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Meta de reduzir efeitos de produtos químicos não será alcançada, diz ONU

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O alerta foi feito durante a 4ª Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA)

Poluição: a Índia gera 5,6 milhões de toneladas de resíduos plásticos por ano (Francis Mascarenhas/Reuters)

Os países não conseguirão alcançar o objetivo de reduzir, até 2020, os impactos adversos que o uso de produtos químicos causam ao meio ambiente. O alerta foi feito durante a 4ª Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA), evento que começou hoje (11), em Nairóbi, no Quênia.

Segundo o estudo Perspectivas dos Produtos Químicos a Nível Mundial, preparado pela ONU Meio Ambiente ao longo dos últimos três anos, por meio de um processo que envolveu mais de 400 cientistas e especialistas de todo o mundo, “é urgente a adoção de medidas contra a poluição química”. Sobretudo diante da expectativa de que a produção mundial destas substâncias continue aumentando.

“O objetivo global de minimizar os efeitos adversos e os resíduos de produtos químicos não será alcançado em 2020”, sustenta o estudo, sugerindo que há alternativas para minimizar os prejuízos ao meio ambiente e à saúde humana, mas que é necessário adotar “medidas mais ambiciosas, em todo o mundo, com urgência”.

A meta de reduzir “ao mínimo” os efeitos adversos dos produtos químicos a nível global foi acordada em 2002, durante a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+10, que aconteceu em Johannesburgo, África do Sul. Quatro anos depois, com a definição, por diversos países, do Enfoque Estratégico para a Gestão de Produtos Químicos a Nível Internacional (do inglês, Saicm), definiu-se uma estratégia da ação global para tentar reduzir o impacto da produção e do consumo de substâncias químicas poluentes.

Prioridades

Os especialistas alertam que produtos químicos perigosos e contaminantes seguem sendo liberados em grande quantidades, acumulando-se e ameaçando às integridade das pessoas e da natureza. E apontam que o crescimento de setores industriais que empregam grandes volumes de produtos químicos (como a construção civil, a agricultura e o eletrônico) potencializa os riscos, mas também oferecem “novas oportunidades de promoção ao consumo, à produção e à inovação sustentáveis”.

“Segue sendo prioritário abordar as deficiências em termos de legislação e da capacidade dos países em desenvolvimento e emergentes, para os quais os recursos [disponíveis] não se equiparam às necessidades”, sugere o estudo, no qual os especialistas destacam que este fato representa um obstáculo, mas também “oportunidades de financiamento novo e inovador”.

“Pode-se economizar uma quantidade significativa de recursos com a troca de conhecimentos sobre as ferramentas de gestão de produtos químicos e aceitando a mútua ajuda em questões como a avaliação de riscos químicos e proposição de alternativas”. Também consta da nota técnica a sugestão de que as comunidade internacional procure harmonizar os protocolos de investigação e se compartilhe as informações oficiais sobre os efeitos dos produtos para a saúde humana e o meio ambiente, buscando estimular a colaboração entre cientistas e os responsáveis por tomar decisões.

Assembleia

A expectativa da Organização das Nações Unidas é reunir, na Unea, mais de 4.700 participantes de todo o mundo. São esperados chefes de Estado, com o presidente da França, Emmanuel Macron; ministros de Estado, empresários e representantes da sociedade civil organizada. Comandada pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, a delegação brasileira oficial que participará da assembleia deve chegar a Nairóbi amanhã (12). Salles discursa na quarta-feira (13), durante a abertura do plenário do segmento de alto nível da assembleia.

Com o lema “Pense no planeta, Viva simples”, a assembleia servirá de palco para a discussão de novas políticas públicas, tecnologias e soluções inovadorascapazes de proporcionar uma produção e um consumo mais sustentável. O objetivo é que os participantes assumam compromissos globais de proteção ambiental para os próximos anos, com metas mensuráveis.

Fonte Exame

 

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Inteligência artificial tem sucesso ao detectar câncer de pulmão

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Testes com inteligencia artificial mostraram ótimo desempenho da tecnologia na detenção de cancer de pulmão(Foto Pixabay)

Um novo estudo, conduzido por pesquisadores do Google e diversos centros médicos dos Estados Unidos, mostrou ótimos resultados da Inteligência Artificial (IA) na identificação de câncer de pulmão: só no ano passado, a doença causou a morte de 1,7 milhão de pessoas.

Os pesquisadores criaram uma rede neural com base em IA e a treinaram fornecendo diversas tomografias de pacientes cujos diagnósticos eram já conhecidos. Alguns revelavam  o aparecimento de câncer de pulmão, algumas tomografias apresentavam exames de pacientes saudáveis e outros exames apresentavam nódulos que depois foram identificados como cancerosos.

A rede desenvolvida tem como base um algoritmo que aprende à medida que é utilizado. Ele passa por um processo conhecido como aprendizado profundo (deep learning), algo já utilizado para permitir que computadores compreendam a fala e identifiquem objetos.

“Usamos um conjunto de dados para o treinamento e demos uma aula ao sistema, aplicando provas rápidas para ajudá-lo a aprender o que é o câncer e o que pode ou não pode se tornar câncer no futuro”, explicou Daniel Tse, médico que gerencia o projeto do Google e co-autor do estudo.

Tomografias computadorizadas são recomendadas para pessoas com risco elevado de câncer de pulmão devido a hábitos de tabagismo.  (Foto: Pixabay)

Segundo Tse, foi feito por fim um exame final com uso de dados que o sistema jamais tinha visto e o resultado foi uma nota A: após testes com 6;716 casos, o sistema obteve 94% de precisão.

Em comparação com seis radiologistas, nos casos em que não havia tomografia anterior disponível, o modelo artificial superou os médicos. Já quando havia uma imagem anterior de tomografia, o progresso da máquina e dos doutores foi comparável.

O sistema de inteligência artificial pode abrir espaço para que se alcance resultados superiores aos das tomografias convencionais. O método tradicional pode não identificar tumores, confundir manchas benignas com malignas e expor os pacientes a procedimentos mais delicados como cirurgias e biópsias pulmonares.

Mas a IA, por outro lado, devido a capacidade de processamento de vastos volumes de dados, pode reconhecer padrões sutis que os olhos humanos não enxergam. A rede neural desenvolvida, no entanto, ainda não está pronta para uso clínico e os pesquisadores estão colaborando com instituições do mundo todo para implantar a tecnologia em um futuro próximo.

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Estudo revela como convencer até 70% das pessoas a se vacinarem

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Foto (pixabay)

Um experimento realizado nos Estados Unidos mostrou que é possível, sim, mudar a ideia das pessoas que são contrárias àvacinação. Como? Apresentando casos de indivíduos que contraíram doenças que poderiam ser facilmente prevenidas por vacinas, como o sarampo e a poliomelite.

“Se o seu objetivo é afetar as decisões das pessoas sobre as vacinas, esse processo funciona muito melhor do que tentar combater as fake news. [O método] mostra às pessoas que essas doenças realmente são sérias, com custos financeiros e dolorosos, e as pessoas precisam levá-las a sério”, afirmou Brian Poole, um dos responsáveis pelo estudo, em comunicado.

Em certo ponto do experimento, os “antivacinas” foram apresentados a pessoas que sofreram com as doenças tratáveis. “A dor foi tão ruim que ela acabou em uma clínica de tratamento, onde fizeram injeção de esteróides em sua coluna”, relatou um estudante após entrevistar uma senhora com herpes — efeito persistente da catapora. “Os analgésicos nem sequer tocaram a dor dela, mesmo os mais pesados. Durante meses, ela não conseguiu sair de casa.”

Pesquisadores descobriram que quase 70% dos estudantes que conversaram com alguém que ficou doente deixou de ter uma opinião antivacina ao final do estudo. No geral, 75% dos estudantes hesitantes aumentaram suas atitudes de vacinação, com 50% adotando atitudes pró-vacinas.

De acordo com Poole, o método de prevenção é vítima do próprio sucesso: “São tão eficazes que a maioria das pessoas não tem experiência com doenças evitáveis ​​por vacinas”, disse.

 

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Novo tratamento pretende regenerar o coração após um ataque cardíaco

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Células embrionárias

Uma descoberta pode ajudar a regenerar os tecidos do coração após um ataque cardíaco. Pesquisadores da Escola de Medicina Icahn no Mount Sinai, nos Estados Unidos, demonstraram que as células-tronco derivadas da placenta, conhecidas como células Cdx2, podem regenerar células cardíacas saudáveis ​​após ataques cardíacos em modelos animais. Publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), o resultados pode representar um novo tratamento para a regeneração do coração e de outros órgãos.

“As células Cdx2 historicamente foram pensadas para gerar apenas a placenta no início do desenvolvimento embrionário, mas nunca antes foram mostrados para ter a capacidade de regenerar outros órgãos, razão pela qual isso é tão excitante. Essas descobertas também podem abrir caminho para a terapia regenerativa de outros órgãos além do coração”, afirmou a pesquisadora Hina Chaudhry.

A equipe já havia descoberto que uma população mista de células da placenta dos ratos pode ajudar os corações das fêmeas grávidas a recuperar após uma lesão que poderia levar à insuficiência cardíaca. Nesse estudo, eles mostraram que as células-tronco placentárias migravam para o coração da mãe e diretamente para o local da lesão cardíaca. As células-tronco se programaram como células cardíacas para ajudar no processo de reparo.

Os pesquisadores observaram duas outras propriedades das células Cdx2: elas têm todas as proteínas das células-tronco embrionárias, que são conhecidas por gerar todos os órgãos do corpo, mas também carregam proteínas adicionais. Isso dá a elas a capacidade de “viajar” diretamente para o local da lesão, algo que as células-tronco embrionárias não podem fazer. Elas parecem evitar a resposta imune do hospedeiro, já que o sistema imunológico não rejeitou essas células quando administradas para outro animal.

Agora, o objetivo do estudo é estudar qual será a aplicação da técnica em seres humanos.

 

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