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PF já conduziu 455 pessoas para prestar depoimento sobre crimes eleitorais

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Segundo informou o ministro da Justiça, a PF abriu 469 inquéritos para investigar crimes eleitorais no primeiro turno da campanha deste ano

A Polícia Federal (PF) abriu 469 inquéritos para investigar crimes eleitorais no primeiro turno da campanha deste ano. A informação é do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann. Além disso, 455 pessoas foram conduzidas para depoimentos e outros 266 apreendidos.

De acordo com o ministro, os principais crimes registrados foram propaganda eleitoral irregular, promoção de informações falsas e compra de votos. “Aqueles que têm interesse de produzir notícias falsas fiquem sabendo que não existe anonimato na internet e a Polícia Federal tem tecnologia e recursos humanos para chegar neles aqui ou em qualquer lugar do mundo”, alertou.

Jungmann participou nesse domingo (21) da entrevista à imprensa, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), convocada pela presidente do tribunal, ministra Rosa Weber.

Na ocasião, perguntada se a Justiça Eleitoral falhou no combate às notícias falsas (fake news) durante a campanha, a ministra respondeu que não viu falhas na ação do tribunal, mas reconheceu que não esperava que a onda de desinformação se voltasse contra a própria instituição e que ainda não há uma solução para impedir o problema.

“Nós entendemos que não houve falha alguma da Justiça Eleitoral no que tange a isso que se chama fake news. A desinformação é um fenômeno mundial que se faz presente nas mais diferentes sociedades. Gostaríamos de ter uma solução pronta e eficaz, de fato, não temos”, disse a ministra.

Rosa Weber não quis comentar sobre a ação ingressada pelo PT para investigar a denúncia de que empresas teriam atuado na disseminação em massa nas redes sociais de notícias falsas contra o candidato Fernando Haddad (PT) em favor do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL).

De acordo com Jungmann, o caso está sendo investigado e não é possível dar detalhes sobre o processo, pois o inquérito corre sob sigilo.

O ministro informou que o centro integrado de controle para as eleições retomará os trabalhos nesta segunda-feira (22), a partir das 15 horas, e que os representantes dos dois candidatos à Presidência foram convidados a acompanhar a atuação do centro, que funcionará 24 horas por dia até o fim do segundo turno, no próximo dia 28 de outubro.

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BRASIL Promotores interrogam João de Deus e preparam terceira denúncia

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João de Deus já é réu em duas ações por violência sexual mediante fraude e estupro de vulnerável

João de Deus: o MP-GO já recebeu mais de 600 contatos sobre o médium (Cesar Itiberê/Fotos Públicas)

Os promotores Gabriella Queiroz e Paulo Penna Prado, do Ministério Público de Goiás, foram até o Complexo Penitenciário Aparecida de Goiânia na manhã desta terça-feira, 22, para interrogar João de Deus. O depoimento deve servir para embasar uma nova denúncia contra o médium.

A promotoria não quis detalhar por quais crimes João de Deus será acusado agora. Atualmente, ele já é réu em duas ações por violência sexual mediante fraude e estupro de vulnerável.

Preso desde 16 de dezembro, o médium também foi indiciado no dia 10 de janeiro pela Polícia Civil por posse ilegal de armas. Na ocasião, ele também foi indiciado por violação sexual mediante fraude por um crime que teria sido cometido há três anos contra uma vítima de São Paulo.

A força-tarefa do Ministério Público goiano já recebeu mais de 600 contatos sobre o médium, dos quais foram identificadas cerca de 300 vítimas. Fonte: Portal Exame

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Mais de 10 mil pessoas são afetadas pelas tempestades no RS

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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, se reuniu ontem prefeitos da região para buscar apoio financeiro do governo federal

Chuvas: 5 mil pessoas estão desalojadas, 1,5 mil desabrigadas e 3,5 mil com danos em suas casas (Defesa Civil/Divulgação)

Pelo menos 25 dos 497 municípios do Rio Grande do Sul sofrem as consequências das tempestades que atingem o estado. De acordo com a Defesa Civil, são mais de 10 mil pessoas afetadas, das quais 5 mil desalojadas, 1,5 mil desabrigadas e 3,5 mil com danos em suas casas. Foram registradas quatro mortes em Alegrete, Santana da Boa Vista e Quaraí.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) cessou o alerta hidrológico para o Rio Grande do Sul, informando que há tendência de normalização do nível dos rios. Porém, a Defesa Civil do Estado mantém o monitoramento.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), reuniu ontem prefeitos da região para buscar apoio financeiro do governo federal. O objetivo é encaminhar para Brasília as demandas dos municípios.

“O Estado tem feito tudo o que pode, mas o volume de recursos para reconstrução das cidades deve vir do governo federal. Por isso, quanto mais nós conseguirmos nos articular e concentrar os esforços mais força teremos em Brasília”, afirmou o governador.

O coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Julio Cesar Rocha Lopes, disse que para evitar mais prejuízos serão reivindicados recursos na União, além de ajuda do Exército, principalmente com combustível.

As demandas serão levadas de forma articulada pelos prefeitos, juntamente com representantes do governo do estado para Brasília, para a Defesa Civil Nacional e para o Ministério da Integração.

*Com informações do governo do Rio Grande do Sul. Fonte: Portal Exame

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Minha Casa Minha Vida levou a população para periferia, mostra FGV

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Criado em 2009, o programa está completando uma década de existência, consolidado como o maior programa habitacional do país na atualidade

Minha Casa Minha Vida: programa tem empreendimentos em 92% dos municípios brasileiros (Lia Lubambo/EXAME)

São Paulo – O programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) contribuiu para a expansão das metrópoles, mas levando unidades habitacionais para locais distantes dos centros urbanos e carentes de serviços públicos. Essa é a principal conclusão do estudo divulgado nesta terça-feira, 22, “Morar Longe: o Programa Minha Casa Minha Vida e a expansão das Regiões Metropolitanas”, do Instituto Escolhas, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O foco do estudo foram os empreendimentos voltados para a faixa 1 do MCMV, destinados a famílias com renda mensal de até R$ 1.600, a população mais pobre atendida pelo programa habitacional. Nessa faixa, o subsídio chega a 95% do valor da moradia.

A partir de uma análise estatística por imagens de satélite, o estudo constatou que municípios com empreendimentos da faixa 1 do MCMV desenvolveram novos núcleos de moradias muito longes dos centros urbanos.

O levantamento indica também que, ao concentrar a população de baixa renda em locais distantes, o programa federal repetiu o padrão dos programas de habitação popular anteriores, em vez de inovar e induzir a construção de unidades habitacionais nos espaços não utilizados das áreas mais centrais e já urbanizadas das grandes cidades brasileiras.

“A escassez de terrenos baratos em bairros com melhor provisão de serviços públicos e de infraestrutura leva o programa a buscar localidades periféricas para implantar as unidades, o que acaba por estimular a expansão nas bordas das cidades”, disse Sergio Leitão, um dos coordenadores do estudo.

A pesquisa apontou ainda que um dos principais problemas causados por essa expansão é o impacto na mobilidade urbana, pois incentiva que a população tenha um elevado tempo de deslocamento dentro da cidade, gerando congestionamento de tráfego e poluição do ar. “Além disso, a distância entre a moradia e os empregos induz a desigualdade de oportunidades e o crescimento na periferia urbana incentiva a deterioração das áreas centrais”, afirma Leitão.

No estudo, foram analisadas as regiões metropolitanas de Belém, Belo Horizonte, Campinas, Cuiabá, Curitiba, Distrito Federal, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Palmas, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Santos, São Luís, São Paulo, Teresina e Vitória.

Para se aprimorar a política habitacional no País, seria preciso articular iniciativas conjuntas no setor de uso e ocupação do solo – que está à cargo das prefeituras – e no setor de crédito imobiliário – sob tutela do governo federal – para se garantir a ampliação de empreendimentos nos centros urbanos e a oferta de juros acessíveis para a habitação de baixa renda comprarem suas próprias moradias.

Dez anos

Criado em 2009, o Minha Casa Minha Vida está completando uma década de existência, consolidado como o maior programa habitacional do País na atualidade e com tamanho similar ao de outros projetos do passado.

O MCMV tem empreendimentos em 92% dos municípios brasileiros. Segundo a Caixa Econômica Federal, já foram investidos cerca de R$ 319 bilhões para a construção de 4,4 milhões de unidades habitacionais.

Esse é o mesmo número de unidades construídas entre 1964 e 1986 (22 anos) pelo Programa Nacional de Habitação (BNH). Para a faixa 1 do MCMV, foram investidos R$ 84 bilhões e construídas cerca de 1,8 milhões de unidades. Fonte: Portal Exame

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