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Saúde

Ex-secretário de Saúde é multado por equipamento contra câncer sem uso

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Compra foi em 2013, no governo de Agnelo Queiroz (PT). Decisão do TCDF estabeleceu punição de R$ 37 mil ao ex-gestor Rafael Barbosa

O ex-secretário de Saúde Rafael Barbosa foi condenado pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) ao pagamento de multa no valor de R$ 34 mil. A punição do gestor, que comandou a pasta durante o governo Agnelo Queiroz (PT), deve-se à compra de um equipamento para tratamento contra câncer em 2013.

Utilizado para diagnóstico precoce da doença, o PET Scan custou R$ 3 milhões aos cofres públicos. No entanto, o aparelho continua encaixotado. A instalação do mesmo dependia de reformas na Unidade de Medicina Nuclear do Instituto Hospital de Base que não foram realizadas.

Além de Barbosa, dois gestores foram multados: a ex-subsecretária de Logística e Infraestrutura de Saúde Celi Rodrigues Marques e o ex-diretor de Engenharia Clínica de Equipamentos Joubert Fernandes Barbosas. Cada um terá que desembolsar R$ 17 mil.

Para o Ministério Público de Contas do Distrito Federal (MPC-DF), responsável pela ação, apesar da necessidade e importância do equipamento, a compra foi realizada sem estudos e planejamento adequado. Segundo a investigação do órgão, não foram observados os detalhes técnicos para o funcionamento do PET Scan, e o processo de adequação só foi iniciado cinco meses após a chegada do aparelho.

A decisão do plenário do TCDF, de 31 de janeiro, foi apertada. O presidente em exercício, conselheiro Márcio Michel, acompanhou o voto do relator, Renato Rainha, e desempatou a votação.

A Corte também determinou que os ex-secretários de Saúde durante a gestão Rodrigo Rollemberg (PSB) – João Batista de Sousa, Fábio Gondim e Humberto Fonseca – fossem convocados a prestar esclarecimentos sobre os motivos de o aparelho não ter sido instalado durante os quatro anos do governo do socialista.

Outro lado
A advogada de Rafael Barbosa, Laiana Lacerda da Cunha Alves, informou que pretende recorrer da decisão. “Há demanda da população pelo equipamento. Enquanto geria a Saúde, Rafael comprou e começou as obras para a instalação do mesmo. No entanto, com a troca de governo, não foi dada continuidade ao projeto”, afirmou. As defesas de Celi Rodrigues Marques e Joubert Fernandes não foram localizadas.

O Metrópoles entrou em contato com a atual gestão da Secretaria de Saúde para saber se há prazo para a instalação do equipamento. No entanto, a pasta não forneceu informações até a última atualização deste texto.

Improbidade
O caso rendeu também uma ação de improbidade administrativa ajuizada pelas promotorias de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus) e de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep) contra cinco ex-gestores da saúde no DF.

Na ação, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) aponta falhas no processo licitatório, como a falta de planejamento para a instalação e o prejuízo à população. Segundo levantamento do órgão, a rede pública de saúde gastou, entre 2014 e 2015, mais de R$ 132 mil com a contratação de exames na rede privada em razão da falta de instalação do PET Scan.

Prisão
Em novembro de 2018, Rafael Barbosa e o também ex-secretário de Saúde Elias Miziara foram presos. Eles eram alvo da Operação Conexão Brasília, que investiga contratos bilionários feitos no DF, na área da saúde, por meio de adesão à ata de registros de preços da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro. Em apenas um dos acordos, feito para compra de órteses e próteses, o prejuízo seria de R$ 19 milhões. Dias depois, eles foram soltos por decisão judicial. Ambos negam irregularidades. (Com informações do MPC-DF) Fonte Metrópoles

 

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Saúde

Com surto em 3 estados, Brasil pode perder selo de erradicação do sarampo

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País não consegue controlar transmissão da doença. Amazonas, Roraima e Pará estão com surto e há risco de casos na Bahia

Criança é vacinada contra o sarampo (Joe Raedle/AFP)

Brasília – O Brasil corre o risco de perder o certificado de erradicação do sarampo, obtido há três anos. Sem conseguir controlar a transmissão da doença e com baixa cobertura vacinal, o País tem no momento três estados com surto: Amazonas, Roraima e, mais recentemente, o Pará.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, admitiu nesta quinta-feira, 14, haver ainda risco de casos na Bahia, por causa do fluxo de transporte nesse período do ano.

Apesar do número expressivo de registros no País, é ainda baixo o porcentual da população imunizada. Dados preliminares do ministério indicam que metade das cidades não atingiu a meta de cobertura vacinal – igual ou superior a 95%.

No Pará, por exemplo, 83,3% dos municípios não atingiram a meta. Em Roraima, foram 73,3%; no Amazonas, 50%. “Estamos no precipício”, disse o ministro, ao se referir à cobertura de vacinas em geral no País. Numa reunião com secretários estaduais e municipais de saúde, observou que a situação é reflexo de uma sucessão de fatores.

O certificado de erradicação é retirado quando se registra a transmissão da doença durante um ano. A data-limite é a próxima segunda-feira, dia 18. A definição do status brasileiro, contudo, será conhecida só dias depois, com a confirmação da doença. Isso geralmente ocorre em um intervalo de até dez dias. Dentro do ministério, porém, o desfecho é dado como certo.

O primeiro caso de sarampo entre brasileiros ocorreu no dia 19 de fevereiro de 2018. Antes dessa data, o País já identificava alguns pacientes doentes – eram imigrantes da Venezuela. Mandetta observou que, se a cobertura vacinal fosse adequada, os casos seriam isolados. Houve, no entanto, surto da doença.

Ele ressaltou que a baixa cobertura vacinal não se resume ao sarampo – e lembrou de difteria e pólio. O ministério planeja uma grande campanha nacional pela vacinação. A ideia é aproveitar a mobilização contra a gripe e atualizar cadernetas. A ideia é de que esse anúncio seja feito para marcar cem dias do governo Jair Bolsonaro.

Fonte Exame

 

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Saúde

Câncer de mama em mulheres jovens: verdades e mitos

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No Brasil, em mulheres com menos de 35 anos, a incidência da doença está entre 4% e 5% dos casos

Saúde – Câncer de mama (iStock/Getty Images)

A cada ano, aproximadamente 60 mil brasileiras são diagnosticadas com câncer de mama. Apesar de existir uma maior propensão ao desenvolvimento da doença entre mulheres com mais de 50 anos, o aumento na incidência de câncer de mama entre mulheres mais jovens nos últimos anos tem chamado a atenção. No Brasil, em mulheres com menos de 35 anos, a incidência hoje está entre 4% e 5% dos casos, faixa etária em que historicamente apenas 2% dos casos eram observados.

Este fenômeno está sendo observado não apenas no Brasil, mas também em vários outros países, em fase de desenvolvimento. Aspectos associados aos fatores de risco, que têm relação com estilo de vida, se veem mais presentes: menor número de filhos, gestação mais tardia, alimentação inadequada, associados à correria do dia a dia, podem estar influenciando esta mudança de aparecimento de tumores de mama em mulheres mais jovens.

Tipos de tumores

Sabe-se que o câncer de mama é uma doença muito variada, com alguns subtipos e perfis, com agressividade diversa e requerendo tratamento individualizado. É comum ouvirmos pessoas dizerem que os tumores em mulheres mais jovens são sempre mais agressivos, porém, isso não é uma verdade absoluta. Ainda que mais raros, existem tumores de crescimento lento em pacientes jovens e casos agressivos ocorrendo em mulheres mais velhas.

O que acontece é que a frequência de tumores mais agressivos é maior entre as mulheres mais jovens. Por estarem fora do grupo de rastreamento (exame periódico com objetivo de detectar os tumores precocemente) e pela maior recorrência de tumores mais agressivos, o diagnóstico é, em média, feito em um estágio mais avançado quando comparado às mulheres que têm um diagnóstico mais tardio.

Tratamento

Existem algumas outras particularidades a serem consideradas ao se diagnosticar câncer de mama em uma paciente jovem: maior risco de lesões mamárias difusas e de que a paciente seja portadora de mutação genética que predispõe ao câncer.

Tratamentos cirúrgicos mais extensos ou tratamentos mais agressivos não devem ser indicados pelo simples fato de estarmos diante de uma paciente mais jovem. Características do tumor e da paciente devem ser avaliados conjuntamente para individualizar o tratamento. Ao contrário do que muitos pensam, as jovens podem ser submetidas à cirurgia conservadora (retirada apenas do tumor com margens de segurança) associada à radioterapia ao invés de mastectomia, sem prejuízo do tratamento oncológico.

Reserva-se a mastectomia – que pode ou não incluir a preservação do mamilo – para situações especiais, como a presença de lesão grande em relação ao volume da mama, nódulos extensos e difusos, pacientes portadoras de mutações genéticas ou casos em que há contraindicação à radioterapia.

Impacto do tratamento

Para qualquer tipo de tratamento, sequelas devem sempre ser levadas em consideração e na faixa etária mais jovem isso não é diferente. Na verdade, após ficarem curadas do câncer, essas mulheres conviverão por muitos anos com as possíveis consequências do tratamento. Tratamentos como alguns tipos de quimioterapia podem, por exemplo, comprometer a fertilidade de mulheres que ainda pretendem ter filhos. É fundamental que sejam aconselhadas sobre as formas de preservar a fertilidade para retomar o planejamento da maternidade após o término do tratamento do câncer.

Outro exemplo são tratamentos que agem como anti-hormônio (comumente chamados de hormonioterapia) e que podem causar ou exacerbar sintomas similares à menopausa, podendo comprometer sua qualidade de vida.

O tratamento para o câncer de mama, para todas as pacientes – independentemente da idade, se pauta na individualização. Devemos ter o cuidado em usar os eficientes recursos disponíveis para tratar o tumor, sem que o tratamento seja mais prejudicial que a própria doença.

Doutor Antonio Frasson

Quem faz Letra de Médico

Adilson Costa, dermatologista
Adriana Vilarinho, dermatologista
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Antonio Carlos do Nascimento, endocrinologista
Antônio Frasson, mastologista
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Claudia Cozer Kalil, endocrinologista
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Mauro Fisberg, pediatra
Miguel Srougi, urologista
Raul Cutait, cirurgião
Roberto Kalil, cardiologista
Ronaldo Laranjeira, psiquiatra
Salmo Raskin, geneticista
Sergio Podgaec, ginecologista

Fonte Veja

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Saúde

Consumir carne aumenta em 54% o risco de gordura no fígado

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Um novo estudo mostrou que o consumo de proteína animal, mesmo frango, peru ou carne magra, aumenta a propensão de doença do fígado

A recomendação de especialistas é que as pessoas limitem seu consumo de carne vermelha ou processada e optem por uma dieta mediterrânea, rica em peixe, grãos integrais e vegetais. (iStock/Getty Images)

Pessoas que consomem muita carne, mesmo aquelas consideradas saudáveis como frango, peru ou carne magra, estão mais propensas a desenvolverem doença do fígado. De acordo com um estudo publicado recentemente no periódico científico Gut, pessoas cuja maior fonte de proteína é proveniente de produtos de origem animal correm um risco 54% maior de desenvolverem doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA), também chamada de esteatose hepática, do que aquelas que optam por proteínas vegetais.

Para determinar como a alimentação pode influenciar o risco de DHGNA os pesquisadores do Centro Médico da Universidade Erasmus MC em Roterdã analisaram questionários dietéticos e exames de gordura hepática de 3.882 adultos com, em média, 70 anos de idade. Nenhum dos participantes tomava medicamentos esteatogênicos ou tinha hepatite viral – ambos podem fazer com que a gordura se acumule no fígado.

Os resultados mostraram que 34% dos participantes apresentaram DHGNA e a maioria não tinha sobrepeso (um fator de risco para o problema). Além disso, aqueles que tinham sobrepeso e consumiam a maior quantidade de proteína animal corriam um risco 54% maior de desenvolver a doença do que aqueles que ingeriam uma quantidade menor desses alimentos. A associação permaneceu mesmo após serem ajustados fatores socioeconômicos e de estilo de vida.

“Talvez o mais importante seja que a associação permaneceu independente da ingestão calórica total. […] Nós também mostramos que uma dieta diversificada é importante,”, disse ao Daily Mail Sarwa Darwish Murad, líder do estudo e pesquisadora do departamento de gastroenterologia e hepatologia. A quantidade de calorias provenientes das proteínas foi semelhante para os dois grupos.

Shira Zelber-Sagi, diretora de nutrição, saúde e comportamento na Universidade de Haifa, em Israel, disse ao Daily Mail que  a pesquisa demonstra a importância de uma dieta baseada em vegetais para minimizar o risco de doença hepática. Ela ressalta ainda que a carne processada, que é modificada para estender a vida útil em prateleira ou para mudar seu gosto, pode causar inflamação e resistência à insulina. Ambas as condições contribuem para a DHGNA, de acordo com Shira.

Por isso, ela recomenda que as pessoas limitem seu consumo de carne vermelha ou processada e optem por uma dieta mediterrânea, rica em peixe, grãos integrais e vegetais.

A esteatose hepática descreve uma gama de condições causadas pelo acúmulo e gordura no fígado que não foi causada pelo consumo excessivo de álcool. Um fígado saudável deve ter quase nada de gordura e uma pequena quantidade já é considerada o estágio inicial de DHGNA.

Embora não seja grave em seu estágio inicial, a doença pode levar a danos graves no fígado, incluindo cirrose, o que pode levar à morte por falência hepática.

Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica

A doença hepática gordurosa não alcoólica á caracterizada pelo acúmulo de gordura no fígado que não é causada pelo consumo excessivo de bebida alcoólica. De acordo com a Sociedade Brasileira de Hepatologia, ela pode permanecer estável por muitos anos e até regredir, se suas causas forem controlados. Se não o forem, a doença pode evoluir para a esteato-hepatite – quando a doença se associa a inflamação e morte celular, fibrose e tem maior potencial de progressão para cirrose e câncer de fígado.

Os principais fatores de risco ou causas de DHGNA estão relacionados a obesidade e sobrepeso, diabetes, dislipidemia (aumento do colesterol e/ou triglicérides), hipertensão, uso prolongado de medicamentos como amiodarona, corticosteroides, estrógenos, tamoxifeno; produtos químicos, anabolizantes, cirurgias abdominais como bypass jejuno-ileal, derivações bilio-digestivas; hepatite C, síndrome de ovários policísticos, hipotiroidismo, síndrome de apneia do sono, hipogonadismo, lipodistrofia, abeta lipoproteína e deficiência de lipase ácida.

A doença ganhou atenção por ter se tornado a mais frequente doença de fígado da atualidade, atingindo entre 20 e 30% da população mundial. Na maioria dos casos, a doença é assintomática. Por isso, o diagnóstico da esteatose é incidental. Ou seja, a doença geralmente é identificada precocemente porque o paciente realizou uma ultrassonografia de abdômen como parte de seus exames de rotina. Especialistas recomendam que ultrassonografias de abdômen só sejam solicitadas para o diagnóstico de esteatose para portadores dos fatores de risco para a doença.

Fonte Veja

 

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