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Fukushima remove estátua polêmica de criança com roupa antirradiação

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A estátua recebeu diversas crítica por não contribuir com a melhora da reputação da cidade, que foi sede da central nuclear destruída pelo tsunami em 2011

A cidade japonesa de Fukushima decidiu remover a estátua de um garoto vestindo um uniforme amarelo de proteção contra a radioatividade, após críticas de que a sua exposição prejudica a imagem da região.

“Me pareceu impossível continuar expondo uma estátua que se supunha ser ‘um símbolo de reconstrução’, se os cidadãos estão divididos a esse respeito”, explicou o prefeito de Fukushima, Hiroshi Kohata, em um comunicado, no qual pediu desculpas a quem a obra tiver “ferido sensibilidades”, nessa região gravemente afetada pelo acidente nuclear de março de 2011.

De 6 metros de altura e inaugurada no início de agosto, a obra “vai ser retirada o mais rápido possível”. Ainda não se decidiu qual será seu destino.

“Sun child”, como foi batizada, representa um menino com um capacete em uma mão, exemplo de que o ar agora está limpo, e um sol na outra, símbolo de esperança. No torso, vê uma tela que mostra “000” para destacar a ausência de radiação.

Vários internautas consideraram que a estátua é “sinistra” e que não contribui para restabelecer a reputação de Fukushima.

A cidade de Fukushima é a capital da região administrativa homônima, sede da central nuclear destruída pelo tsunami de 11 de março de 2011.

A catástrofe nuclear de Fukushima, a pior desde o acidente de Chernobyl (Ucrânia) em abril de 1986, provocou a retirada de milhares de habitantes. Muitos nunca mais voltaram para suas casas.

O autor da escultura, Kenji Yanobe, havia explicado que, com sua obra, quis transmitir uma mensagem positiva. Em sua página on-line, disse “lamentar” a decisão de retirada da estátua, embora também não queira ver seu trabalho como alvo de polêmica.

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Corte Suprema dos EUA aprova proibição de Trump a militares transgênero

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Anteriormente, medida tinha sido bloqueada pela justiça, que a considerou discriminatória por atentar contra os direitos constitucionais

Soldados das Forças Armadas dos Estados Unidos. (Barcroft Media/Getty Images)

Washington – O Supremo Tribunal dos Estados Unidos respaldou nesta terça-feira o veto do presidente Donald Trump aos militares transgênero, que não tinha chegado a entrar em vigor pelo bloqueio de diversas cortes que consideraram que esta norma atentava contra o direito à igualdade.

“A decisão do Supremo Tribunal (5-4) sobre a solicitação da Administração Trump para o veto do serviço militar das pessoas transgênero permite que tenha efeito, enquanto os recursos serão ouvidas em tribunais inferiores”, indicou a máxima corte do país em comunicado.

O Supremo, com maioria conservadora após a chegada do juiz Brett Kavanaugh no final do 2018, decidiu portanto apoiar a proposta do Departamento de Defesa americano para pode entrar em vigor em breve.

O Governo de Trump decidiu levar seu veto ao Supremo em novembro para que a principal corte do país se pronunciasse sobre essa política e argumentou que o bloqueio judicial forçou o Exército a manter uma política anterior, apesar de um relatório elaborado pelo Pentágono ter estabelecido que a incorporação de pessoas transgênero “coloca em risco a letalidade e eficácia militar”.

Há três semanas, o Tribunal de Apelações do Distrito de Columbia decidiu que esta proibição anunciada pelo Pentágono em 2017 não deveria ter sido bloqueada enquanto era contestada, apesar de a medida não poder entrar em vigor por decisões similares de outros tribunais.

No entanto, após a decisão do Supremo desta terça-feira, o Executivo de Trump pode legalmente dar início a esta controversa política.

Trump anunciou em julho de 2017 que tinha a intenção de proibir que todas as pessoas transgênero trabalhassem no Exército, embora posteriormente a Casa Branca tenha aconselhado que não fosse permitido o alistamento de pessoas que no futuro pudessem optar pela cirurgia de mudança de sexo.

Finalmente, a pasta de Defesa apresentou em março do ano passado uma legislação que estabelecia que as pessoas com “um histórico de disforia de gênero (…) fossem desqualificadas do serviço militar, exceto sob circunstâncias limitadas”, mas não recomendava a expulsão de membros das Forças Armadas que já tivessem se submetido a uma operação de mudança de sexo.

Além disso, este regulamento não poderia ser implementado, uma vez que, além de gerar a rejeição de numerosos grupos sociais e parte das Forças Armadas, foi novamente bloqueado pela Justiça porque era uma medida discriminatória que violava os direitos constitucionais.

No total foram apresentadas quatro demandas contra estas proibições e vários tribunais impediram então que a proposta entrasse em vigor. Fonte: Portal Exame

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Em meio a protestos, presidente do Zimbábue interrompe viagem a Davos

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Com o agravamento de crise causada por preço dos combustíveis, o líder do país africano decidiu voltar do Fórum Econômico Mundial

Com reajuste anunciado no início do mês, o Zimbábue tem o combustível mais caro do mundo. O presidente Mnangagwa garante que medida é necessária para manter estoques – 15/01/2019 (Tsvangirayi Mukwazhi/AP)

Em meio ao agravamento de tensões em seu país, o presidente do Zimbábue, Emmerson Mnangagwa, decidiu interromper a viagem para a Suíça, onde acontece o encontro do Fórum Econômio Mundial (WEF), e voltou no começo desta terça-feira, 22, à capital da nação africana, Harare.

Protestos na cidade começaram na última semana, provocados pela alta no preço dos combustíveis. Na noite de segunda-feira 21, Mnangagwna afirmou que a suposta violência abusiva das forças de segurança de seu país são “inaceitáveis e uma traição”. O líder também não poupou críticas aos manifestantes, que acusou de roubo e ameaças, em seu primeiro pronunciamento desde o início de confrontos entre os lados.

Os manifestos emergiram depois do anúncio de um reajuste de 150% no valor dos combustíveis, e rapidamente sofreram uma forte repressão das forças de segurança do governo. A Organização pelos Direitos Humanos do Zimbábue diz que pelo menos 12 pessoas foram mortas e outras 78 estão internadas, a maioria feridas a bala.

A ONG também informa que mais de 240 pessoas foram atendidas depois de ser agredidas ou torturadas, e a oposição garante que forças do governo atacaram vítimas dentro de suas próprias casas. Ministros do governo acusam o Movimento para Mudança Democrática (MDC) de estar usando o aumento nos preços como pretexto para violência, mas o MDC, por sua vez, afirma que autoridades fazem uma repressão desproporcional dos protestos.

Mnangagwa utilizou sua conta no Twitter para fazer as primeiras declarações sobre a evolução dos protestos: “Há uma semana, eu anunciei medidas para estabilizar o estoque fundamental de combustível em nossa nação. Estava ciente de que elas podiam ser impopulares, e não foi uma decisão que tomamos facilmente. Mas esta era a coisa certa a ser feita.”

“O que se seguiu foi lamentável e trágico. Todos tem o direito a protestar, mas este não foi um protesto pacífico. Violência devastadora e destruição; saque em postos de polícia, com o roubo de armas e uniformes; incitação e ameaças de violência. Este não é o modo zimbabuense de ação”, acrescentou.

O presidente ainda informou que “violência e má conduta das forças de segurança são inaceitáveis e uma traição ao novo Zimbábue. Caos e insubordinação também não serão tolerados. Má conduta será investigada e, se necessário, cabeças vão rolar.”

 

 

O líder, que em 2018 substituiu o ditador Robert Mugabe no poder, já havia acenado no domingo 20 sua intenção de voltar mais cedo do Fórum Econômico Mundial. Ele disse que a decisão foi tomada “depois de uma semana muito produtiva de acordos bilaterais e reuniões de investimento”, deixando seu Ministro de Finanças, Mthuli Ncube, como responsável por continuar sua agenda no WEF.
Com a desistência, Mnangagwa se junta a líderes como Donald Trump, Theresa May e Emmanuel Macron, que também cancelaram suas viagens à Davos em meio a crises políticas e sociais em seus países.

Prisão arbitrária

Na segunda-feira 21, o Supremo Tribunal do país ordenou que as operadoras de telefone restaurassem imediatamente o acesso ilimitado às redes móveis e serviços de internet, depois de dias de bloqueio. A internet no país permaneceu cortada por vários dias, com muitos cidadãos da nação africana impossibilitados de acessar redes sociais ou portais de notícia para receber atualizações sobre os protestos.
Também ontem, Japhet Moyo, secretário geral do Congresso dos Sindicatos do Zimbábue (ZCTU), que esteve envolvido em organizar os protestos, foi preso no principal aeroporto do país, e enfrenta acusações de subversão.
Moyo não estava ciente de que era procurado pela polícia, disseram à CNN representantes dos Advogados pelos Direitos Humanos do Zimbábue. O ZCTU era um dos principais grupos incitando uma greve geral depois do anúncio dos reajustes.
Segundo a BBC, com o reajuste, o Zimbábue se tornou o país com o combustível mais caro no mundo. Muitos zimbabuenses não podem nem mesmo pagar as tarifas de transporte público para o trabalho, já que elas também sofreram aumento. Fonte: Portal Veja
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Terremoto de magnitude 6,1 na escala Richter atinge o sul da Indonésia

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O Serviço Geológico dos EUA, que registra a atividade sísmica no mundo todo, colocou o hipocentro do terremoto a 31 quilômetros abaixo do fundo do mar

Foto aérea dá noção da destruição causada após o terremoto em Palu, no centro de Sulawesi, na Indonésia (Hafidz Mubarak A/Antara Foto/Reuters)

Um terremoto de magnitude 6,1 na escala Richter atingiu, nesta terça-feira 22 (data local), a ilha de Sumba, no sul da Indonésia, sem que as autoridades informassem sobre vítimas ou alerta de tsunami.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, sigla em inglês), que registra a atividade sísmica no mundo todo, colocou o hipocentro do terremoto a 31 quilômetros abaixo do fundo do mar.

O mesmo órgão localizou o tremor a 150 quilômetros ao sudoeste de Waingapu, a principal cidade de Sumba, e a 220 quilômetros ao sudeste de Bima, na vizinha ilha de Sumbawa.

O Sistema de Alarmes por Tsunami do Pacífico não emitiu nenhum aviso de risco de onda gigante.

O terremoto foi seguido por uma réplica de magnitude 4,9 na escala Richter na mesma área, mas a uma profundidade de apenas 10 quilômetros, segundo o USGS. Fonte: Portal Veja

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