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Luiz Estevão deve ganhar salário de R$ 1,8 mil com emprego novo em imobiliária no DF

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O empresário saiu do regime fechado para semiaberto e pode deixar Complexo da Papuda para dar expediente durante o dia.

O ex-senador Luiz Estevão, que cumpre pena de 26 anos de prisão em Brasília — Foto: Reprodução/TV Globo

O senador cassado Luiz Estevão deve ganhar salário de R$ 1,8 mil na imobiliária em que foi contratado para trabalhar como gerente administrativo. O empresário saiu do regime fechado para o semiaberto e pode deixar o Complexo da Papuda para dar expediente durante o dia.

No entanto, a vaga de emprego depende do aval da Justiça, que ficou de analisar detalhes da contratação. Até a publicação desta reportagem, a juíza Leila Cury, da Vara de Execuções Penais (VEP), não tinha dado autorização para Luiz Estevão trabalhar especificamente na P&G Imobiliária – no complexo Brasil 21, no centro da capital federal.

Se depender da imobiliária, tudo está pronto para receber o ex-senador. Ao G1, a dona da empresa, Mirian Guanabara, disse que ele deve fazer trabalho administrativo, por não ter registro de corretor de imóveis.

“Ainda não está definido, mas ele deve trabalhar na organização dos imóveis, nas publicações da imobiliária [por exemplo, inserindo informações em anúncios na internet]”, declarou Mirian

Ela afirmou ainda que foi o advogado de Luiz Estevão quem a procurou. “Analisei direito e acho que não tem problema. Estou ajudando uma pessoa a se ressocializar, que está se reenquadrando”, disse a empresária, que também afirmou conhecer pessoalmente o ex-senador.

No escritório, que fica quinto andar do Brasil 21, não tinha havia nenhum sinal indicando que ali funciona uma imobiliária. A única placa com o nome da empresa fica do lado de dentro do escritório. Por volta das 10h30, apenas a atendente estava trabalhando. A empresa também não tem página própria na internet.

Sobre isso, por telefone, a dona da imobiliária afirmou que a empresa é recente – abriu em 2017. “A gente tem também outros corretores de imóvel que trabalham para a gente”, declarou. No entanto, ela não detalhou quantos imóveis a imobiliária apresenta no portfólio.

Não é a primeira vez

Luiz Estevão exibindo primeiro salário, quando trabalhou pela primeira vez em uma imobiliária, em 2015 — Foto: Divulgação

Luiz Estevão exibindo primeiro salário, quando trabalhou pela primeira vez em uma imobiliária, em 2015 — Foto: Divulgação

Esta não é a primeira vez em que Luiz Estevão vai trabalhar em uma imobiliária. Quando ficou preso no semiaberto em 2015, dava expediente em outra empresa do tipo. Também era gerente administrativo, com salário de R$ 1,8 mil mais R$ 100 de auxílios.

Fonte G1

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Governo deve anunciar novos cortes na próxima semana

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O objetivo é poupar a Educação e Saúde e procurar novos alvos para cortes, tarefa considerada difícil depois do congelamento de 30 bilhões de reais em março

O presidente da República, Jair Bolsonaro (Adriano Machado/Reuters)

O governo deve anunciar uma nova tesourada no orçamento na próxima semana, quando será divulgado relatório bimestral de receitas e despesas com as projeções deste ano para a economia. Depois dos protestos que tomaram conta de mais de 200 cidades em todo o país na quarta-feira 15, o objetivo é poupar a educação e a saúde e procurar novos alvos para cortes, tarefa considerada difícil depois do congelamento, em março, de 30 bilhões de reais.

Técnicos da área econômica fazem cálculos para não incluir a área de ensino, que, no contingenciamento mais recente, sofreu o maior corte nominal e perdeu 5,7 bilhões de reais. Já a saúde não deve ser incluída porque as despesas já estão perto do mínimo exigido na constituição. Com a piora nas estimativas de crescimento econômico, será necessário um contingenciamento adicional de pouco mais de 5 bilhões de reais.

Os técnicos buscam ainda alternativas de receita antes de fechar o número final. O governo tende a poupar pastas que perderam muito no primeiro corte, além daquelas que têm receitas vinculadas – ou seja, arrecadadas com destinação específica.

Segundo dados levantados pela Associação Contas Abertas, a educação teve 24,6% das despesas discricionárias contingenciadas até quarta-feira passada. Um dos ministérios mais afetados pelo primeiro contingenciamento foi o de Minas e Energia, cujo bloqueio atingiu 79,5% do orçamento original. Sobrou menos de 1 bilhão de reais para o ano todo. Entre os que tiveram cortes de 30% a 40%, estão os ministérios de Infraestrutura, Defesa, Turismo, Ciência e Tecnologia, Agricultura e Desenvolvimento Regional.

Na mira da tesourada estão, principalmente, gastos com contratação de pessoal extra, pesquisas e aqueles que gerem retornos em médio e longo prazos. Para o economista Raul Velloso, especialista em contas públicas, ministérios com orçamento próximo de 1 bilhão de reais não devem ser alvo de cortes substanciais. “Um corte grande nessas pastas, além de não ter muito impacto, pode comprometê-las”, avalia.

Entre os ministérios com orçamento de 1 bilhão ou menos estão o Ministério do Turismo (37,3% de bloqueio); Meio Ambiente (22,8%); Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (20,1%); e ainda o Ministério Público da União, que passou ileso pelo primeiro contingenciamento. Também estão nesse grupo a Presidência da República, Advocacia-Geral da União Controladoria-Geral da União e o Gabinete da Vice-Presidência.

Procurado, o Ministério da Economia informou que cabe aos órgãos e ministérios a definição de suas prioridades quanto ao atendimento de suas políticas setoriais e custeio da administração. O Ministério da Infraestrutura afirmou que tem priorizado a conclusão de obras com “elevado grau de execução” ou dos “eixos de escoamento de produção agroindustrial e de integração nacional” e ressaltou que recompôs 2 bilhões de reais, dos 4,3 bilhões de reais contingenciados em março.

Já o Ministério da Ciência e Tecnologia disse que tem atuado com o Ministério da Economia para disponibilizar recursos. O Ministério de Minas e Energia afirmou que o contingenciamento está sendo administrado para manter a regularidade das atividades em curso das unidades da pasta. A Presidência afirmou que caberia ao Ministério da Economia tratar do assunto. As demais pastas não responderam.

(Com Estadão Conteúdo)

 

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Militares ajudaram a emparedar Abraham Weintraub na Câmara

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Fogo amigo

Militares que perderam influência no MEC prepararam perguntas para a sabatina de Abraham Weintraub na Câmara. Queriam ajudar a emparedar o ministro olavista.

 

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José Dirceu tem até 16h desta sexta para se apresentar à PF no Paraná

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A decisão judicial segue determinação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que rejeitou o derradeiro recurso do petista contra a condenação

O juiz da Lava-Jato, Luiz Antonio Bonat (13ª Vara Federal de Curitiba), determinou que o ex-ministro José Dirceu se apresente até às 16h desta sexta-feira (17/5), para o cumprimento da pena de 8 anos e 10 meses de prisão. O petista tem que se apresentar à Polícia Federal no Paraná, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso, cumprindo pena de 8 anos e 10 meses no caso triplex. O defensor, Roberto Podval, já afirmou que ele vai se entregar.

A decisão de Bonat segue determinação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que rejeitou o derradeiro recurso do petista contra condenação e determinou “a imediata expedição de ofício ao MM. Juiz Federal para que inicie a execução provisória da pena”.

“Por fim, expeça-se, conforme determinado pelo Egrégio Tribunal Regional Federal da 4ª Região, mandado de prisão em face de José Dirceu de Oliveira e Silva, para início do cumprimento provisório da pena, e encaminhe-se à autoridade policial para cumprimento”, determinou.

Segundo o magistrado, a defesa já havia se antecipado e pedido “autorização para que o condenado possa se entregar na SR/PF/PR tão logo seja expedido o mandado de prisão”.

“José Dirceu de Oliveira e Silva deverá apresentar-se até as 16:00 do dia 17/05/2019 perante a SR/PF/PR. Detalhes da entrega devem ser acertados com a autoridade policial responsável pelo cumprimento do mandado de prisão. Não havendo acerto para entrega voluntária, a autoridade policial deverá comunicar o Juízo”, anotou.

“Como sempre José Dirceu respeitará a decisão e se entregará espontaneamente”, afirma o criminalista, defensor de Dirceu.

STF o colocou em liberdade

Já condenado em uma primeira ação da Lava-Jato a 30 anos, nove meses e 10 dias de reclusão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e pertinência a organização criminosa, Dirceu encontra-se em liberdade por decisão da 2.ª Turma do Supremo Tribunal Federal, que concedeu habeas corpus a ele para que a prisão não se dê antes do esgotamento da análise de recursos.

Também recorreram por meio de embargos infringentes neste outro processo e tiveram o pedido negado pelo TRF-4 o irmão de Dirceu, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, e os sócios da construtora Credencial, Eduardo Aparecido de Meira e Flávio Henrique de Oliveira Macedo.

Segundo o Tribunal, o caso envolveu o recebimento de propina em contrato superfaturado da Petrobras com a empresa Apolo Tubulars, fornecedora de tubos para a estatal, entre 2009 e 2012.

Parte dos valores, que chegaram a R$ 7.147.425,70, foi repassada a Renato Duque, ex-diretor da Petrobras, e parte a Dirceu, segundo a Lava-Jato.

Para disfarçar o caminho do dinheiro, o ex-ministro e Luiz Eduardo teriam usado a empresa Credencial para receber valor de cerca de R$ 700 mil, “tendo o restante sido usado em despesas com o uso de aeronaves em mais de 100 voos feitos pelo ex-ministro”.

A condenação dos réus foi confirmada pelo tribunal em 26 de setembro do ano passado.

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