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Fórum Mundial diz que deixar de comer carne pode salvar milhões de vidas

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Estudo foi realizado pela Oxford Martin School para o Fórum Econômico Mundial, também conhecido como Fórum de Davos

CARNE BOVINA: Exportação movimentou 5,5 bilhões de dólares em 2016 / Mario Tama/Getty Images (Mario Tama/Getty Images)

O Fórum Econômico Mundial, também conhecido como Fórum de Davos, afirmou nesta quinta-feira (3) que deixar de comer carne poderia salvar milhões de vidas e reduzir significativamente as emissões de dióxido de carbono.

Um estudo realizado para o Fórum de Davos pela Oxford Martin School, um departamento da célebre universidade britânica, demonstra que 2,4% das mortes provocadas por alimentação no mundo poderia ser evitadas caso houvesse uma redução no consumo de carne, sobretudo de origem bovina.

Nos países ricos, nos quais o consumo de carne bovina é mais elevado, o percentual de vidas que se salvaria seria de 5%, destacou o Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês) – que reúne anualmente em janeiro as elites econômicas e políticas mundiais na luxuosa estação de esqui de Davos, no leste da Suíça.

Segundo o estudo, a demanda por carne continuará aumentando durante as próximas décadas, já que a população mundial pode chegar a 10 bilhões de pessoas antes de 2050.

“Se tornará impossível satisfazer esta demanda”, alerta o diretor-executivo do WEF, Dominic Waughray, em um comunicado.

O estudo também alerta para o impacto do consumo de carne no meio-ambiente.

Apenas a produção de carne bovina representou, em 2010, 25% das emissões de CO2 relacionadas com a alimentação. Fonte: Portal Exame

 

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Governo dos EUA quer mais urgência da Nasa com relação a humanos na Lua

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Estamos cansados ??de gerar viagens em PowerPoint que não vão a lugar algum, e é hora de realmente ir a algum lugar”

A próxima reunião do Conselho Nacional do Espaço dos Estados Unidos, marcada para a próxima terça-feira, 26, em Huntsville, Alabama, não deve ser muito tranquila. Isso porque, segundo a Arstechnica, a discussão deve se concentrar nos planos da Nasa para enviar humanos novamente à Lua. E tem muita gente, no mínimo, descontente com a situação atual. Entre eles, o o vice-presidente dos EUA, Mike Pence.

O próximo encontro da equipe, que supervisiona a política de voos espaciais dos EUA, será liderado por Pence. Rumores não confirmados apontam que ele pode emitir algum tipo de cobrança para a Nasa acelerar suas viagens que, hoje, estão previstas para o final da década seguinte – a proposta orçamentária do governo para o próximo ano permitiria sua realização em 2028. Supõe-se que a intenção seja antecipar as decolagens lunares para meados dos anos 2020, potencialmente até 2024, último ano de um hipotético segundo mandato de Donald Trump.

Um dos seis oradores confirmados para o painel da reunião é Jack Burns, astrofísico da Universidade do Colorado Boulder. Segundo ele, o atual cronograma da Nasa carece de urgência: “O plano cronológico é muito lento, e essa é uma das coisas sobre as quais falarei na próxima terça-feira”. Se forçada, em quanto tempo a NASA poderia colocar os humanos de volta à Lua? “No ano de 2025”, Burns responde à Arstechnica. “E eu sei que alguns na administração gostariam de fazer isso ainda mais rápido. Nós vamos ver alguns rojões”, acrescenta.

2028, tarde demais

Quando Trump e Pence assumiram seus postos na Casa Branca, em 2017, a Nasa esperava realizar um teste de decolagem para o foguete do Sistema de Lançamento Especial. Agora, é provável que isso não aconteça antes de 2021. E Pence, além de ter motivos para estar insatisfeito com isso, também está sendo encorajado por confidentes a exigir mais rapidez.

Em novembro, um grupo consultivo do Conselho Nacional do Espaço recebeu uma cobrança do ex-administrador da Nasa, Mike Griffin. “Acho que 2028 é tão tarde que nem precisa estar em debate na mesa. Tal data não demonstra que os Estados Unidos são líderes em qualquer coisa. Isso é 2018. Levamos oito anos para chegar à Lua pela primeira vez, e você vai me dizer que demora de 10 a 14 para fazê-lo novamente quando já sabemos como?”, afirmou sobre os planos da Nasa quanto à Lua. Hoje em dia, ele ocupa uma posição sênior no Departamento de Defesa e continua sendo influente na política espacial.

Burns espera que a mensagem de urgência seja uma visão da maioria, se não de todos os envolvidos. “Estamos cansados de gerar viagens em PowerPoint que não vão a lugar algum, e é hora de realmente irmos a algum lugar”, afirma o astrofísico, que serviu na equipe de transição presidencial da Nasa entre 2016 e 2017. “Eu diria que a discussão que vamos fazer na terça-feira é sobre isso. Está tudo focado nisso.”

Mudança de cultura

A Nasa precisa de uma injeção financeira “adequada” para antecipar a data de aterrissagem lunar, particularmente para acelerar o desenvolvimento dos próprios módulos. No entanto, Burns observa que o orçamento da agência já aumentou sob o governo Trump – em 2015, era de aproximadamente US$ 18 bilhões, e subiu para US$ 21,5 bilhões neste ano.

Segundo Burns, o governo teria a intenção de causar um choque nas estruturas, promovendo uma “mudança de cultura” da Nasa e reforçando a urgência de otimizar o cronograma para o futuro. O objetivo é chacoalhar a burocracia da agência para que ela retome parte do vigor e da energia que teve durante o programa Apollo, nos anos 60. E Burns, inclusive, aponta para o forte ritmo de evolução de empresas do setor privado – o módulo lunar da Lockheed Martin, por exemplo, pode estar preparado para aterrissagens humanas até 2025, por exemplo.

O novo administrador da Nasa, Jim Bridenstine, já sinalizou sua intenção de fazer valer essa urgência. Na semana passada, ele afirmou que a agência lançaria a nave Orion ao redor da Lua no próximo ano. Seriam utilizados dois foguetes privados para a ocasião, devido a atrasos contínuos com o Sistema de Lançamento Espacial.

E na quinta-feira, o site NASASpaceFlight informou que a agência está considerando pular um teste crítico que faz parte do desenvolvimento do foguete para o Sistema de Lançamento Espacial. Isso aumentaria o risco de algum tipo de problema durante o lançamento, mas reduziria o cronograma em até seis meses.

Fonte Olhar Digital

 

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Astrônomos encontram evidências de planeta 13 vezes maior que Júpiter

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Pesquisadores brasileiros encontraram evidências de um exoplaneta na constelação do Cisne, orbitando um sistema formado por uma estrela viva e outra morta

Jupiter (SCIEPRO/Getty Images)

Nas últimas três décadas, foram descobertos quase 4 mil objetos semelhantes a um planeta situados fora do Sistema Solar – e por isso chamados de exoplanetas – orbitando estrelas isoladas. Já a partir de 2011, por meio do satélite Kepler, da agência espacial norte-americana (Nasa), foi possível observar os primeiros exoplanetas girando em torno de sistemas binários jovens, compostos por duas estrelas vivas, em cujos núcleos ainda há queima de hidrogênio.

Agora, um grupo de astrônomos brasileiros encontrou as primeiras evidências da existência de um exoplaneta ao redor de um sistema binário mais velho ou evoluído, em que uma das duas estrelas está morta.

O estudo, resultado de um pós-doutorado e de um estágio de pesquisa no exterior, ambos com bolsa da FAPESP, foi publicado em The Astronomical Journal, da Sociedade Americana de Astronomia.

“Conseguimos obter indicações bastante sólidas da existência de um exoplaneta gigante, com massa quase 13 vezes maior que a de Júpiter [maior planeta do Sistema Solar] em um sistema binário evoluído. É a primeira confirmação de um exoplaneta em um sistema desse tipo”, disse Leonardo Andrade de Almeida, pós-doutorando na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e primeiro autor do estudo, à Agência FAPESP. O pesquisador fez pós-doutorado no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP) com supervisão do professor Augusto Damineli, também autor do estudo.

Os pesquisadores encontraram sinais da existência de um exoplaneta em um sistema binário evoluído nomeado KIC10544976, localizado na constelação do Cisne, no hemisfério celeste norte, por meio da análise de diferentes pistas. Uma delas foi o efeito da variação do instante do eclipse.

O fenômeno é caracterizado pela precisão do tempo em que ocorrem os eclipses das duas estrelas que formam um sistema binário ao passar uma na frente da outra. Uma variação nesse tempo de ocorrência de eclipses, chamado período orbital, é forte indicador da existência de um planeta ao redor de estrelas.

“A variação do período orbital de um sistema binário ocorre em razão da atração gravitacional entre os três objetos, que passam a girar em torno de um centro de massa comum”, disse Almeida.

A identificação de variações no período orbital, porém, não é suficiente para a detecção de um planeta em um sistema binário. Isso porque, assim como o Sol apresenta variação em seu ciclo de atividade magnética a cada 11 anos, marcada por um pico e o posterior declínio das manchas solares, outras estrelas também passam por esse mesmo processo.

“A variação da atividade magnética do Sol e de outras estrelas isoladas causa uma alteração em seus campos magnéticos. Já em estrelas que compõem um sistema binário isso provoca uma mudança no período orbital, que chamamos de mecanismo Applegate”, disse Almeida.

A fim de afastar a hipótese de que a variação no período orbital do KIC10544976 seria resultado apenas da atividade magnética, os pesquisadores analisaram o efeito da variação do instante do eclipse e o ciclo de atividade magnética da estrela viva do sistema binário.

Esse sistema binário (KIC10544976) é composto por uma anã branca – a estrela morta, menor e com brilho alto (capacidade de refletir a luz) devido à sua temperatura superficial elevada – e uma anã vermelha – a estrela viva, com massa pequena em comparação à do Sol e baixa luminosidade (capacidade de emitir luz). As duas estrelas foram monitoradas por telescópios terrestres entre 2005 e 2017 e pelo satélite Kepler entre 2009 e 2013, que geraram dados minuto a minuto.

“Esse sistema é único. Nenhum outro sistema similar possui dados suficientes que nos permitam calcular a variação do período orbital e o ciclo de atividade magnética da estrela viva”, disse Almeida.

Por meio dos dados obtidos pelo satélite Kepler foi possível estimar o ciclo magnético da estrela viva – a anã vermelha – pela frequência e energia das explosões nos campos magnéticos (flares) e pelas manchas na superfície da estrela associadas a essas ejeções de energia.

As análises dos dados indicaram que o ciclo de atividade magnética da anã vermelha é de 600 dias – o que está de acordo com os ciclos magnéticos medidos para estrelas isoladas de massa baixa. Já a variação do período orbital do sistema binário KIC10544976 foi de 17 anos.

“Isso afasta totalmente a hipótese de que a atividade magnética gere essa variação do período orbital. A explicação mais plausível é a presença de um planeta gigante ao redor desse sistema binário, com massa próxima a 13 vezes à de Júpiter”, disse Almeida.

Hipóteses de formação

Ainda não se sabe como o planeta em torno do sistema binário teria sido formado. Uma das hipóteses é a de que o objeto se desenvolveu ao mesmo tempo que as duas estrelas, há bilhões de anos. Nesse caso, seria um planeta de primeira geração. Outra hipótese é a de que foi gerado a partir do gás ejetado durante a morte da anã branca – sendo, portanto, um planeta de segunda geração.

A confirmação de que se trata de um planeta de primeira ou segunda geração e a sua detecção direta ao redor desse sistema poderão ocorrer quando entrar em operação a nova geração de telescópios gigantes com espelhos primários maiores do que 20 metros. Entre eles, o Telescópio Gigante Magalhães (GMT, em inglês), no deserto do Atacama, no Chile, previsto para coletar sua primeira luz em 2024.

A FAPESP investirá US$ 40 milhões no GMT, o que equivale a cerca de 4% do custo total estimado. O investimento garantirá 4% do tempo de operação do telescópio para estudos realizados por pesquisadores de São Paulo (leia mais em http://agencia.fapesp.br/28434).

“Estamos sondando 20 sistemas com possibilidade de gravitar corpos externos, como o KIC10544976, e a maioria só é observável a partir do Hemisfério Sul. O GMT permitirá fazer a detecção direta desses objetos e obter respostas importantes sobre a formação, a evolução e a possibilidade de vida nesses ambientes exóticos”, disse Almeida.

O artigo Orbital period variation of KIC 10544976: Applegate mechanism versus light travel time effect (DOI: 10.3847/1538-3881/ab0963), de Leonardo A. Almeida, Leandro de Almeida, Augusto Damineli, Claudia V. Rodrigues, Matthieu Castro, Carlos E. F. Lopes, Francisco Jablonski, José D. do Nascimento Jr. e Marildo G. Pereira, pode ser lido em The Astronomical Journal em http://iopscience-iop-org-443.webvpn.jxust.edu.cn/article/10.3847/1538-3881/ab0963/pdf.

Fonte Exame

 

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Terceira e última superlua de 2019 poderá ser vista nesta quarta

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Lua estará cheia às 22h43. Neste ano, já ocorreram outras duas superluas: em 21 de janeiro e em 19 de fevereiro.

Superlua se ergue sobre as margens do rio Loire, em Lavau-sur-Loire, oeste da França, em 19 de fevereiro — Foto: Loic Venance/AFP

De tempos em tempos, a Lua parece maior. Ela atinge o perigeu: ponto da órbita mais próximo da Terra. A tudo isso chamamos de “superlua”. A terceira e última do ano ocorre nesta quarta-feira (20) – junto com a chegada do outono.

  • A Lua estará cheia às 22h43;
  • O outono começa às 18h58;
  • Distância da Lua da Terra: cerca de 360 mil quilômetros.

O termo “superlua” surgiu em 1979 e não é o que poderíamos chamar de um “conceito astronômico”. Ele é usado fora do meio acadêmico para fazer referência à união do perigeu com a Lua cheia. Não é uma situação rara de apreciar, mas é uma excelente oportunidade para quem quer começar a observar o céu.

Neste ano, já ocorreram duas superluas: uma em 21 de janeiro e outra em 19 de fevereiro.

Entenda os fenômenos da Superlua e Microlua — Foto: Juliane Souza/G1Entenda os fenômenos da Superlua e Microlua — Foto: Juliane Souza/G1

Entenda os fenômenos da Superlua e Microlua — Foto: Juliane Souza/G1

Detalhes importantes:

  • A órbita da Lua ao redor da Terra tem forma elíptica – uma forma oval que aproxima e distancia o satélite do nosso planeta;
  • O ponto mais distante dessa elipse é chamado apogeu. É quando acontece a Microlua;
  • O ponto mais próximo é o perigeu;
  • Quando a Lua está cheia e em seu perigeu (Superlua), ela pode parecer até 14% maior e 30% mais brilhante ao ser vista da Terra do que no momento do apogeu, segundo a Nasa.

Fonte G1

 

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