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Indicador Antecedente de Emprego cai pela 4ª vez em junho

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A queda do índice mostra a perda de confiança em uma maior geração de emprego ao longo dos próximos meses, diz economista da FGV

São Paulo- O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) registrou queda em junho pela quarta vez seguida e sinaliza menor ritmo de contratação à frente diante da atividade econômica mais fraca no primeiro semestre, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira.

O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, recuou 5,6 pontos e chegou a 95,5 pontos em junho, voltando ao patamar próximo ao de janeiro de 2017, quando estava em 95,6 pontos.

” A queda do IAEmp mostra a perda de confiança de uma maior geração de emprego ao longo dos próximos meses. O crescimento (econômico) está abaixo do previamente esperado e, com isso, a consequência deverá ser uma menor contratação”, disse o economista da FGV/Ibre Fernando de Holanda Barbosa Filho em nota.

Todos os componentes do IAEmp registraram variação negativa entre em junho sobre maio e os indicadores que mais contribuíram para o resultado foram os que medem a situação atual dos negócios nos setores da indústria de transformação e de serviços.

Já o Indicador Coincidente de Emprego (ICD), que capta a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho, teve alta de 0,6 ponto em junho, para 97,1 pontos, completou a FGV, explicando que o este é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego – quanto maior o número, pior o resultado.

“A taxa de desemprego ainda elevada e a recuperação mais lenta da atividade econômica se refletem na estabilidade do índice em relação ao início do ano. Esta estabilidade mostra que a situação atual do mercado de trabalho continua difícil, principalmente para as classes de baixa renda”, completou Barbosa Filho.

No final de maio a greve dos caminhoneiros prejudicou o abastecimento de combustível e alimentos e afetou a atividade econômica, bem como a confiança de agentes econômicos, empresários e consumidores.

O movimento ainda não se refletiu na taxa de desemprego do trimestre encerrado em maio, que caiu a 12,7 por cento diante do desalento dos trabalhadores, que desistiram de procurar uma vaga em meio à atividade econômica fraca, segundo o IBGE.

 

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Saiba icluir períodos de contribuição e escapar da reforma

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Períodos trabalhados expostos a agentes insalubres dão bônus no tempo de contribuição ao INSS e podem ajudar segurado a se aposentar mais rápido

Atendimento em uma agência da Previdência Social (Arquivo/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro deve encaminhar nesta semana ao Congresso o texto da reforma da Previdência, que vai fixar idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para os homens na aposentadoria. Ao invés de sair desesperado para tentar se aposentar, especialistas aconselham que o trabalhador arregace as mangas para juntar documentos que possam aumentar o tempo de contribuição. Esses papéis podem ser fundamentais para fugir da reforma ou suavizar a transição para a nova regra.

Segundo o advogado previdenciário João Badari, sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados, apesar da mudança drástica que o texto pode trazer à Previdência, é momento do segurado ter calma. “O correto agora é fazer um planejamento: contar o tempo de contribuição que se tem, pegar carteiras de trabalho e o extrato previdenciário e ver o que está faltando para poder regularizar. Se a pessoa tiver os requisitos para se aposentar agora, não precisa se preocupar com a reforma”, afirma.

O extrato previdenciário pode ser consultado pelo site Meu INSS mediante a cadastro de senha.

Dentre os métodos que podem aumentar o tempo de contribuição estão a inclusão de períodos trabalhados expostos a agentes nocivos a saúde, o chamado tempo especial. Esse tempo vale 40% a mais para homens e 20% a mais para mulheres. Ou seja, caso um homem tenha trabalhado dez anos exposto a ruído excessivo, por exemplo, esse período pode valer 14 anos.

Para ter direito ao tempo especial, o segurado deve buscar no RH da empresa que trabalhou um documento chamado PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário). Badari afirma que é importante guardar esse papel pois ele precisa ser apresentado quando o segurado pede a aposentadoria.

Outro documento que pode ajudar a aumentar o período de contribuição é sentença de ação trabalhista. Caso o segurado tenha entrado na Justiça contra um ex-patrão para reconhecer vínculo de trabalho ou até mesmo horas-extras, por exemplo, esse documento pode ajudar.

Para os trabalhadores que ficaram afastados do trabalho por um período, o tempo de auxílio-doença também entra na conta. O advogado salienta que é preciso que haja um período de contribuição após a alta do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para que  o tempo de afastamento seja computado para a aposentadoria.

Para trabalhadores autônomos, é necessário fazer mais uma contribuição, No caso dos segurados com carteira assinada, voltar ao emprego e trabalhar por pelo menos um mês é suficiente para que o período conte.

O especialista lembra também que quem trabalhou sem carteira assinada pode incluir esse tempo na aposentadoria. Nesse caso, é necessário juntar documentos como holerites, declarações de imposto de renda e até fotos que mostrem que o segurado trabalhava. A partir daí, é preciso procurar o INSS para abrir uma Justificação Administrativa (JA). Nesse processo, o INSS colhe as provas e também houve testemunhas para incluir esse período no tempo de contribuição.

Direito adquirido

A presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), Adriane Bramante, afirma que a estratégia de correr atrás da regularização de tempos de contribuição é importante pois o direito adquirido será respeitado na reforma. “Não é momento de sair correndo para se aposentar se você não tem como se aposentar. O que garante o direito ao benefício é ter completado os requisitos”.

Hoje, há duas formas de se aposentar, por idade e tempo de contribuição. No benefício por idade, é necessário recolher ao menos 15 anos ao INSS e ter no mínimo 60 anos de idade, no caso das mulheres, ou 65, se o segurado for homem.

Além da aposentadoria por idade, os trabalhadores podem ter direito ao benefício tempo de contribuição, no qual não é exigido idade mínima e sim trinta anos de recolhimentos para mulheres e 35 para homens. Com a fixação da idade mínima pela reforma da Previdência, esse tipo de benefício será extinto após a regra de transição.

Fonte Veja

 

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Preço médio da gasolina é o menor desde janeiro de 2018

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Mesmo com a baixa do combustível, abastecer com etanol ainda é mais vantajoso

Valor da gasolina cai em 24 estados brasileiros (Reinaldo Canato/VEJA.com)

O valor médio da gasolina vendido nos postos brasileiros caiu 0,57% nas bombas do país na semana encerrada no sábado, 16, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O preço passou de  4,197 reais para 4,173 reais e é o menor desde 6 de janeiro do ano passado.

A baixa foi medida em 24 estados. Em São Paulo, maior consumidor do país e com mais postos pesquisados, o litro da gasolina baixou 0,20%, de 3,974 reais para 3,966 reais em média. No Rio de Janeiro, o combustível caiu 0,25%, de 4,712 reais para 4,700 reais, em média. Em Minas Gerais houve queda de 0,98%; de 4,512 reais para 4,468 reais o litro.

A ANP também apurou uma leve queda no preço do diesel. O valor médio por litro recuou 0,1%, de 3,444 reais para 3,442. Já o preço por litro do etanol caiu 0,5% no período, de 2,758 reais para 2,744 reais.

Etanol é melhor escolha

Segundo cálculos feitos pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o motorista tem vantagem se abastecer com etanol. O uso do combustível vale mais a pena se o preço não ultrapassar 70% do valor da gasolina na bomba. No último levantamento, o etanol equivale a 64,48% do valor da gasolina. No mesmo período no ano passado, a relação era de 72,41%, então, a gasolina era mais vantajosa.

A conta para saber se vale mais a pena abastecer com etanol ou gasolina é simples: O motorista precisa pegar o preço da gasolina e multiplicar por 0,7. Por exemplo, pegando o preço médio da gasolina na semana, de 4,173 reais, ao multiplicar por 0,7 o resultado será de 2,92 o litro. Dessa forma, compensa abastecer com etanol se o litro no posto for 2,92 ou menos.

Fonte Veja

 

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Economia

Com arrecadação abaixo do esperado, governo vai limitar gastos no 1º tri

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Decreto publicado na sexta-feira, 15, estabelece que os gastos voltem a subir a partir de abril a fim de respeitar a verba total disponibilizada para o ano

A medida foi estabelecida em edição extraordinária do Diário Oficial da União, na última sexta-feira, 15. (iStock/Getty Images)

Com arrecadação abaixo do esperado, o Ministério da Economia realizou uma revisão dos gastos do governo federal no primeiro trimestre. Até março, as despesas estão limitadas a 1/18 do orçamento aprovado para 2019.  A medida foi estabelecida em edição extra do Diário Oficial da União na sexta-feira 15.

Na prática, a decisão restringe os gastos do governo, uma vez que o usual seria a União dividir o orçamento em 1/12, ou seja, pelos doze meses do ano.

A partir de abril, os gastos mensais começa a subir, visando cumprir o valor total previsto para o ano. Em nota, o Ministério da Economia informou que ao final de março será realizada a primeira avaliação bimestral de receitas e despesas do ano, em que vai ser “avaliada a necessidade ou não de adotar medidas de limitação orçamentária e financeira.”

O órgão disse ainda que “essa medida é fundamental para a continuidade da sinalização aos agentes econômicos do comprometimento do atual governo na manutenção de uma política fiscal consistente, para garantia da sustentabilidade da dívida pública no longo prazo.”

O decreto estabelece que o Secretário Especial da Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Júnior, poderá antecipar ou postegar esse limite de gastos, caso seja necessário corrigir eventuais insuficiências até março.

Esse foi o primeiro decreto de programação orçamentária e financeira de 2019. Pela legislação, ele tem de sair até 30 dias corridos depois da sanção do Orçamento pelo presidente da República, que ocorreu no dia 16 de janeiro.

O decreto leva em conta dois parâmetros: a capacidade de o governo cumprir a meta de déficit primário (resultado negativo nas contas públicas desconsiderando os juros da dívida pública) de 139 bilhões de reais e o cumprimento do teto dos gastos.

A partir do fim de março, a cada dois meses, a equipe econômica avalia a execução do Orçamento e divulga um relatório com a programação de receitas e despesas, podendo revisar estimativas de arrecadação e bloquear gastos. Cerca de dez dias depois de cada relatório, o governo publica um decreto com o limite de gastos em cada ministério e nos demais Poderes.

Fonte Veja

 

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