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Nova pesquisa, hardware encaminhado para a estação espacial

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Experimentos em observação florestal, crescimento de cristais de proteína e demonstração de transferência de combustível no espaço estão seguindo para a Estação Espacial Internacional após o lançamento na quarta-feira, 5 de dezembro de 2018 da 16ª missão da SpaceX para a NASA sob o contrato de Serviços de Reabastecimento Comercial da agência.

A sonda Dragon da empresa decolou às 1:16 pm EST em um foguete Falcon 9 do Complexo de Lançamento Espacial 40 na Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, na Flórida, carregando mais de 5.600 libras de equipamentos de pesquisa, carga e suprimentos que apoiarão a tripulação, estação manutenção e dezenas das mais de 250 investigações a bordo da estação espacial.

O Comandante da Estação Espacial Alexander Gerst, da Agência Espacial Européia) e a astronauta da NASA, Serena Auñón-Chancellor , usarão o braço robótico da estação espacial para capturar Dragon quando este chegar dois dias depois. A astronauta da NASA, Anne McClain, monitorará a telemetria durante a aproximação da espaçonave.

Crédito de imagem: SpaceX (usado com permissão)

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Com missão Artemis, Nasa se prepara para voltar à Lua em 2024

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Na missão de 2024 a Nasa pretende levar a primeira mulher para pisar no satélite

Em 1969 a missão Apollo 11 levou três astronautas dos Estados Unidos à Lua, mas só dois deles pisaram nela. Enquanto Neil Armstrong e Buzz Aldrin exploravam a superfície do satélite, Michael Collins ficou em órbita no módulo de comando da Apollo 11.

Cinquenta anos depois, Collins, agora com 88 anos de idade, falou sobre a experiência de ter ficado completamente sozinho no espaço.

“Sempre me perguntavam se eu fui a pessoa mais solitária, de toda a história dos solitários, de todo o sistema solar solitário, enquanto eu estive sozinho naquela órbita solitária. Mas a resposta é não. Eu me senti bem. Eu já pilotava aviões sozinho, então não foi novidade, eu estava muito feliz de estar onde eu estava e poder ver essa missão tão complicada se desenvolver.”

Aos 89 anos, Buzz Aldrin, o segundo homem a pisar na superfície da Lua, também participou de um evento em comemoração aos 50 anos da histórica missão Apollo 11.

Ele defendeu uma aliança entre os Estados Unidos e outras nações para mandar o homem de volta à Lua. Assim, o governo norte-americano não pagaria por todo o custo sozinho.

Próxima ida à Lua

A Nasa já tem planos para o futuro. Em março deste ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que a próxima ida à Lua deve acontecer em 2024 e desta vez, a ideia é levar a primeira mulher a pisar no satélite.

Não por acaso, a futura missão já tem nome: Ártemis, em homenagem à irmã gêmea do deus Apollo, de acordo com a mitologia grega.

Pablo de Léon, o diretor do laboratório de voos tripulados ao espaço da universidade da dakota do norte, é o designer responsável por criar para a Nasa uniformes que possam ser usados na Lua e em Marte./

Os trajes têm que ser, ao mesmo tempo, resistentes aos longos períodos no espaço, e flexíveis para permitir que os astronautas se mexam como se estivessem na terra./

“Um uniforme espacial, hoje, para ir para a Lua ou para Marte, será muito diferente daqueles que foram usados na missão Apollo. Naquela época, os trajes foram feitos para durar apenas algumas horas na superfície da Lua, enquanto os de hoje estão sendo pensados para durar muito mais tempo.”

A missão Apollo 11 decolou em 16 de julho de 1969 e pousou na Lua em 20 de julho.

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Ciência

Astronautas da Apolo 11 se reúnem 50 anos após irem à Lua

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Dois dos três tripulantes que participaram da missão Apollo 11 se reuniram nesta terça na plataforma de lançamento para relembrar a decolaram há meio século

Trump quer “uma bandeira em Marte”, disse o chefe da exploração espacial humana da Nasa (AFP/AFP)

Há 50 anos, em 16 de julho de 1969, três astronautas americanos decolaram da Flórida rumo à Lua em uma missão que mudaria a forma como a humanidade concebe seu lugar no Universo.

Dois dos três tripulantes, Buzz Aldrin e Michael Collins, se encontram nesta terça-feira na mesma plataforma de lançamento, em uma cerimônia que marcará o início de uma semana de comemorações da missão Apolo 11.

Seu comandante, o primeiro homem a pisar na lua, Neil Armstrong, morreu em 2012.

Mas Aldrin e Collins, 89 e 88 anos, respectivamente, estarão na plataforma 39A do Kennedy Space Center exatamente às 9h32 (10h32 de Brasília), para lembrar o momento em que decolaram há meio século.

Sua espaçonave levou quatro dias para chegar à Lua antes que o módulo lunar, conhecido como “Eagle”, tocasse a superfície do satélite em 20 de julho de 1969.

Armstrong deixou a cápsula e às 02h56 GMT. Em 21 de julho de 1969, à noite nos Estados Unidos, e de madrugada na Europa, ele pisou na lua.

Collins permaneceu em órbita lunar no módulo de comando Columbia, o único meio de transporte que os astronautas tinham para retornar à Terra.

“Eles sabiam, eu sabia, que se não conseguissem decolar por alguma razão, eu não poderia fazer nada a respeito. A Columbia não tinha nenhum trem de pouso, eu não poderia descer e resgatá-los”, contou aos jornalistas em maio passado.

Aldrin tem sido relativamente mais esquivo com a imprensa, embora tenha participado de alguns eventos como uma festa de gala no último sábado na Califórnia, para a qual a entrada mais barata custava US$ 1.000.

Ativo no Twitter e sempre usando meias com a bandeira americana, Aldrin sofreu problemas de saúde e familiares que culminaram em março passado com uma trégua na disputa judicial com seus filhos sobre suas finanças.

Nesta terça-feira, Aldrin será a estrela do evento por ser o segundo homem a pisar na Lua.

Apenas quatro dos 12 homens que viajaram para a Lua durante as missões Apolo ainda estão vivos.

Futuro incerto

Estas celebrações, no entanto, revelam uma realidade: nem os Estados Unidos nem qualquer outro país foi capaz de retornar à Lua desde 1972, ano da última missão Apolo. Desde então, apenas máquinas pisaram no solo lunar.

Uma volta à Lua enfrenta um Congresso que não tem interesse em alocar enormes fortunas nesse projeto e uma opinião pública que mudou consideravelmente desde a Guerra Fria.

Mas o presidente Donald Trump novamente lançou a ideia de reconquistar a Lua e retomou o projeto de explorar Marte, depois de assumir o cargo em 2017. O efeito imediato dessas decisões criaram uma certa turbulência na agência espacial da NASA.

Na semana passada, o administrador da NASA indicado por Trump, Jim Bridenstine, demitiu o chefe da exploração espacial humana Bill Gerstenmaier, aparentemente por desacordos sobre o ultimato dado pelo presidente para retornar à Lua antes de 2024.

Cinco anos parece um tempo insuficiente para desenvolver essa missão, já que nem o foguete, nem a cápsula para pousar, nem os trajes espaciais estão acabados.

“Nós não temos tempo a perder, se vamos ter uma nova liderança, isso tem que acontecer agora”, disse Bridenstine ao canal CSPAN na semana passada.

Trump também causou problemas ao tuitar mandando a NASA parar de falar sobre a Lua e se concentrar em Marte.

O presidente republicano quer “uma bandeira em Marte”, disse Bridenstine.

Oficialmente, o ano desejado é 2033, mas muitos especialistas acreditam que a data não é realista.

“Estamos trabalhando na criação de um plano para Marte”, disse Bridenstine na segunda-feira.

“Eu não quero dizer que 2033 é impossível, de forma alguma, mas, por enquanto, a prioridade é a Lua”, concluiu.

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Ciência

Cobertura de vacina no mundo estagnou “perigosamente”, alerta ONU

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Segundo a OMS, os números deste ano são desanimadores, como no caso do sarampo, que teve o número de ocorrências quadruplicado

Imunização: quase 20 milhões de crianças não receberam vacinas para evitar doenças que podem levar à morte, diz relatório da OMS e da Unicef (Jeffrey Hamilton/Thinkstock)

Os esforços para aumentar a cobertura de vacina contra doenças letais estão estagnados – anunciou a ONU nesta segunda-feira (15), muito preocupada, em particular frente à epidemia de sarampo.

Em seu relatório anual sobre os índices globais de vacinação, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostram que, em 2018, quase 20 milhões de crianças não receberam vacinas para evitar doenças que podem levar à morte.

“Isso significa que mais de uma criança a cada dez não recebe a totalidade das vacinas, de que necessita”, explicou a diretora do Departamento de Imunização e Vacinas da OMS, Kate O’Brien, na apresentação do relatório anual sobre vacinação.

Pela primeira vez, as estatísticas anuais da ONU levam em conta a vacina contra os papilomavírus humanos (HPV), usado antes do início da vida sexual para proteger contra o câncer de colo de útero.

No último ano, 90 países – desenvolvidos, em sua maioria – integraram o HPV a seus programas nacionais. Segundo a ONU, esta vacina está disponível para uma menina em cada três no mundo.

Apesar dos sinais de progresso em relação ao HPV, os dados referentes ao conjunto de vacinas mostram que há uma “perigosa estagnação das taxas de vacinação no mundo, devido a conflitos, às desigualdades e a uma complacência”, acrescenta a ONU.

A taxa de cobertura mundial para a vacinação de base contra difteria, tétano e coqueluche (DTP) e sarampo se encontra estagnada desde 2010, em 86%.

Esse índice permanece “elevado”, mas “insuficiente”, de acordo com a ONU, preocupada, sobretudo, com a extensão da epidemia de sarampo. No ano passado, 350.000 casos de sarampo foram registrados no mundo, ou seja, mais do que o dobro do que em 2017.

Os primeiros números referentes a 2019 são desanimadores. Os casos de sarampo no mundo quadruplicaram no primeiro trimestre de 2019, na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo a OMS.

“As razões dessas epidemias são muito diversas, mas a primeira causa é que crianças vivem em comunidades onde a vacina antissarampo é insuficiente, e que crianças, individualmente, não são imunizadas”, declarou O’Brien, advertindo contra a “proliferação de falsas informações” sobre esta vacina.

Nos países ocidentais, os movimentos “antivacina” se apoiam em um artigo de 1998, que relaciona vacina contra sarampo e incidência de autismo. A OMS já rebateu essas críticas diversas vezes, e se descobriu que o autor da publicação, o britânico Andrew Wakefield, falseou seus resultados.

 

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