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Mercado financeiro prevê inflação em 4,02% neste ano

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A estimativa segue abaixo da meta de inflação que é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%, neste ano

Supermercado: mercado financeiro prevê inflação de 4,02% neste ano (Alexandre Battibugli/EXAME)

A inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), neste ano deve ficar em 4,02%. Essa é a previsão de instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) todas as semanas sobre os principais indicadores econômicos.

Na semana passada, a projeção para o IPCA estava em 4,01%. A estimativa segue abaixo da meta de inflação que é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%, neste ano.

Para 2020, a projeção para o IPCA segue em 4%. Para 2021 e 2022, a estimativa permanece em 3,75%.

A meta de inflação é 4%, em 2020, e 3,75%, em 2021, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

O BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano, para alcançar a meta da taxa inflacionária.

De acordo com o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2019 em 7% ao ano e subir em 2020 para 8% ao ano, permanecendo nesse patamar em 2021 e 2022.

O Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic para conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação.

A manutenção da taxa básica de juros indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Atividade econômica

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi ajustada de 2,53% para 2,57% neste ano. Para os próximos três anos, a previsão de crescimento é 2,50%.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,80 no final deste ano e de 2020. Fonte: Portal Exame

 

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Governo leiloa áreas portuárias e espera investimento de R$ 199 mi

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Valor mínimo de outorga é de R$ 1, ou seja, investidores que definirão o quanto pagar

Áreas portuárias leiloadas estão na Paraíba e no Espírito Santo (Jonne Roriz/Agencia Estado/Exame/Dedoc)

O governo federal vai leiloar quatro áreas portuárias nesta sexta-feira, 22. Três estão em em Cabedelo (PB) e uma em Vitória (ES). O investimento total previsto nos quatro terminais é de 199 milhões de reais. O leilão, que acontece na sede da Bolsa de Valores, em São Paulo, faz parte dos planos do governo federal de realizar 23 concessões, incluindo portos, aeroportos e ferrovia, dentro dos primeiros 100 dias da gestão do presidente Jair Bolsonaro. Todas as quatro áreas são destinadas à movimentação e armazenagem de combustíveis.

O preço mínimo de outorga é de 1 real. O valor, segundo o Ministério de Infraestrutura, justifica-se pelo interesse de promover investimentos, melhorar prestação dos serviços dos portos e reduzir custos logísticos. Ou seja, o governo federal definiu um valor simbólico pela cessão do direito de explorar as áreas, de modo a deixar os próprios investidores definirem o quanto pagar.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, defende o modelo e acredita que há um acerto em buscar parcerias de investimentos no setor privado. “Estamos atuando para dinamizar o setor portuário. O setor privado quer investir no Brasil, quer investir no setor e terá no ministério um parceiro do empreendedorismo. Nosso foco principal de atuação é a transferência de ativos para a iniciativa privada”, avaliou.

O secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários do Ministério da Infraestrutura, Diogo Piloni, esclarece como será determinado o vencedor do certame. “O critério para julgamento dos arrendamentos portuários será o de maior valor de outorga, ou seja, maior lance pelas áreas, em reais”, explica.

Áreas

De acordo com o ministério, as três áreas de Cabedelo que serão concedidas à iniciativa privada são classificadas como brownfield – regiões já existentes que vão receber melhorias operacionais com contratos mais modernos e eficientes.

O prazo de arrendamento é de 25 anos. A AI-01 tem 18.275 metros quadrados de extensão, e serão exigidas pelo menos 19 mil toneladas de capacidade estática de armazenagem.

A área AE-10 tem 18.344 metros quadrados, e a previsão de investimento é de 36,5 milhões de reais. Para o atendimento da capacidade estática de armazenagem, estão previstos investimentos em tanques de aço-carbono de telhado fixo (sem fundação) e de uma estação de descarga e de carregamento.

A área AE-11 tem 20.465 metros quadrados e apresenta capacidade estática de 12.962 metros quadrados, com previsão de aumento para 31.288. Estão previstos investimentos de tanques de aço-carbono de telhado fixo (sem fundação), de uma estação de descarga e de uma estação de carregamento. A previsão de investimentos é da ordem de 35 milhões de reais.

O terminal VIX30, localizado no Porto de Vitória (ES), é um projeto greenfield, uma área nova, sem estrutura física, com prazo de arrendamento de 25 anos. A previsão de investimento é de 128 milhões de reais. A área a ser arrendada tem aproximadamente 74 mil metros quadrados e serve para movimentação de granéis líquidos (combustíveis).

Fonte Veja

 

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Governo deve anunciar bloqueio de R$ 30 bilhões nas contas públicas

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Contingenciamento de recursos é um expediente usado por governos para garantir o cumprimento da meta fiscal

Bloqueio que será anunciado pela equipe econômica deve ser próximo de R$ 30 bilhões, segundo fontes (Dado Galdieri/Bloomberg)

Brasília – O bloqueio que será anunciado na sexta-feira, 22, pela equipe econômica deve ser próximo de R$ 30 bilhões, segundo fontes da equipe econômica. A previsão inicial, como informou o jornal O Estado de S. Paulo, era a de que fosse superior a R$ 10 bilhões, mas diante da forte contenção de gastos, o número deve ser maior, apurou o Broadcast/Estadão.

O contingenciamento de recursos é um expediente usado por governos para garantir o cumprimento da meta fiscal. Quando se identifica risco de estouro dessa meta, parte dos gastos previstos é congelada. O Orçamento aprovado para este ano prevê a possibilidade de um rombo de até R$ 139 bilhões.

O corte maior no início do ano se deve à recuperação ainda lenta da economia brasileira e o adiamento da venda de estatais, uma promessa da equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Com a recuperação aquém do esperado, a arrecadação com impostos está abaixo do projetado pela equipe econômica. Esse cenário exige compensações do lado das despesas, com o contingenciamento.

Já o plano de privatizações de Guedes ficou num segundo plano para não atrapalhar a reforma da Previdência, embora também tenha sido posto de lado por causa de resistências do próprio presidente Jair Bolsonaro e de grupos de militares que o apoiam. No entanto, o anúncio dos processos de desestatização foi recebido por euforia pelos investidores.

Entre as privatizações em suspenso que poderiam reforçar os cofres públicos está a da Eletrobrás, que injetaria R$ 12 bilhões nos cofres públicos, embora exista uma tentativa de fazer o processo ocorrer em 2019.

O megaleilão de barris excedentes da área da cessão onerosa do pré-sal, que poderia captar outros R$ 100 bilhões este ano, também pode não ocorrer em 2019, pois o governo resolveu rever os termos da cessão onerosa com a Petrobrás. A licitação está marcada para outubro, mas há um longo e complexo caminho até lá.

As maiores perdas apontadas na primeira revisão do Orçamento vêm, portanto, da previsão de receitas com o adiamento da privatização da Eletrobrás, da frustração da arrecadação de tributos, como a contribuição previdenciária, e da elevação pontual de gastos.

O ministro da Economia prometeu, durante a campanha de Bolsonaro, que zeraria esse déficit em 2019, e ainda não recuou publicamente desse compromisso. Mas o secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues Júnior, admitiu que as contas públicas devem fechar no vermelho pelo sexto ano.

Cientes da dificuldade de entregar até mesmo o buraco previsto no Orçamento, integrantes da equipe econômica já antecipavam nos bastidores que seria necessário anunciar algum contingenciamento logo no início do ano.

Fonte Exame

 

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Argentina diz seguir com atenção cota de trigo dada pelo Brasil aos EUA

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Produtores argentinos têm se queixado da decisão adotada por Brasília de realizar acordos fora do Mercosul

Trigo: governo Macri promete conversar com membros do Mercosul sobre o acordo brasileiro (Vincent Mundy/Bloomberg)

Buenos Aires — A Argentina afirmou nesta quarta-feira que observa com “especial atenção” a decisão do Brasil de outorgar aos Estados Unidos uma cota para importação de trigo com tarifa zero.

“A Argentina segue com especial atenção o anúncio do governo do Brasil referente à reabertura de uma cota com tarifa 0% para 750.000 toneladas de trigo por fora da Tarifa Externa Comum do Mercosul (AEC) de 10%”, afirmou a chancelaria argentina em comunicado.

O governo de Mauricio Macri disse a este respeito que “iniciou conversas com as autoridades do Brasil e demais parceiros do Mercosul”, bloco integrado ainda por Paraguai e Uruguai.

A Argentina indicou que essas conversas têm como objetivo “analisar o impacto e as consequências que esta medida poderia causar no comércio bilateral”.

O presidente Jair Bolsonaro se encontrou com seu homólogo americano, Donald Trump, na terça-feira em Washington e ali, entre outras coisas, foi decidido que o Brasil concederá aos EUA uma cota para exportar trigo ao país com tarifa zero.

O Mercosul tem estabelecida uma tarifa externa comum que rege a entrada de produtos provenientes de terceiros mercados a qualquer dos quatro membros do bloco sul-americano, enquanto dentro da união aduaneira as mercadorias são comercializadas com tarifa zero.

As exceções ao AEC são estabelecidas por consenso dos quatros membros e por razões excepcionais e temporárias para determinados produtos.

A Argentina é o principal fornecedor de trigo do Brasil, com vendas de seis milhões de toneladas desse cereal ao ano e os produtores locais têm se queixado da decisão adotada por Brasília, por fora dos acordos do Mercosul em matéria tarifária.

“Isto pode nos afetar, já que hoje há uma superprodução de trigo e temos uma oferta exportável que está acima das necessidades anuais do Brasil”, disse o presidente do Centro de Exportadores de Cereais (CEC), Gustavo Idígoras.

Em entrevista à agência de notícias estatal “Télam”, Idígoras lembrou que, se um sócio do Mercosul quer aplicar uma tarifa diferente ao AEC, deve apresentar uma solicitação ao bloco para incluir um produto particular na denominada “lista de exceções”.

Para isso, segundo explicou, o país solicitante deve “justificar que não tem o fornecimento necessário no âmbito do Mercosul e o Brasil não fez isso nesta oportunidade”.

Além disso, neste sentido, afirmou que a Argentina tem um saldo exportável de 12 milhões de toneladas de trigo para abastecer o Brasil, que tem uma necessidade anual de compra de oito milhões de toneladas.

“Por tal motivo há uma infração legal, já que o Brasil teria que ter feito uma solicitação formal no Mercosul para poder importar no próximo semestre”, acrescentou Idígoras.

Por sua parte, o secretário de Agroindústria argentino, Luis Miguel Etchevehere, ressaltou que “toda vez que o Brasil insinuou a possibilidade de comprar trigo fora do Mercosul, a Argentina se opôs”.

Em declarações divulgadas pela “Télam”, Etchevehere destacou que, “diante do fato consumado”, a Argentina vai “avaliar as ferramentas previstas que o Mercosul possui para analisar o caminho” que tomará nesse sentido.

Fonte Exame

 

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