião entre ambos os líderes estava sendo “preparada”, sem oferecer detalhes sobre a data e o local do possível encontro.

 

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