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Na Bolsa, valor dos grupos de petróleo volta a crescer

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O valor de mercado dessas companhias despencou entre 2013 e 2015, antes mesmo de o preço do petróleo cair, à medida em que projetos tidos até então como promissores começaram a fracassar

Fotos Públicas

Atento ao novo panorama do setor de petróleo e gás, o mercado financeiro já mudou o olhar para as companhias do segmento listadas na Bolsa. A Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP), por exemplo, é hoje avaliada em R$ 4,2 bilhões – um aumento de 350% na comparação com setembro de 2016, quando o valor de mercado atingiu seu mais baixo patamar, R$ 933 milhões. A QGEP, porém, já foi muito mais valiosa: poucos meses após estrear na Bolsa, em 2011, seu valor de mercado alcançou R$ 6,6 bilhões.

A Petrorio também melhorou sua performance consideravelmente nos últimos dois anos. A companhia, que começou como HRT e se viu obrigada a mudar de nome no caminho, passou de R$ 52 milhões, em setembro de 2015, para R$ 875 milhões hoje. Como ocorreu com o valor da QGEP, o da Petrorio também ainda está longe do que o mercado lhe dava em 2010, quando a empresa abriu capital valendo R$ 5,7 bilhões. Quando essas empresas lançaram suas ações na Bolsa de Valores, o setor de petróleo atravessava uma enorme euforia com as perspectivas abertas pelo pré-sal.

Para André Hachem, especialista do setor de óleo e gás do Itaú BBA, o mercado está mais comedido agora. Hachem afirma que, anteriormente, houve uma grande euforia em torno do setor como um todo, em parte por causa das boas perspectivas do pré-sal. “O mercado dava o benefício da dúvida. Agora, está cauteloso.”

O valor de mercado dessas companhias despencou entre 2013 e 2015, antes mesmo de o preço do petróleo cair, à medida em que projetos tidos até então como promissores começaram a fracassar. Cinco anos atrás, a atual Petrorio anunciou que não havia encontrado petróleo, apenas gás, em duas de suas áreas de exploração – uma na bacia amazônica e outra na Namíbia.

Hoje, de acordo com uma fonte do mercado financeiro, que preferiu não ser identificada, a Petrorio é vista como uma empresa com grande controle de seus custos fixos e cuja produção deve crescer com o Campo de Polvo, na Bacia de Campos – único ativo de produção de petróleo no qual a companhia detém 100%. No primeiro trimestre deste ano, o campo produziu 6,1 mil barris de petróleo por dia, em média. No mesmo período do ano passado, havia sido 8,2 mil.

Com a conclusão da perfuração de um novo poço no local, porém, a estimativa é que esses números passem para 10 mil. Para efeitos de comparação, a Petrobrás produziu, no mesmo período, 2,7 milhões de barris de óleo e gás por dia.

Lava Jato

Apesar de ter 63% de suas ações nas mãos da Queiroz Galvão, cuja imagem ficou abalada pela Operação Lava Jato, a QGEP tem se saído bem dos escândalos de corrupção – não há acusações contra a empresa e o mercado parece estar levando isso em consideração

Um analista destacou que o excesso de caixa da empresa e a recuperação do preço do petróleo passaram a viabilizar o Campo de Atlanta, localizado em águas profundas da Bacia de Santos e no qual a QGEP tem 30% de participação. A produção no local começou em maio deste ano e a estimativa é que, dali, sejam extraídos 20 mil barris por dia.

No ano passado, a companhia vendeu sua fatia de 10% no bloco Carcará, também na Bacia de Santos, para a norueguesa Statoil, por US$ 379 milhões (R$ 1,462 bilhão, no câmbio de sexta-feira). O negócio, uma redução do plano de investimentos da petroleira no curto prazo, garantiu o aumento de caixa da companhia e um lucro de R$ 357 milhões em 2017, mais que o dobro do registrado no ano anterior. Excluindo a venda, o lucro seria de R$ 232 milhões, ainda 50% superior ao de 2016. Desde que se desfez do bloco, a QGEP registrou um aumento de 170% no preço de suas ações.

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Vendas de celulares caem 3,7% no Brasil no 1º semestre de 2018

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Os brasileiros estão comprando menos celulares este ano que em 2017 e, quando decidem comprar, optam por modelos intermediários de até R$ 1.099

Os brasileiros estão comprando menos celulares este ano que em 2017 e, quando decidem comprar, optam por modelos intermediários de até 1.099 reais. É o que mostra a pesquisa feita pela International Data Corporation (IDC Brasil), divulgada na terça-feira, 18, que aponta a queda de 3,7% na venda dos celulares nos primeiros seis meses em relação ao mesmo período do ano passado.

Nos primeiros seis meses deste ano foram vendidos 24 milhões de aparelhos contra 25 milhões no ano passado. A principal queda aconteceu no segundo trimestre do ano, quando o mercado de celulares caiu 5,5% em relação ao mesmo período em 2017.

O primeiro trimestre também foi pior que o ano passado, 1,8% menos venda.Nos primeiros três meses, dos 12 milhões de celulares vendidos 11,3 milhões eram smartphones. Boa parte deles com valores entre R$ 700 e R$ 1.099.
Em igual período foram vendidos 701 mil celulares de modelos mais simples, chamados de feature phones, o número é menor que os 891 mil registrados no mesmo trimestre de 2017.

O valor médio gasto nos feature phones cresceu 2,7% e agora custa R$ 113.De abril a junho.Já no segundo trimestre, o mercado faturou 5% a mais do que o mesmo período no ano passado. O aumento tem como base o aumento do ticket médio dos smartphones que ficou 11% mais caro que o registrado no ano anterior.Apesar disso, as vendas no período não foram tão boas quanto o esperado.

A IDC lembra que as vendas do Dia das Mães não bateram a meta esperada pelo varejo, que ainda sofreu com a greve dos caminhoneiros e com o efeito Copa do Mundo.Nesse período, os modelos de feature phones também tiveram venda fraca: foram vendidos 635 mil aparelhos, 10,5% menos que o mesmo período do ano anterior.

O ticket médio, no entanto, aumentou 19%, impulsionado pela alta do dólar, e passou a valer R$ 139.Para Renato Meirelles, analista de mercado em celulares e dispositivos do IDC Brasil, as quedas indicam um amadurecimento dos brasileiros. “O cenário mostra que o consumidor está mais exigente, mas também mais consciente”, diz o especialista.

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Economia

Eletrobras adia leilão da Amazonas Distribuidora

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Privatização da subsidiária da Companhia foi adiado para o dia 25 de outubro

O leilão de privatização da Amazonas Distribuidora, subsidiária da Eletrobras, foi adiado para o dia 25 de outubro, informou hoje (20) a empresa em comunicado ao mercado.

O adiamento do certame, marcado para ocorrer no dia 26, já havia sido adiantado ontem (19) pelo presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior.

O atraso na votação do projeto de lei que trata da privatização das distribuidoras da Eletrobras pesou na decisão de adiar o leilão. Por acordo dos senadores, a previsão é o que o texto seja votado logo após o primeiro turno das eleições, marcado para o dia 7 de outubro.

Segundo a Eletrobras, a assinatura do contrato de compra e venda de ações e do acordo de acionistas deverá ocorrer até 14 de janeiro de 2019, uma vez que no dia 31 de dezembro vence o prazo para a empresa permanecer no comando da distribuidora. Caso até lá não haja transferência do controle para a nova empresa, o governo terá que prorrogar novamente o prazo de designação.

“Na hipótese de haver necessidade de se celebrar o referido contrato nesta data limite, a Eletrobras deverá realizar uma assembleia geral de acionistas, até 28 de dezembro de 2018, a fim de prorrogar o prazo estabelecido pela 171ª Assembleia Geral Extraordinária de 31 de dezembro de 2018, como data limite para transferência do referido controle acionário”, disse a Eletrobras.

Das seis distribuidoras da Eletrobras previstas para serem privatizadas, quatro já foram vendidas. A primeira foi a Companhia Energética do Piauí (Cepisa), vendida ao grupo Equatorial Energia, em leilão ocorrido no dia 26 de julho.

No dia 30 de agosto, o governo leiloou as distribuidoras Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron), Boa Vista Energia.

No comunicado desta quinta-feira (20), a Eletrobras informou que o leilão da Companhia Energética de Alagoas (Ceal) ainda se encontra suspenso em virtude de decisão judicial.

A empresa disse que “uma nova data [para o leilão da Ceal] será definida quando não houver impedimento judicial para tanto.”

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Economia

Ipea: cresce proporção de trabalhadores na situação de desalento

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No trimestre encerrado em julho, o país registrou 4,818 milhões de pessoas em situação de desalento

Rio – Vem crescendo a proporção de trabalhadores que, pouco após perder o emprego, passam ao desalento, mesmo sem ficar desempregado por longo período, mostra estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Tipicamente, a permanência no desemprego está associada ao desalento – nessa condição, o trabalhador fica fora da força de trabalho porque não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não havia encontrado trabalho na localidade.

No trimestre encerrado em julho, o País registrou 4,818 milhões de pessoas em situação de desalento, o maior patamar da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo do Ipea parte dos microdados da Pnad Contínua referentes ao segundo trimestre para sustentar que há uma mudança no comportamento dos indivíduos, “constatada pelos dados de transição no mercado de trabalho”.

“Vem crescendo a proporção de pessoas que, entre dois trimestres consecutivos, transitaram da atividade para a inatividade e se declararam desalentadas, mesmo não tendo ficado desempregadas, ou tendo permanecido muito pouco tempo nessa condição”, diz um trecho da Seção VII da Carta de Conjuntura número 40, publicada nesta quinta-feira no site do Ipea.

Conforme os dados analisados pelos pesquisadores Maria Andréia Parente Lameiras, Sandro Sacchet de Carvalho, Carlos Henrique Corseuil e Lauro Ramos, entre o quarto trimestre de 2015 e o primeiro trimestre de 2016, pouco mais de 14% daqueles que transitavam para a inatividade eram provenientes do desemprego e faziam parte do subgrupo de inativos desalentados. No segundo trimestre de 2018, entretanto, essa proporção havia subido para 22,4%.

Entre aqueles que transitaram do emprego para a inatividade, a proporção dos desalentados subiu de 11,2%, no início de 2016, para 16,7%, no segundo trimestre de 2018. “Portanto, o desalento aumentou não só entre os que se encontram desocupados durante muito tempo, mas também entre os que perderam sua ocupação recentemente”, diz outro trecho do estudo.

Ao analisar o perfil do trabalhador desalentado, o estudo constata o que já era esperado: o desalento é proporcionalmente mais alto entre os trabalhadores que possuem maior dificuldade de inserção no mercado, ou seja, os jovens, os não chefes de família e os indivíduos com ensino fundamental incompleto. Também é mais elevado no Nordeste e “ligeiramente” maior entre as mulheres.

Embora esse perfil seja esperado, o estudo alerta que o desalento tem crescido também entre os trabalhadores mais velhos, homens e chefes de família.

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