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Pai que viu filhos passarem fome perde emprego por falta de documentos

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Hoje, Antônio Carlos Sousa voltou à informalidade e se divide entre ter que sair para trabalhar e deixar a esposa doente sozinha em casa

Antônio Carlos Silva Sousa, 35 anos, terminou 2018 com a esperança de dar uma vida melhor para a mulher e as duas crianças, mas acabou enfrentando novo drama. Após um lava a jato de Samambaia oferecer emprego ao ambulante que viu os filhos de 9 e 5 anos passarem fome, Antônio não conseguiu começar a nova atividade porque, sem a documentação necessária, não pôde tirar a Carteira de Trabalho.

A história dele e da companheira, Joyce Priscila Pereira de Jesus, 28, comoveu o Distrito Federal após o Metrópoles contar que as crianças estavam deixando de frequentar a escola. O motivo? Muitas vezes, elas não almoçavam antes das aulas por não terem o que comer em casa.

Sem alimentos para o café da manhã e o almoço, a mãe preferia não mandar os meninos para as aulas à tarde, com receio de que passassem mal de fome antes da hora da merenda.

Com a repercussão do caso, a família, que chegou a morar por dois meses dentro de um carro próximo ao Lixão da Estrutural por não ter dinheiro para o aluguel, recebeu ajuda de desconhecidos de todo o Distrito Federal.

Após o Conselho Tutelar quase tirar a guarda das crianças, Antônio recebeu uma oferta de emprego. No entanto, o futuro patrão desistiu, pois tinha urgência em reforçar a equipe do lava a jato.

Antônio não conseguiu a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) porque a Certidão de Nascimento, já muito gasta, não foi aceita. O documento é um dos necessários para tirar a CTPS. Além da Certidão de Nascimento – ou de casamento –, são necessários Carteira de Identidade, CPF e comprovante de residência com CEP.

Impossibilitado de entrar no mercado de trabalho, Antônio decidiu, mais uma vez, voltar à informalidade e passou a vender água mineral nas ruas do DF. A situação é a mesma que levou os filhos a passarem fome em 2018.

Queda na renda familiar
No ano passado, o homem trabalhava como ambulante nos arredores da Feira de Ceilândia, onde vendia água, doces e salgadinhos, e perdeu o único meio de sustento durante uma batida da Agência de Fiscalização do DF (Agefis). Ele, então, decidiu perambular pelas ruas do DF à noite para catar latinhas de alumínio e vendê-las para a reciclagem. A renda, que beirava os R$ 1 mil mensais, caiu para cerca de R$ 200.

No entanto, Antônio não consegue trabalhar todos os dias devido à saúde da mulher. Após o lava a jato de Samambaia desistir da contratação dele, Joyce começou a apresentar sintomas de uma doença gástrica. O quadro é agravado porque ela já sofre com a baixa visão por conta de problemas nas córneas, com indicação de transplante.

“Não consigo sair todo dia porque fico com medo de deixar minha mulher em casa sozinha. Tenho medo de ela passar mal com os meninos”, conta, acrescentando que, hoje, o sonho do casal é abrir uma barraquinha e vender comida no centro de Ceilândia.

Na época em que as faltas das crianças na escola eram constantes, o Bolsa Família, de R$ 96 mensais, foi cancelado, e até hoje o casal não conseguiu voltar a receber o benefício.

Vida difícil desde a infância
Natural de Tuntum, no Maranhão, Antônio veio para Brasília em busca de vida melhor. Ele e Joyce se conheceram há 11 anos. A pobreza sempre esteve presente na vida dos dois, que chegaram a passar fome quando eram crianças e, desde cedo, começaram a pegar no batente.

Antônio abandonou os estudos para trabalhar na roça quando estava na 4ª série do ensino fundamental. Joyce concluiu a 8ª série, mas não conseguiu cursar o ensino médio. Hoje, pelas limitações na saúde, ela fica em casa para cuidar das crianças.

Corrente do bem
A história da família foi noticiada pelo Metrópoles em novembro do ano passado, após a professora Keila Oliveira, da Escola Classe 3 de Ceilândia Norte, onde estudam os filhos do casal, iniciar uma campanha para ajudá-los. Na época, o menino mais velho confessou a ela que não estava mais indo às aulas porque não tinha nada para comer no almoço.

Com a mobilização de Keila, o valor arrecadado foi suficiente para comprar um botijão de gás, comida e pagar um mês de aluguel.

Mas quando o caso veio a público, centenas de pessoas se mobilizaram para doar roupas, alimentos e dinheiro. Com aluguéis atrasados, a casa onde moravam em Ceilândia teve de ser entregue ao dono, que concordou em perdoar os meses que não foram pagos, mas pediu a desocupação do imóvel. O novo endereço de Antônio, Joyce e das crianças é uma casinha de quatro cômodos na M Norte, em Taguatinga.

Hoje, dividido entre sair para fazer algum dinheiro vendendo água mineral e ficar em casa para cuidar da esposa doente e das crianças, Antônio tenta economizar dinheiro para abrir um food truck no centro de Ceilândia. O cardápio será comida caseira: arroz, feijão, legumes, salada e carne. “Eu e ele sabemos fazer de tudo. Não é para me gabar, mas fica muito gostoso”, afirma Joyce.

Caso alguém deseje ajudar a família, o contato de Joyce é: (61) 99425-6282. Contribuições financeiras podem ser feitas por transferência bancária.

Caixa Econômica Federal
Agência: 4166
Número da conta: 78087-8
CPF: 02365492355
Beneficiário: Antônio Carlos Silva Sousa

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DF: de chinelos, homem dirigia van pirata com 40 pessoas

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O condutor foi parado pela Polícia Militar na DF-463, próximo a São Sebastião, e assinou Termo Circunstanciado

A Polícia Militar flagrou um motorista de van pirata dirigindo com chinelo, o que é proibido por lei, e o dobro da capacidade de passageiros. No momento da abordagem, ocorrida por volta das 8h desta sexta-feira (15/2) na DF-463, próximo a São Sebastião, o veículo estava ocupado por 40 pessoas.

Após o flagrante com pelo menos quatro irregularidades — excesso de passageiros, falta do cinto de segurança, de autorização para fazer o transporte e uso de calçado inadequado –, os policiais lavraram um Termo Circunstanciado pelo crime de exercício irregular da profissão.

O motorista foi notificado pelo excesso de passageiros, falta do uso do cinto de segurança e dirigir com chinelos. A última infração está elencada no artigo 252 do Código de Trânsito Brasileiro, que prevê multa de R$ 85,13, mais quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

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DF: córrego transborda, rompe tubulação de água e provoca erosão

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A chuva dessa quinta (14) provocou estragos na ponte entre o Núcleo Bandeirante e a Região Metropolitana

A chuva dessa quinta-feira (14/2) fez com que um córrego transbordasse e arrancasse parte do barranco, arrastasse uma árvore e afetasse a tubulação de água no Núcleo Bandeirante.

A força da água também arrancou uma árvore às margens do córrego. A tubulação de água potável que abastece a região região se rompeu.

Além do Corpo de Bombeiros, estão no local técnicos da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e Defesa Civil.

O problema ocorreu na ponte que liga o Núcleo Bandeirante à região Metropolitana, por volta das 7h desta sexta-feira (15/2). O Corpo de Bombeiros está com três viaturas e 12 militares na região.

De acordo a Caesb, 676 unidades consumidoras estão sem água na região por conta do rompimento de rede. Os reparos, de acordo com a estatal, tiveram início às 9h e deverão durar o dia todo, com previsão de encerramento por volta da meia-noite. Segundo a Defesa Civil, em outubro de 2018, havia 76 áreas de risco no Núcleo Bandeirante.

A Novacap, por sua vez, afirma ter mandado uma equipe ao local na manhã desta quinta. Já a Subsecretaria do Sistema de Defesa Civil, vinculada à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF), destaca que a pista de acesso ao bairro Metropolitana, no Núcleo Bandeirante, ficará interditada, por tempo indeterminado, em função do transbordo do córrego Riacho Fundo.

A estatal destaca ainda que aguarda laudo de sua Assessoria de Meio Ambiente e da Defesa Civil para definir quais reparos serão necessários na área.

Vicente Pires
Em Vicente Pires, como de costume, os moradores também enfrentaram muitos transtornos provocados pela chuva da noite de quinta. Casas e ruas ficaram alagadas.

Vídeos feitos em Vicente Pires durante a chuva de quinta (14):

No dia 6 de fevereiro, após as chuvas fortes afetaram 30 casas nas quadras QR 123, QR 327 e QR 512 de Samambaia, de acordo com balanço realizado pela Subsecretaria de Sistema da Defesa Civil do Distrito Federal.

Na cidade, a Defesa Civil promoveu um mutirão para prestar assistência a 14 famílias. A partir de doações, a pasta foi capaz de repassar 27 colchões, 35 cobertores e 10 cestas básicas para os moradores mais afetados.

Maria José Pereira, 78 anos, foi uma das vítimas das fortes chuvas. Moradora da QR 512, a aposentada sofreu avarias graves no telhado e perdeu, segundo conta, 18 telhas que cobrem sua casa. “O mais importante, graças a Deus, é que ninguém se machucou. Meu filho foi hoje procurar a Administração de Samambaia e disseram que vão dar uma ajuda financeira. Se não conseguir esse dinheiro, não sei o que vou fazer”, contou.

Fonte Metropoles

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Passagens de ônibus para o Entorno ficam mais caras a partir do dia 24

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O aumento será de 5,2% e só não valerá para linhas da Taguatur, regidas por contrato e que serão reajustadas posteriormente

Os passageiros do Entorno que se deslocam diariamente para Brasília podem preparar o bolso. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou reajuste da tarifa dos ônibus semiurbanos interestaduais – que cruzam as unidades da Federação. O percentual a ser aplicado sobre os valores atuais será de 5,2%, a partir de 0h de 24 de fevereiro.

O número é maior do que a previsão do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado de fevereiro, que deve fechar em 3,87%. A correção só não vai valer para algumas linhas da Taguatur regidas por contrato e que serão reajustadas posteriormente.

Confira como ficam as tarifas a partir do dia 24 de fevereiro:

 

ANTT/Divulgação

O aumento também será aplicado para tarifas semiurbanas internacionais em serviços de transporte de passageiros operados por autorização especial.

Reajuste não vale para os seguintes trajetos:

No ano passado, as tarifas de ônibus com rotas entre o Distrito Federal e as cidades do Entorno começaram a valer no dia 18 de fevereiro. O acréscimo variou de 5,4% a 7,1%.Divulgação/ANTT

No ano passado, as tarifas de ônibus com rotas entre o Distrito Federal e as cidades do Entorno começaram a valer no dia 18 de fevereiro. O acréscimo variou de 5,4% a 7,1%.Por causa do aumento, o valor da tarifa de Mansões Marajó (Cristalina) para Brasília, por exemplo, passou de R$ 7,30 para R$ 7,80. Essa linha, inclusive, teve o ajuste mais elevado: R$ 0,50, igual ao de Cocalzinho de Goiás (GO)-Brasilia – que passou de R$ 7,15 para R$ 7,65. Confira para quanto foi o reajuste no ano passado:

Reprodução

Fonte Metrópoles

 

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