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Fukushima remove estátua polêmica de criança com roupa antirradiação

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A estátua recebeu diversas crítica por não contribuir com a melhora da reputação da cidade, que foi sede da central nuclear destruída pelo tsunami em 2011

A cidade japonesa de Fukushima decidiu remover a estátua de um garoto vestindo um uniforme amarelo de proteção contra a radioatividade, após críticas de que a sua exposição prejudica a imagem da região.

“Me pareceu impossível continuar expondo uma estátua que se supunha ser ‘um símbolo de reconstrução’, se os cidadãos estão divididos a esse respeito”, explicou o prefeito de Fukushima, Hiroshi Kohata, em um comunicado, no qual pediu desculpas a quem a obra tiver “ferido sensibilidades”, nessa região gravemente afetada pelo acidente nuclear de março de 2011.

De 6 metros de altura e inaugurada no início de agosto, a obra “vai ser retirada o mais rápido possível”. Ainda não se decidiu qual será seu destino.

“Sun child”, como foi batizada, representa um menino com um capacete em uma mão, exemplo de que o ar agora está limpo, e um sol na outra, símbolo de esperança. No torso, vê uma tela que mostra “000” para destacar a ausência de radiação.

Vários internautas consideraram que a estátua é “sinistra” e que não contribui para restabelecer a reputação de Fukushima.

A cidade de Fukushima é a capital da região administrativa homônima, sede da central nuclear destruída pelo tsunami de 11 de março de 2011.

A catástrofe nuclear de Fukushima, a pior desde o acidente de Chernobyl (Ucrânia) em abril de 1986, provocou a retirada de milhares de habitantes. Muitos nunca mais voltaram para suas casas.

O autor da escultura, Kenji Yanobe, havia explicado que, com sua obra, quis transmitir uma mensagem positiva. Em sua página on-line, disse “lamentar” a decisão de retirada da estátua, embora também não queira ver seu trabalho como alvo de polêmica.

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Gabinete britânico aprova acordo preliminar sobre Brexit

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Proposta de saída do Reino Unido da União Europeia prevê fronteira menos rigorosa entre as duas Irlandas

A primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou a aprovação de um acordo preliminar sobre o Brexit após reunião ministerial que durou toda a tarde desta quarta-feira (14). Em pronunciamento diante da residência oficial em Downing Street, a premiê conservadora comunicou o apoio político do governo ao pré-acordo, que contou com complexas negociações sobre a saída do Reino Unido do bloco da União Europeia a partir de  29 de março de 2019. Os termos da proposta ainda terão que passar pelo Parlamento.

Elaborado em nível técnico por negociadores do país e da União Europeia (UE), o texto teve a questão irlandesa como principal ponto de conflito. Segundo a emissora irlandesa RTE, os negociadores impuseram uma cláusula de garantia para evitar a instalação de controles alfandegários na fronteira entre a Irlanda e a Irlanda do Norte após a saída do Reino Unido da UE.

May tem insistido em uma proposta que não preveja checagens alfandegárias na fronteira irlandesa, mas a União Europeia defende a manutenção da Irlanda do Norte sob as regras sanitárias, fiscais e de regulamentação do bloco, incluindo a fiscalização de mercadorias que atravessam a fronteira.

Dois pontos principais justificam que a fronteira seja mantida como “invisível” entre as Irlandas: 31% das exportações norte-irlandesas são destinadas à República da Irlanda (segundo dados de 2016) e cerca de 30.000 pessoas cruzam diariamente a linha divisória. Além disso, há o temor de que a reinstauração de uma fronteira com controles policiais fragilize o acordo de paz de 1998, que encerrou as tensões na ilha.

May considera que o problema se resolveria com a criação no futuro de uma “zona de livre-comércio de bens” entre Reino Unido e UE. No entanto, para Bruxelas esse ponto se insere no acordo sobre uma “relação futura”, que será negociada mais à frente. Os 27 países do bloco não negam a ideia de uma zona livre de tarifas e cotas, mas possuem ressalvas às propostas da premiê britânica.

Um movimento político e popular defende a realização de um segundo referendo sobre a saída definitiva do país da União Europeia, tendo como um dos principais expoentes o ex-ministro, Tony Blair. Cerca de 700 mil pessoas se manifestaram recentemente na capital britânica para apoiar a causa.

Fonte-Portal Veja

 

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Jornalistas brasileiros são detidos em fronteira com a Venezuela

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Profissionais foram detidos na noite de segunda-feira, quando cobriam a crise migratória venezuelana na localidade de Santa Elena

Dois jornalistas brasileiros e um espanhol foram detidos durante horas por militares venezuelanos quando realizavam uma reportagem na fronteira entre Brasil e Venezuela, denunciou nesta nesta terça-feira o site de notícias Late, para o qual trabalhavam.

Os brasileiros Tiago Henrique da Silva e Fernanda Kraide Camuzzo, e o espanhol Álvaro Fernández Fernández foram detidos na noite de segunda-feira, quando cobriam a crise migratória venezuelana na localidade de Santa Elena, sendo libertados na tarde desta terça.

“Confirmamos que o Exército venezuelano libertou nossos colegas detidos durante quase 24 horas, a partir da noite de 12 de novembro, no Centro Militar de Escamoto, na cidade de Santa Elena. Nossos companheiros já se encontram no território brasileiro”, informou o Late.

Os jornalistas foram “completamente” revistados e passaram a noite em colchonetes, segundo Late, um empreendimento editorial de jornalistas latino-americanos.

O Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP) da Venezuela denunciou o incidente como uma “prática sistemática de assédio” à mídia internacional por parte das autoridades venezuelanas.

Em setembro passado, uma jornalista argentina e dois britânicos foram detidos durante oito horas pormilitares venezuelanos na localidade de Paraguachón (noroeste), na fronteira com a Colômbia.

Organizações como o SNTP e o Espaço Público acusam o governo do presidente Nicolás Maduro de violar a liberdade de expressão com o fechamento de jornais, censura e restrições à entrega de papel de imprensa, controlado pelo Estado.

Fonte: Portal Exame

 

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Com obstáculos, grande caravana de migrantes completa um mês rumo aos EUA

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São mais de 6.000 migrantes, hondurenhos em sua maioria, que persistem desde 13 de outubro na marcha rumo aos EUA

Imigrantes de países da América Central de uma caravana que atravessa o México rumo aos Estados Unidos viajam de caminhão de Pijijiapan para Arriaga

Caravana rumo aos EUA: Trump acusa os migrantes de protagonizarem uma “invasão” e, para contê-los, determinou o envio de até 9.000 soldados para a fronteira sul

Sem ânimo para festejar, a primeira grande caravana de migrantes que deixou Honduras rumo aos Estados Unidos completou um mês na terça-feira (13) de um caminho tortuoso e minado de ameaças da parte do presidente Donald Trump, mas ainda determinada a alcançar o sonho americano.

Os mais de 6.000 migrantes – hondurenhos em sua maioria – que persistem desde 13 de outubro na marcha que saiu de San Pedro Sula começaram a chegar a La Concha, em Sinaloa, um estado com forte presença do narcotráfico na costa noroeste do Pacífico do México.

Após percorrer um extenuante caminho iniciado em Guadalajara, Jalisco, os migrantes chegaram sob o forte sol com uma mistura de emoções: cansaço extremo, alegria por superar um novo trecho rumo ao norte e indignação por se sentirem enganados pelas autoridades mexicanas.

Entretanto, a AFP constatou que os ônibus fizeram os migrantes descer na estrada, a 70 km do ponto acordado. Isso desatou a ira e indignação dos centro-americanos.

Os milhares de migrantes, incluindo numerosas crianças e alguns idosos, desceram desorientados dos ônibus. “Eles nos enganaram!”, gritavam alguns, indignados.

Assim, a caravana completou um mês. Sem perder muito tempo com lamentações, seguiu caminho a pé ou pedindo carona em trens de carga.

É preciso continuar

Após percorrer cerca de 2.500 km desde Honduras, centenas de migrantes chegaram arrastando suas mantas e bagagens até La Concha.

Neste ponto, protegido por dezenas de policiais, receberam água e comida. Veículos providenciados por um padres chegavam ao local para transportar os migrantes até Sonora, o último estado antes de Tijuana

“Não suporto mais, mas é preciso continuar”, suspirou Jayson Gutiérrez, enquanto subia em um caminhão que normalmente transporta material de construção.

Desde que os mandaram descer do ônibus em Jalisco “vieram como puderam, sem comer, sem dormir, com suas criaturas”, descreveu Enrique Hernández, secretário local da Comissão de Trabalhadores do México, um sindicato de operários que se ofereceu para ajudar.

“Lhes damos soro, água, frutas, eles chegam desidratados. Também sentem um cansaço emocional. Acabo de atender uma crise porque avisaram a um deles que sua mãe morreu em Honduras”, disse uma paramédica da Cruz Vermelha que pediu anonimato.

Em sua passagem pelo México, a caravana chegou a somar 7.000 integrantes, segundo as Nações Unidas, mas muitos desistiram pelo caminho. No total, 6.011 migrantes (902 menores de idade) conseguiram chegar a Guadalajara – segundo números das autoridades locais.

Atrás dessa grande caravana, há outras duas, com cerca de 2.000 migrantes cada, enquanto grupos mais reduzidos se adiantavam até a fronteira com os Estados Unidos.

Na terça-feira, nove ônibus chegaram a Tijuana com 350 migrantes, todos membros da primeira grande caravana.

Os obstáculos de Trump

Diante da iminente chegada das caravanas, os Estados Unidos fecharam parcialmente com barricadas e arames farpados os postos na fronteira de San Ysidro e Otay Mesa, que levam à Califórnia.

O secretário de Defesa americano, Jim Mattis, anunciou que visitará a fronteira na quarta-feira.

Em 9 de novembro, Trump decretou o fim dos pedidos de asilo para quem entrar ilegalmente nos Estados Unidos, uma medida que busca dissuadir os migrantes centro-americanos que tentam escapar da pobreza e da violência em seus países.

Com essa medida, Trump busca fazer o governo mexicano a assumir os migrantes, estipulando que o decreto perderá sua vigência caso se chegue a um acordo que “permita aos Estados Unidos expulsarem estrangeiros para o México”.

Segundo o governo americano, as patrulhas fronteiriças registraram mais de 400.000 entradas ilegais em 2018. E, nos últimos cinco anos, o número de solicitantes de asilo aumentou 2.000%, transbordando o sistema, que tem mais de 700.000 casos acumulados para processar.

Trump acusa os migrantes de protagonizarem uma “invasão” e, para contê-los, determinou o envio de até 9.000 soldados para a fronteira sul.

Fonte: Portal Exame

 

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