Nossa rede

Tecnologia

Google e Amazon querem coletar mais dados de alto-falantes inteligentes

Publicado

dia

Até dispositivos tão simples quanto lâmpadas permitem que empresas de tecnologia preencham lacunas sobre seus clientes e usem os dados para marketing

Mário Queiroz: VP global de produtos do Google apresentando o alto-falante inteligente Google Home (Reprodução/Getty Images)

Enquanto a Amazon e o Google trabalham para colocar seus alto-falantes inteligentes no centro da casa conectada à internet, as duas gigantes da tecnologia estão ampliando a quantidade de dados que coletam de clientes que usam seus softwares de voz para controlar outros dispositivos.

Há vários anos a Amazon e o Google coletam dados toda vez que alguém usa um alto-falante inteligente para acender a luz ou trancar uma porta. Agora, eles estão pedindo às fabricantes de aparelhos para casas inteligentes, como a Logitech e a Hunter Fan, que enviem um fluxo contínuo de informações.

Em outras palavras, depois que uma luminária for conectada à Alexa, a Amazon vai querer saber quando a luz está acesa ou apagada, mesmo se você não pediu à Alexa que ativasse ou desativasse o interruptor. Os televisores deverão informar o canal em que estão ligados. Fechaduras inteligentes deverão informar à empresa se a porta da frente da casa está trancada ou não.

Essa informação pode parecer banal em comparação com o software de geolocalização dos smartphones que acompanha a pessoa ou com a quantidade de dados pessoais que o Facebook absorve com base na sua atividade. Mas até dispositivos tão simples quanto lâmpadas podem permitir que as empresas de tecnologia preencham lacunas sobre seus clientes e usem os dados para fins de marketing. Tendo acumulado um cadastro digital de atividade em espaços públicos, dizem os críticos, agora as empresas de tecnologia estão empenhadas em estabelecer um contato dentro dos lares.

“Você pode aprender os comportamentos de uma casa com base em padrões”, diz Brad Russell, que rastreia produtos para casas inteligentes para a empresa de pesquisa Parks Associates. “Uma das coisas fundamentais é a ocupação. As empresas podem fazer muito com isso.”

Novo relacionamento

A Amazon e o Google dizem que coletam os dados para facilitar o gerenciamento dos eletrodomésticos. As atualizações automáticas de status reduzem o tempo necessário para processar comandos de voz e permitem que os hubs de casas inteligentes apresentem informações atualizadas em uma tela ou aplicativo de smartphone. Uma maior conscientização sobre o que está acontecendo também permite que eles sugiram proativamente usos úteis para seus assistentes de voz e desenvolvam novos.

Quando os alto-falantes inteligentes chegaram ao mercado, eles comandavam outros dispositivos da seguinte maneira. Depois de receber o comando “Alexa, acenda a luz”, o software perguntava aos servidores da fabricante de lâmpadas qual era o status atual da lâmpada. Após receber a confirmação de que o interruptor estava desligado, Alexa instruía a luz a acender.

Agora, em uma campanha que foi acelerada no ano passado, a Amazon e o Google estão recomendando — e, em alguns casos, exigindo — que os fabricantes de produtos para casas inteligentes ajustem seus códigos para reverter esse relacionamento. A lâmpada deve informar seu status ao hub o tempo todo.

“Fazer um compartilhamento excessivo de dados simplesmente por fazer um compartilhamento excessivo de dados provavelmente nunca é bom”, diz Ian Crowe, diretor sênior da Logitech International, fabricante de acessórios para computadores e eletrodomésticos. “Devemos ter um bom motivo para isso e os nossos usuários devem estar de acordo de que esse é um bom motivo” antes de compartilhar dados.

Fonte Exame

 

Comentário

Tecnologia

Facebook derruba perfis que disseminavam fake news e discurso de ódio

Publicado

dia

Com a ajuda da ONG Avaaz, o Facebook derrubou perfis e páginas que já somavam mais de 533 milhões de visualizações em apenas três meses

Muitos se aproveitam do suposto anonimato que as redes sociais oferecem e acham que podem disseminar qualquer tipo de pensamento ou informação. Esse pensamento se refletiu em um estudo realizado pela organização não governamental Avaaz, que identificou mais de 500 contas de extrema-direita no Facebook que estavam sendo usadas para compartilhar notícias falsas e mensagens de supremacia branca.

A rede social tem uma política bastante rígida em relação ao compartilhamento de publicações de desinformação e contas falsas, mesmo assim, isso não impede que esse tipo de conteúdo seja compartilhado por diversas pessoas.

Foram descobertas diversas páginas suspeitas dessas práticas de compartilhamento de fake news em países como França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Polônia e Espanha. Essas contas identificadas foram eliminadas pelo Facebook. Algumas delas possuíam mais de 6 milhões de seguidores que ajudavam na disseminação de discursos de ódio e notícias falsas.

Uma outra investigação ainda está sendo realizada e está acompanhando páginas bem maiores, com mais de 26 milhões de seguidores, e que são suspeitas de expor informações enganosas.

Mesmo com as páginas identificadas e apagadas, algumas delas já somavam 533 milhões de visualizações em apenas três meses, o que é um dado alarmante levando em conta o momento que o mundo vive em que tudo pode ter consequências extremas. Até o momento, foram encontradas mais de 550 páginas e grupos de compartilhamento de fake news, além de 328 perfis que traziam engajamento para esse tipo de conteúdo, com curtidas, comentários e compartilhamentos.

Via: It Mídia

Ver mais

Tecnologia

Amazon paga por scanner corporal de clientes, mas valor é vergonhoso

Publicado

dia

A gigante de varejo quer aprender mais sobre o corpo das pessoas e quem aceitar participar de estudo recebe um cartão-presente para gastar em loja online

 

Um formulário online publicado no canal Mashable, na quarta-feira (22), permite que os participantes se inscrevam em um estudo de mapeamento corporal realizado pela Amazon Body Labs. O diferente e peculiar sobre isso é o fato das pessoas permitirem que a empresa faça um escaneamento 3D do seu corpo em troca de um cartão-presente no valor de 25 dólares para gastar no Amazon.com.

O estudo da imagem tem como objetivo aprender sobre a “diversidade entre formas do corpo”, de acordo com a portal, e está operando em dois locais diferentes em Nova York. Ele usa Inteligência Artificial (IA) para criar representações 3D realistas de pessoas com base em uma imagem 2D.

Os participantes têm que marcar uma consulta antes de 30 de junho e, aparentemente, só podem fazê-lo uma vez. Os dados coletados durante a sessão de 30 minutos destinam-se à pesquisa interna de produtos e não à comercialização, de acordo com o formulário de inscrição.

Aos participantes é solicitado o uso de “roupas de ajuste mínimo”, como biquinis e sungas, shorts e sutiãs esportivos. Um repórter do Mashable se inscreveu para uma sessão de escaneamento corporal e foi solicitado a assinar um acordo de confidencialidade para manter em sigilo tudo o que vivenciaram ou aprenderam durante o estudo.

Esta não é a primeira vez que a Amazon demonstra curiosidade sobre a forma humana. No ano passado, a empresa convidou pessoas a participarem de um estudo de análise corporal que buscava rastrear pequenas mudanças de forma e tamanho no corpo durante um período de 20 semanas. Nesse caso, os participantes receberam ofertas de cartões de presente no valor de até 250 dólares como recompensa.

A verificação, de acordo com o formulário, leva cerca de 30 minutos para ser concluída e a empresa ainda afirma que qualquer dado adquirido durante o curso deste estudo será usado apenas para “pesquisa interna de produtos”, e não para marketing.

Você participaria deste estudo por vale-presente no valor de 25 dólares?

 

Via: CNet

Ver mais

Tecnologia

Institutos SENAI de Inovação investem no salto para o futuro

Publicado

dia

Rede nacional de conta com 26 centros de pesquisa e desenvolvimento e apoia empresas na busca de soluções para os desafios da economia digital

Instituto SENAI de Inovação em Engenharia de Superfícies, em Belo Horizonte (MG) (José Paulo Lacerda/Divulgação)

A quarta evolução tecnológica está em curso e vem transformando o mundo com rapidez. Nesse cenário, novos negócios e desafios surgem em um mercado cada vez mais competitivo. Para ajudar a indústria brasileira a acompanhar esse movimento, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) implantou, nos últimos anos, 26 Institutos de Inovação, constituindo a maior rede de apoio à pesquisa e ao desenvolvimento no país.

Presentes em todas as regiões do Brasil, os Institutos SENAI de Inovação estão abertos a empresários dos mais diversos setores e oferecem equipamentos e profissionais preparados para resolver qualquer desafio. As equipes de pesquisa e desenvolvimento (P&D) trabalham com temas e tendências mundiais, como fábricas e produtos inteligentes, energias renováveis, bioeconomia e novos materiais.

O Instituto SENAI de Inovação em Laser, em Joinville (SC), por exemplo, é o único da América Latina dedicado à inovação de produtos e soluções com essa tecnologia. No Instituto de Automação da Produção, em Salvador (BA), estão instalados três supercomputadores que ajudam em cálculos complexos para exploração de petróleo na camada pré-sal. E, em Três Lagoas (MS), está localizada uma unidade especializada em biomassa, que desenvolve tecnologias para a geração de energias renováveis.

“Ninguém inova sozinho”, ressalta o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi. “É preciso haver parcerias. A instituição é, atualmente, a maior parceira do setor industrial na tarefa de inovar.”

Para implantar sua rede, o SENAI conta com o apoio de instituições que são referência global, como o Instituto Fraunhofer IPK, da Alemanha, e o Massachusets Institute of Technology (MIT), dos Estados Unidos. O trabalho realizado pelo MIT transformou-se em um livro, apresentado em 16 de maio no FÓRUM EXAME & VEJA – A Importância da Inovação na Era da Economia Digital, que reuniu alguns dos principais especialistas do Brasil e do mundo nessa área. “Os Institutos SENAI de Inovação têm a oportunidade de reforçar a capacidade de inovação no Brasil”, afirma um dos autores da publicação, Ezequiel Zylberberg, pesquisador do MIT Industrial Performance Center.

Pesquisa aplicada

Criada para ser uma ponte entre o meio acadêmico e as necessidades do empresariado brasileiro, a rede do SENAI atua com pesquisa aplicada e emprego prático do conhecimento no prazo exigido pelo mercado e com confidencialidade. Os institutos trabalham desde a fase pré-competitiva do processo de inovação, momento em que nascem os conceitos, até o desenvolvimento de protótipos, quando o produto está prestes a ser fabricado pela indústria.

Os projetos são custeados por di- versos modelos: recursos investidos diretamente pela empresa, por meio do Edital de Inovação para a Indústria, ou por fontes regionais e nacionais de fomento, como a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) – atualmente, financiadora de 11 institutos.

O SENAI também tem como objetivo estimular o empreendedorismo e reforçar o ecossistema de inovação no país. Para isso, apoia projetos inovadores de startups e coloca empresas recém-criadas em contato com grandes corporações brasileiras e multinacionais que contratam serviços, afim de fortalecer as cadeias de suprimento industriais.

Para mais informações, clique aqui.

 (ABC/Abril Branded Content)

Ver mais
Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade